quinta-feira, 11 de março de 2021

ERA UMA VEZ UM SONHO

                                                                        


                ERA UMA VEZ UM SONHO

                                                        ( HILLBILLY ELEGY) 
                               

                              Olá amigos cinéfilos, após um tempo afastado do meu Blog, por questões da Pandemia, trabalho e vida corrida, retornei, e aproveitei para analisar essa película, visto neste último fim de semana, espero que apreciem meus comentários, e fiquem todos com Deus.
                               Trata-se de  um filme americano de gênero drama, baseado em uma história real, lançado em 2020 pela NetFlix, com  direção de Ron Howard, o drama adapta uma autobiografia, lançando mão de duas grandiosas atrizes. 
                               Na trama, J.D. Vance (Gabriel Basso) é um ex-fuzileiro naval do sul de Ohio e atual estudante de direito da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut, que está prestes a conquistar o emprego dos sonhos. Mas, por causa de uma crise familiar, é forçado a voltar à vida que tentava deixar para trás. Agora, ele precisará enfrentar a complexa dinâmica familiar, incluindo uma relação complicada com a mãe, Bev( Amy Adams), que luta contra um vício.
                               O grande lance dessa produção, é mostrar como, às vezes, uma pessoa pode escapar de um destino predeterminado pelo seu contexto de escassez. Para isso, J.D. teve a regrada tutela de sua avó, a má influência da sua mãe viciada, e uma boa dose de sorte. Tudo isso para poder dizer que ele escapou de um futuro problemático que o aguardava. 
                               No entanto, isso não significa que ele seja um vencedor na vida. Há diversas questões não resolvidas sobre seu passado deixadas para trás, como se nunca tivessem existido ou pior: não precisassem de uma solução. o urgente retorno para sua terra natal justamente num momento crucial da sua carreira profissional e também a vontade do protagonista de fazer as pazes e poder amenizar todas as dificuldades pelas quais essa família passou. E não foram poucas. 
                               O roteiro de Vanessa Taylor, que adapta a biografia escrita pelo próprio J. D. Vance, insere a questão geracional na história de um modo que torna o filme menos interessante, mostrando através de flashbacks como a mãe e avó do protagonista não tiveram tanta sorte em escapar do que o mundo estabeleceu como destino para elas. Algumas dessas cenas no passado são mal inseridas, mas a maioria delas funciona dentro do propósito do longa de Ron Howard.
                               Como Era uma vez um sonho é uma produção que visa a corrida do Oscar, vale elogiar o bom destaque dado a duas grandes atrizes que são Amy Adams e Glenn Close.
                               A primeira está transformada, num típico papel que a Academia adora premiar. Se Amy Adams (A Chegada) irá vencer são outros quinhentos, mas que ela consegue dar qualidade à personagem, é algo evidente. No entanto, nota-se também que faltou algo, talvez maior tempo de tela com mais diálogos. 
                               Mas quem rouba a cena mesmo é Glenn Close (A Esposa; Atração Fatal), que consegue com menos tempo, destacar fortemente questões da sua personagem. A maquiagem e o figurino que retratam uma mulher aposentada de classe média baixa, salta aos olhos principalmente com ela, mesmo sendo um recurso bem usado em toda a produção. Curiosamente, tanto Adams quanto Close já receberam indicações ao Oscar, mas nunca foram premiadas. 
                               Correndo por fora, Gabriel Basso consegue levar suas cenas dignamente na pele do protagonista. Presente em Super 8 (de Steven Spielberg), é um grande talento a ser observado. A versão mirim de J. D. Vance, vivida por Owen Asztalos, foi uma boa escolha que conseguiu manter a semelhança do personagem com a longa diferença de idade. 
                              Era uma vez um sonho também permite uma leitura da situação econômica dos EUA e como o capitalismo mudou, deixando de lado uma classe trabalhadora não escolarizada, que se tornou ressentida (que eclodiu na eleição de Trump), ao passo que se reproduzia significativamente como podemos observar nas cenas onde J.D. volta para sua cidade de infância, ainda mais abarrotada de crianças e pessoas em geral, pelos quintais das casas. É uma camada que ajuda a contextualizar e explicar muito sobre os personagens e seus dilemas. 
                              Ao final, Ron Howard mostra que sua intenção nunca foi se aprofundar nas questões que ele jogou para o espectador, deixando um gosto raso de 'a vida como ela é" e " toda família tem seus problemas". É como um episódio da série This is Us onde não choramos tanto assim. Não é o suficiente para ganhar um Oscar de Melhor Filme, tampouco Melhor Direção, porém, com a falta de lançamentos, devido a pandemia e também pela má qualidade dos filmes em exibição atualmente, pode até ser que caia algum prêmio no colo deste entretenimento.    
                              

