quinta-feira, 11 de março de 2021
ERA UMA VEZ UM SONHO
domingo, 1 de novembro de 2020
A VIDA EM SI
A VIDA EM SI
terça-feira, 27 de outubro de 2020
A ESPIÃ
A ESPIÃ
( ZWARTBOEK )
É um filme de produção britânica-belga-holandesa, realizado em 2006, de gêneros drama, guerra, espionagem e suspense, dirigido pelo holandês Paul Verhoeven, com roteiro de Gerard Soeteman e do próprio Verhoeven. Protagonizado pela atriz holandesa Carice Anouk van Houten, a mesma que fez o papel de Melisandre no seriado Game of Thrones, e foi com esse filme A Espiã, que lançou a carreira internacional dela. O cineasta Paul Verhoeven é amado ou odiado, sem meio termo, pois foi diretor de sucessos como Robocop (1987), O Vingador do Futuro (1990) e Instinto Selvagem (1992), além de fracassos como, ShowGirls (1995), Tropas Estelares (1997) e O Homem Sem Sombra (2000), muitos o consideram superficial, prendendo-se demais ao sexo e a violência em seus filmes. Isso é verdade, mas não quer dizer que apenas por isso, ele seja superficial e sem qualidades. Um bom exemplo de como Verhoeven sabe conduzir uma boa história é A Espiã, lançado em 2006, pois parece que, decepcionado com suas últimas incursões em Hollywood, o holandês precisou voltar à sua terra natal, após duas décadas, para mostrar o dom que tem com a câmera. O drama ambientado na Segunda Guerra Mundial, conta a história de Rachel (Carice van Houten), uma ex-cantora de cabaré judia, que se esconde do nazismo, junto a uma família holandesa. Após ser descoberta e conseguir fugir, acaba encontrando um grupo de resistência e se torna agente dupla, com outro nome, Ellis. É neste jogo de aparências que Verhoeven mostra sua marca, tanto nos já citados sexo e violência, mas também na capacidade de não precisar aprofundar muito a história da guerra e assim conseguir focar em seus personagens. Há muita ação no filme, mas Rachel/Ellis também é dissecada em sua personalidade dupla. E vale ressaltar que o desempenho fenomenal de sua intérprete ajuda ainda mais nesse ponto. Apesar de aparentar tocar no assunto de forma rasa, o cineasta holandês mostra que a guerra, assim como qualquer outra coisa, é motivada por impulsos humanos. Rachel/Ellis é instinto puro, e nos faz lembrar da maioria dos protagonistas dos filmes do diretor (seja Sharon Stone em Instinto Selvagem ou Kevin Bacon em O Homem Sem Sombra). Para quem gosta desse estilo de película, A Espiã é um Verhoeven renovado e que nos deixa com vontade de mais e mais de seu cinema. Amigos apaixonados por um bom filme, apesar de não ser muito admirador de filmes de guerra, acho que por esse não ter tido muitas cenas de guerra, e a história e as interpretações dos personagens terem sido fantásticas, me prendeu e gostei muito dele, vale uma conferida.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
SIMPLESMENTE ACONTECE
SIMPLESMENTE ACONTECE
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
HONRA AO MÉRITO
(THANK YOU FOR YOUR SERVICE)
Filme do ano de 2017, lançado aqui no Brasil em 07 de março de 2018, americano de gênero drama, biografia e guerra. Esse filme é baseado no livro Thank You for your service, de David Finkel, e essa produção marcou a estréia do roteirista Jason Dean Hall, de Sniper Americano (2014), na cadeira de Diretor. Trata-se de uma película sobre a vida dos veteranos de guerra e o pouco caso feito pelo Governo dos EUA. Não chega a ser uma obra prima, mas o roteiro aprofunda na dose certa o assunto e a direção mantém um ritmo adequado. O estresse pós traumático é um elemento em filmes de drama e ação, especialmente aqueles que envolvem algum tipo de guerra. a síndrome faz com que as vítimas tenham dificuldade de se adaptar à rotina comum, depois de terem vivido situações de extrema pressão e terror. Além disso, as vítimas de estresse pós traumática são suscetíveis a "gatilhos", ou seja, imagens, palavras ou situações que os forçam a reviver o cenário que causou o trauma - o que pode ter resultados desagradáveis. "Honra ao Mérito" acompanha a vida de três soldados norte-americanos que voltam para casa, após passarem uma temporada de 15 meses no Iraque. Entre eles está Adam Schumann (Miles Teller), um jovem que retorna para