domingo, 1 de novembro de 2020

A VIDA EM SI

                                                     

                                                                             


                                     A VIDA EM SI

                             ( LIFE ITSELF )

                       Filme de produção americana e espanhola de 2018, escrito e dirigido pelo americano Dan Fogelman, que em síntese trata-se do relacionamento amoroso vivido por um casal Will e Abby (Oscar Isaac e Olivia Wilde), em que ele é contado através de diferentes décadas e continentes, desde as ruas de Nova York até a Espanha, e como diferentes pessoas acabam se conectando a ela, através de um evento marcante.                                                                                                                                                Todas as histórias narradas tem algo em comum: luto e superação. E é exatamente por este caminho que a trama de A Vida Em Si (Life Itself) se desenvolve, um filme bonito e bem desenhado pela ótima interpretação do elenco, mas com uma carga emocional ao extremo, que muitos vão se sensibilizar, enquanto outros não.                              As 4 histórias divididas em capítulos - dando a impressão de que estamos lendo um livro - se passam em tempos e continentes diferentes, desde as ruas de Nova York até Espanha, mas que de alguma forma se correlacionam em algum dado momento, um ponto que o diretor e roteirista Dan Fogelman faz bem. O roteiro não entrega instantaneamente as pistas para que o público saiba o que está acontecendo.                       Cada história é uma peça a se juntar no grande quebra-cabeça chamado "Vida", e à medida que descobrimos o que se passa com cada personagem em cada trama, torna a experiência deste filme cada vez mais emocional, intensa e pesada, uma vez que a história explica que a vida gosta de nos pregar peças, de fazer a gente tropeçar e cair para sabermos o quão forte somos para não desistir de seguir em frente, não importa o tamanho da dor.                                                                                                           Logo de cara, a história começa de um jeito estranho, como se fosse um filme dentro do filme, sendo dirigido e narrado por Samuel L. Jackson (sim, ele aparece). A verdade é que estamos acompanhando um ponto de vista criativo de Will para conhecer a sua história amorosa com Abby, que vão do romance universitário ao casamento e a gravidez. Junto com a criação deste roteiro um pouco desconexo, o público descobre que algo aconteceu na vida do rapaz, uma vez que ele vai revelando pitadas de sua jornada nas sessões com sua terapeuta (Annette Bening), de forma teatral, como se eles estivessem assistindo a própria vida do protagonista naquele exato momento.                                                                                                                                                É impossível não reconhecer o fato de que Oscar Isaac tem uma ótima atuação ao entregar um Will atordoado, perdido, desesperado internamente e doente de amor. Sim, o personagem sofre por Abby, pelo seu amor devoto à amada que vemos crescer e se fortalecer desde o primeiro dia em que eles se encontram, Olivia Wilde não fica para trás e interpreta uma Abby feliz com a vida, com os seus desejos, mas, também discute, enfrenta os obstáculos sem deixar o amor de lado. Mas um evento faz com que tudo mude, levando o espectador para a segunda história.                                                        Na segunda subtrama, acompanhamos a vida de Dylan (Olivia Cooke), uma adolescente que vive com o seu avô e que carrega uma dor que desperta e adormece. Dylan tem uma rebeldia e atitudes inusitadas, compreensíveis devido a um evento marcar sua família há anos. Ao se falar de luto, não é só a morte que se encaixa neste significado, mas também o término de um namoro, de uma amizade, a solidão não combatida, entre outras coisas. Dylan apresenta todos esses conflitos, mas que infelizmente não são bem desenvolvidos. Aliás o seu capítulo, é curto e o espectador não desfruta satisfatoriamente a sua história que, logo é cortada para a terceira subtrama.                                                                                                                                                         O terceiro capítulo faz o público viajar para a Espanha, onde vamos conhecer duas histórias: do Sr. Saccione (Antonio Banderas) e do casal Isabel (Laia Costa) e Javier (Sergio Peris- Mencheta), uma relação de chefe e funcionário, de status diferentes e a forma como cada um leva a vida. Enquanto Saccione se apoia na riqueza a fim de esquecer o que ele não pode ter com sua família, casa, um bom trabalho e a harmonia sob o seu teto. Nessa subtrama a história demora a chegar ao ponto principal que irá conectar com as demais. No entanto, esta discute bem o papel de cada personagem, criando um mistério de quem pode ser o vilão e o mocinho deste cenário, já que as aparências enganam.                                                                                                       Assim que o público encontra o desfecho desta trama, ele segue para o tão aguardado último capítulo, que vai acompanhar a vida de Rodrigo, filho de Javier e Isabel, um personagem que representa a última chave que conecta todas as histórias e faz o público finalmente captar a mensagem central do filme, fechando um ciclo triste, feliz e emocionante. Novamente, temos mais um capítulo que poderia ter sido um pouco mais enxuto e direto, uma vez que o espectador capta de imediato o que está acontecendo.                                                                                                                                                  É difícil falar de A Vida Em Si sem dar muitos detalhes, pois o filme é um grande spoiler, mas o que se pode dizer é que sua proposta tem como finalidade, retratar que eventos trágicos ou não, um dia, vão acontecer na vida de todo mundo, mas isso não quer dizer um ponto final e, sim, apenas uma "vírgula", para que momentos futuros e bons, possam vir acontecer. Por um lado, acompanhar tantos momentos brutos gera uma carga emocional bastante forte e, talvez, alguns podem se comover, enquanto outros poderão se frustrar e concluir que tal emoção soa forçado demais.                                                                                                                                                            Para mim, amigos cinéfilos, A Vida Em Si, é um filme muito bonito, triste, que retrata histórias que se conectam por um evento marcante, levando o público a compreender melhor o significado de luto, perda, amor e esperança. Ele me passou uma carga emocional grande, porém para alguns, pode ser que não crie uma identificação de imediato, mas vale a pena dar uma chance, pela trama, pelo elenco e também principalmente pelas atuações de todo elenco. Bom entretenimento!!!!  

terça-feira, 27 de outubro de 2020

A ESPIÃ

                                                                         

                                                                              

                                                            

                                          A ESPIÃ

                             ( ZWARTBOEK )  