a esposa e os filhos, porém, começa a ter problemas para se readaptar à vida comum e sem perigos por todo o canto. O principal gatilho de Adam é relacionado ao fato de que ele não conseguiu salvar um colega de um prédio em chamas. Ele decide buscar ajuda para que encontre um grupo de apoio, antes que o estresse pós traumático leve a melhor sobre ele. Ótimo filme! É um drama sobre o trauma pós guerra, não um filme de guerra. Por isso não irá ver muitas cenas de guerra. Miles Teller com uma atuação surpreendente aqui nesse drama, pois estamos acostumados a vê-lo em comédias. Gostei também da interpretação da bonita atriz Haley Bennett no papel da esposa dele Saskia Schumann, e do ator Beulah Koale no papel de Tausolo Aieti. O título do filme é bem característico, pois trata-se de uma crítica severa sobre a assistência que os soldados recebem ao voltar da guerra, principalmente por ser uma história baseada em fatos reais, amigos cinéfilos, recomendo assistir, pois não sou muito apreciador de filmes de guerra, mas esse por não ter a preferência em batalhas, nem muitas cenas de guerra, e ter como principal foco, ser um drama atual e bastante comum que ocorrem nas pessoas que retornam da guerra, tomei coragem, assisti e tive uma grata surpresa. Recomendo aos apreciadores do gênero drama! Eu sei que está disponível na NetFlix, mas não tenho certeza se tem em algum outro lugar para assistir, tipo YouTube ou similar.
domingo, 27 de setembro de 2020
O PODER E A LEI
0 PODER E A LEI
( THE LINCOLN LAWYER )
Filme americano gênero drama lançado em 2011, com direção do desconhecido Brad Furman (Em busca de justiça), a adaptação do Best Seller, de Michael Connelly, traduzido aqui como " Advogado de Porta de Cadeia" (2005), tem uma trama boa, com as reviravoltas necessárias para manter a chama da dúvida acesa e te deixar ligado no filme. Pode não apresentar nenhuma novidade, mas funciona e satisfaz tranquilamente quem busca um suspense leve, honesto e com boas interpretações. Assim, da mesma forma que o pai do protagonista ensinou que "não existe cliente mais perigoso que o inocente", você pode se sentir culpado, deixando de assistir este filme por puro preconceito. O chamado "filme de tribunal" é praticamente um subgênero, e costuma render trabalhos dos mais interessantes no cinema, sempre explorando os meandros, o submundo, os bastidores e as incoerências inerentes ao Sistema Judiciário. Afinal, poucas coisas são tão injustas como a Lei. Neste sentido, O Poder e a Lei não decepciona. A partir do livro de Michael Connelly, o filme mostra Mickey Haller (Matthew McConaughey, eficiente), como um advogado de poucos princípios éticos, longe daquela figura glamourizada pelo cinema, vestido com ternos caros e rodeado por belas assistentes. Nada disso! O "escritório" de Mickey é um velho automóvel modelo Lincoln, que batiza o título original do filme. Ele defende criminosos de segunda categoria, até pegar um caso que poderia mudar a sua vida: um "mauricinho" milionário (Ryan Phyllippe) é acusado de espancar uma prostituta, e todas as provas parecem incriminá-lo. Mas o esperto Mickey tem uma saída. Ele só não parou para pensar por que um milionário o contrataria. Neste tipo de filme, quanto menos se falar da história, melhor. Mas vale dizer que o bom roteiro de John Romano explora com sagacidade o paradoxo que um advogado passa a viver quando percebe que está sendo ludibriado pelo próprio cliente, levantando saborosas questões éticas e morais, mesmo quando sabemos que estes conceitos não são exatamente levados muito a sério pelos profissionais do Direito. A direção de Brad Furman confere a película um leve sabor de ação e aventura, sem exageros, mas em doses suficientes para agradar os fãs do cinema comercial. Por outro lado, um ótimo time de coadjuvantes, figurinhas carimbadas do cinema independente (William H. Macy, Marisa Tomei, John Leguizamo), dão a O Poder e a Lei uma certa aura de respeitabilidade . No somatório, é um filme de entretenimento de qualidade e eu recomendo, disponível pelo que eu sei, nos canais de aluguel Prime Video e no You Tube.
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
TERRITÓRIO RESTRITO