           É um filme de produção britânica-belga-holandesa, realizado em 2006, de gêneros drama, guerra, espionagem e suspense, dirigido pelo holandês Paul Verhoeven, com roteiro de Gerard Soeteman e do próprio Verhoeven. Protagonizado pela atriz holandesa Carice Anouk van Houten, a mesma que fez o papel de Melisandre no seriado Game of Thrones, e foi com esse filme A Espiã, que lançou a carreira internacional dela.                                                                                                                                            O cineasta Paul Verhoeven é amado ou odiado, sem meio termo, pois foi diretor de sucessos como Robocop (1987), O Vingador do Futuro (1990) e Instinto Selvagem (1992), além de fracassos como, ShowGirls (1995), Tropas Estelares (1997) e O Homem Sem Sombra (2000), muitos o consideram superficial, prendendo-se demais ao sexo e a violência em seus filmes. Isso é verdade, mas não quer dizer que apenas por isso, ele seja superficial e sem qualidades.                                                                                              Um bom exemplo de como Verhoeven sabe conduzir uma boa história é A Espiã, lançado em 2006, pois parece que, decepcionado com suas últimas incursões em Hollywood, o holandês precisou voltar à sua terra natal, após duas décadas, para mostrar o dom que tem com a câmera. O drama ambientado na Segunda Guerra Mundial, conta a história de Rachel (Carice van Houten), uma ex-cantora de cabaré judia, que se esconde do nazismo, junto a uma família holandesa. Após ser descoberta e conseguir fugir, acaba encontrando um grupo de resistência e se torna agente dupla, com outro nome, Ellis.                                                                                                                                      É neste jogo de aparências que Verhoeven mostra sua marca, tanto nos já citados sexo e violência, mas também na capacidade de não precisar aprofundar muito a história da guerra e assim conseguir focar em seus personagens. Há muita ação no filme, mas Rachel/Ellis também é dissecada em sua personalidade dupla. E vale ressaltar que o desempenho fenomenal de sua intérprete ajuda ainda mais nesse ponto.                                                                                                                                                                 Apesar de aparentar tocar no assunto de forma rasa, o cineasta holandês mostra que a guerra, assim como qualquer outra coisa, é motivada por impulsos humanos. Rachel/Ellis é instinto puro, e nos faz lembrar da maioria dos protagonistas dos filmes do diretor (seja Sharon Stone em Instinto Selvagem ou Kevin Bacon em O Homem Sem Sombra). Para quem gosta desse estilo de película, A Espiã é um Verhoeven renovado e que nos deixa com vontade de mais e mais de seu cinema.                            Amigos apaixonados por um bom filme, apesar de não ser muito admirador de filmes de guerra, acho que por esse não ter tido muitas cenas de guerra, e a história e as interpretações dos personagens terem sido fantásticas, me prendeu e gostei muito dele, vale uma conferida.

                     

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

SIMPLESMENTE ACONTECE

                                                                              

                                                                              

                                                                           

                    SIMPLESMENTE ACONTECE

                          (LOVE, ROSIE)  
                                
      Filme produzido em parceria do Canadá, Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, realizado em 2014 e lançado no Brasil em 05 de março de 2015, de gênero romance e comédia, baseado no livro "Onde Terminam os Arco-Íris", da autora irlandesa de P.S. Eu Te Amo, Cecelia Ahern e dirigido pelo alemão Christian Ditter. 
              Essa comédia romântica estrelada pela queridinha britânica de Hollywood, Lily Jane Collins, filha do famoso músico Phil Collins, muito tempo vocalista da banda Genesis e também atingiu muita fama e êxito na carreira solo, ela detentora de umas sobrancelhas marcantes - e também pelo astro de Jogos Vorazes: Em Chamas, o também britânico, Samuel George Claflin, conhecido artisticamente como Sam Claflin.
           A história mostra Rosie (Lily Collins, de Espelho, Espelho Meu) e Alex (Sam Claflin, de A Marca do Medo), melhores amigos desde a infância, que moram no Reino Unido e planejam se mudar para Boston nos EUA, onde vão cursar a faculdade juntos. Porém, tudo muda quando Rosie descobre que ficou grávida do "bonitão da escola" (Christian Cooke, da série Magic City) e decide criar o bebê. A partir daí, os encontros e muitos desencontros fazem com que ela tenha uma vida com a qual nunca tinha imaginado. 
         O longa é uma espécie de cópia também bem feita do filme Um Dia (Lone Scherfig, 2011), com Anne Hathaway e Jim Sturgess, este também adaptado de uma obra literária. No entanto, o livro de Ahern é mais antigo que o de David Nicholls do filme Um dia, levando a um certo empate no quesito criatividade.
               A diferença de Simplesmente Acontece é que ele é muito mais leve, engraçado e juvenil. Com uma fotografia que não sai do padrão, mas que chama a atenção e te faz querer conhecer as locações, o filme consegue conquistar aqueles que não tem problemas com o gênero e a trilha sonora também não passa despercebida, ajudando no ar jovial do longa. Lily Allen e KT Tunstall marcam presença e animam algumas cenas. É importante destacar a atuação de Lily Collins, que conseguiu retratar a passagem do tempo e a evolução de Rosie, como mãe e mulher muito bem. 
              A equipe de figurino, cabelo e maquiagem, acerta em todas as fases de idade, não só de Rosie, como de todos os outros personagens, em especial de Ruby, interpretada por Jaime Winstone ( de Wild Bill ). 
              Com esse combo de eficiência, foi possível ver nitidamente o amadurecimento de todos os personagens. Apesar de ser um filme com inúmeros clichês, Simplesmente Acontece, pode saltar aos olhos de algumas pessoas, pois Rosie é uma personagem forte que, apesar de ter a vida totalmente modificada por uma gravidez inesperada, continua independente e resolvida em relação a si mesma. Ela faz suas próprias decisões, baseadas no que ela quer e no que ela pensa ser o melhor no momento. Lógico que há muito lugar-comum no roteiro, mas a atuação dela realmente consegue cativar e faz jus ao seu papel de personagem principal. 
             Simplesmente Acontece pode até entrar na não muito apreciada categoria de comédias românticas, mas sua execução foi tão bem feita, que os que tem preconceito, devem assisti-lo para, quem sabe, mudar de opinião em relação ao gênero. Já os fãs de carteirinha, não podem perder de maneira alguma essa película. Boa pipoca, coca-cola e entretenimento!!!!! 
      

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

HONRA AO MÉRITO


                                         HONRA AO MÉRITO

                  (THANK YOU FOR YOUR SERVICE)

                     Filme do ano de 2017, lançado aqui no Brasil em 07 de março de 2018, americano de gênero drama, biografia e guerra. Esse filme é baseado no livro Thank You for your service, de David Finkel, e essa produção marcou a estréia do roteirista Jason Dean Hall, de Sniper Americano (2014), na cadeira de Diretor. Trata-se de uma película sobre a vida dos veteranos de guerra e o pouco caso feito pelo Governo dos EUA.                                                                                                                                                                   Não chega a ser uma obra prima, mas o roteiro aprofunda na dose certa o assunto e a direção mantém um ritmo adequado. O estresse pós traumático é um elemento em filmes de drama e ação, especialmente aqueles que envolvem algum tipo de guerra. a síndrome faz com que as vítimas tenham dificuldade de se adaptar à rotina comum, depois de terem vivido situações de extrema pressão e terror. Além disso, as vítimas de estresse pós traumática são suscetíveis a "gatilhos", ou seja, imagens, palavras ou situações que os forçam a reviver o cenário que causou o trauma - o que pode ter resultados desagradáveis.                                                                                                              "Honra ao Mérito" acompanha a vida de três soldados norte-americanos que voltam para casa, após passarem uma temporada de 15 meses no Iraque. Entre eles está Adam Schumann (Miles Teller), um jovem que retorna para a esposa e os filhos, porém, começa a ter problemas para se readaptar à vida comum e sem perigos por todo o canto. O principal gatilho de Adam é relacionado ao fato de que ele não conseguiu salvar um colega de um prédio em chamas. Ele decide buscar ajuda para que encontre um grupo de apoio, antes que o estresse pós traumático leve a melhor sobre ele.                                                                                                                                                          Ótimo filme! É um drama sobre o trauma pós guerra, não um filme de guerra. Por isso não irá ver muitas cenas de guerra. Miles Teller com uma atuação surpreendente aqui nesse drama, pois estamos acostumados a vê-lo em comédias. Gostei também da interpretação da bonita atriz Haley Bennett no papel da esposa dele Saskia Schumann, e do ator Beulah Koale no papel de Tausolo Aieti.                                                   O título do filme é bem característico, pois trata-se de uma crítica severa sobre a assistência que os soldados recebem ao voltar da guerra, principalmente por ser uma história baseada em fatos reais, amigos cinéfilos, recomendo assistir, pois não sou muito apreciador de filmes de guerra, mas esse por não ter a preferência em batalhas, nem muitas cenas de guerra, e ter como principal foco, ser um drama atual e bastante comum que ocorrem nas pessoas que retornam da guerra,  tomei coragem, assisti e tive uma grata surpresa. Recomendo aos apreciadores do gênero drama! Eu sei que está disponível na NetFlix, mas não tenho certeza se tem em algum outro lugar para assistir, tipo YouTube ou similar. 

domingo, 27 de setembro de 2020

O PODER E A LEI

                        

                                                             

                                                  0 PODER E A LEI

                        ( THE LINCOLN LAWYER )

           

             Filme americano gênero drama lançado em 2011, com direção do desconhecido Brad Furman (Em busca de justiça), a adaptação do Best Seller, de Michael Connelly, traduzido aqui como " Advogado de Porta de Cadeia" (2005), tem uma trama boa, com as reviravoltas necessárias para manter a chama da dúvida acesa e te deixar ligado no filme. Pode não apresentar nenhuma novidade, mas funciona e satisfaz tranquilamente quem busca um suspense leve, honesto e com boas interpretações. Assim, da mesma forma que o pai do protagonista ensinou que "não existe cliente mais perigoso que o inocente", você pode se sentir culpado, deixando de assistir este filme por puro preconceito.                                                                                                            O chamado "filme de tribunal" é praticamente um subgênero, e costuma render trabalhos dos mais interessantes no cinema, sempre explorando os meandros, o submundo, os bastidores e as incoerências inerentes ao Sistema Judiciário. Afinal, poucas coisas são tão injustas como a Lei. Neste sentido, O Poder e a Lei não decepciona. A partir do livro de Michael Connelly, o filme mostra Mickey Haller (Matthew McConaughey, eficiente), como um advogado de poucos princípios éticos, longe daquela figura glamourizada pelo cinema, vestido com ternos caros e rodeado por belas assistentes. Nada disso! O "escritório" de Mickey é um velho automóvel modelo Lincoln, que batiza o título original do filme. Ele defende criminosos de segunda categoria, até pegar um caso que poderia mudar a sua vida: um "mauricinho" milionário (Ryan Phyllippe) é acusado de espancar uma prostituta, e todas as provas parecem incriminá-lo. Mas o esperto Mickey tem uma saída. Ele só não parou para pensar por que um milionário o contrataria.                                                                                               Neste tipo de filme, quanto menos se falar da história, melhor. Mas vale dizer que o bom roteiro de John Romano explora com sagacidade o paradoxo que um advogado passa a viver quando percebe que está sendo ludibriado pelo próprio cliente, levantando saborosas questões éticas e morais, mesmo quando sabemos que estes conceitos não são exatamente levados muito a sério pelos profissionais do Direito. A direção de Brad Furman confere a  película um leve sabor de ação e aventura, sem exageros, mas em doses suficientes para agradar os fãs do cinema comercial.                                                                                                                                                        Por outro lado, um ótimo time de coadjuvantes, figurinhas carimbadas do cinema independente (William H. Macy, Marisa Tomei, John Leguizamo), dão a O Poder e a Lei uma certa aura de respeitabilidade . No somatório, é um filme de entretenimento de qualidade e eu recomendo, disponível pelo que eu sei, nos canais de aluguel Prime Video e no You Tube. 

                                   


                                  

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

TERRITÓRIO RESTRITO

                                                                            

                                                                       

TERRITÓRIO RESTRITO

(CROSSING OVER)


             Filme americano lançado em 2009, escrito e dirigido pelo sul africano Wayne Kramer. Trata-se de um drama estrelado pelo astro Harrison Ford, no papel de Max Brogan, um agente da Imigração e Fiscalização Aduaneira, em Los Angeles. Todo dia ele precisa lidar com diversas pessoas que tentam entrar nos Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Seus colegas de trabalho são seu parceiro Hamid Baraheri (Cliff Curtis), a advogada de defesa Denise Frankel (Ashley Judd) e o marido dela, Cole (Ray Liotta), que julga as solicitações feitas. Juntos, eles enfrentam as questões decorrentes do senso de dever e compaixão, envolvendo a migração para território norte-americano. 
             A história do filme retrata diferentes etnias de imigrantes, incluindo muçulmanos, asiáticos, latinos, turcos, judeus e uma australiana em busca de sucesso como modelo/atriz. De uma maneira ou de outra, os distintos estrangeiros acabam se cruzando pelo filme e a maioria deles passa pelo caminho do agente da imigração Max Brogan. 
            Um veterano na busca e prisão de imigrantes ilegais, Brogan parece destoar de seus companheiros de farda no quesito de importar-se com as histórias das pessoas flagradas ilegalmente no país. Tanto que ele passa o filme todo atrás de Mireya Sanchez (Alice Braga), uma mexicana que é presa deixando seu filho para trás. 
Paralelamente à história de Brogan, acompanhamos os problemas familiares de outro agente da imigração, Hamid Baraheri; o envolvimento antiético e corrupto de Cole Frankel com a modelo e atriz Claire Shepard (Alice Eve). Ela, por sua vez, briga por conseguir ficar nos Estados Unidos da mesma forma que o namorado, o músico/professor judeu Gavin Kossef (Jim Sturgess). 
               Esse filme teve algumas boas surpresas para mim, como na relação antiética e corrupta de Cole Frankel com a jovem Claire Shepard (a meu ver ótima interpretação da atriz Alice Eve), outro ponto que gostei também, é que nesse filme mostrou que pode existir um lado podre nos departamentos de imigração dos Estados Unidos, devido aos funcionários mau caráter e/ou mal intencionados. Outro ponto positivo, foi narrar a história da família de Talisma Jahangir (a também muito promissora atriz Summer Bishil, revelada em Nothing is Private). 
             Falando em emoções, Crossing Over talvez tenha nascido na mente de Wayne Kramer como um filme para emocionar. Mas, na prática, ele acaba sendo mais como uma história para chocar e provocar revolta, incômodo, do que emoção. É um filme com um forte discurso político, disso não há dúvida. Com tantos personagens participando, fica impossível adentrar mais no caráter humano dos personagens e de suas vivências e exclusões. Uma pena. A intenção dos realizadores deste filme, parece ter sido das melhores. A ideia é boa e a direção também. O roteiro, no entanto, merecia alguns ajustes. Alguns cortes aqui, uma ou outra aprofundada nos personagens ali e, talvez, o filme ficasse ótimo. 
              Conta a seu favor uma direção de fotografia precisa e atenta de Jim Whitaker e, principalmente, um belo trabalho do compositor Mark Isham, em uma trilha sonora que, algumas vezes, conduz o filme mais que o roteiro de Kramer. 
            É um filme polêmico em muitos e variados sentidos, como pela temática, ao abordar distintos aspectos do "problema" da imigração nos Estados Unidos. Essa película mexe com os sentimentos das pessoas que viveram, de uma forma direta ou indireta, o problema da xenofobia e da divergência de interesses em um mundo cada vez mais competitivo.
           Finalizo meu comentário amigos cinéfilos, que trata-se de um filme que merece ser visto, mas acho que atualmente só tem em canais pagos (Prime Video, YouTube Filmes, etc.)