sexta-feira, 15 de maio de 2020

THE GOOD DOCTOR




THE GOOD DOCTOR
( O BOM DOUTOR )


                               Síndrome de Savant ou Síndrome do Sábio porque Savant em francês significa sábio, é um distúrbio psíquico raro, onde a pessoa possui graves défices intelectuais. Nessa síndrome, a pessoa tem sérias dificuldades em se comunicar, compreender o que lhe é transmitido e estabelecer relações interpessoais. No entanto, possui inúmeros talentos, principalmente ligados à sua extraordinária memória. Esta Síndrome é mais comum desde o nascimento, aparecendo frequentemente em crianças com autismo, porém também pode se desenvolver na idade adulta, quando se sofre traumatismo cerebral, ou alguma virose com encefalite, por exemplo. A Síndrome de Savant não tem cura, mas o tratamento ajuda a controlar os sintomas e a ocupar o tempo livre, melhorando a qualidade de vida dos portadores da Síndrome.
                                O autismo é um transtorno multifatorial do qual não se conhece o mecanismo da causa completamente. Um estudo publicado pelo Jama Psychiatry em 17/07/2019 sugere que 97% a 99% dos casos de autismo tem causa genética, sendo 81% hereditário. A partir de um ano e meio de idade, alguns sinais de autismo já podem aparecer, até mesmo mais cedo em casos mais graves. Há uma grande importância de se iniciar o tratamento o quanto antes - mesmo que ainda seja apenas uma suspeita clínica - pois, quanto antes iniciem-se as intervenções, maiores são as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa.
                                 Mas não sou médico e apenas dei essa pincelada para realmente comentar sobre o seriado The Good Doctor (O Bom Doutor) que estou assistindo na TV paga (GloboPlay), porém tem o seriado passando no GNT e na Globo nas noites de quintas-feiras substituindo o programa Lady Night. Na TV paga está passando também na Sony Channel às segundas-feiras às 21 hs.
A série é estrelada por Freddie Highmore, ator britânico, como o Dr. Shaun Murphy, um jovem médico recém-formado e que tem autismo e Síndrome de Savant, e faz parte da equipe de residentes do San Jose St. Bonaventure Hospital. A maioria das cenas da série é filmada em Vancouver, no Canadá. A série mostra Shaun Murphy, jovem cirurgião, originário de uma pequena cidade, onde teve uma infância problemática. Ele se desloca para se juntar ao prestigioso departamento de cirurgia do Hospital San Jose St. Bonaventure, onde ele usa seus talentos para salvar vidas e desafiar o ceticismo de seus colegas. Ele é auxiliado por seu mentor e bom amigo Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff). Alguns destaques merecem a minha atenção como o papel da Dra. Claire Browne (Antonia Thomas), uma médica residente persistente e talentosa que forma uma conexão especial com Shaun. O ator Nicholas Gonzalez como o médico Dr. Neil Melendez, também merece o meu destaque em suas atuações no seriado.
                                   A título de curiosidade, o prédio da prefeitura da cidade de Surrey na Columbia Britânica no Canadá, serve como o edifício fictício do San Jose St. Bonaventure Hospital nas filmagens exteriores. Comento também, que outro motivo para assistir essa série, é a atuação impecável de Freddie Highmore como um médico autista, e também de acordo com os críticos, o roteiro equilibrado da série e desempenho de Freddie Highmore fornecem uma visão fascinante da condição que afeta um em cada 68 recém-nascidos nos Estados Unidos todos os anos. A meu ver não existem excessos nem por parte da interpretação, nem por parte da história. Outro ponto positivo, é que o autismo não é o único tema abordado, apesar de ser um drama voltado à vida, é possível perceber que seus personagens têm seus próprios dramas. Basicamente, a série não gira somente em torno do personagem de Highmore e de sua condição.
                                     Enfim, estou gostando bastante de assistir essa série, embora eu mesmo não seja muito adepto de seriados, pois até hoje na minha vida, graças a Deus, todos os que eu tive saco e paciência de assistir, eu gostei (Prison Break, Famíla Soprano, Revenge (embora achei o final da série ruim), e por último que assisti o fantástico Game of Thrones (embora igual o Revenge, não gostei da finalização também). Sugiro que quem goste de uma série com dramas atuais, pitadas de risadas e choro, que assista The Good Doctor, pois eu recomendo. Bom entretenimento!!!!!!!!

segunda-feira, 11 de maio de 2020

UM BOM ANO





UM BOM ANO
(A Good Year)


      Filme de comédia romântica britânico-estadunidense de 2006, dirigido e produzido por Ridley Scott, baseado no livro homônimo escrito por Peter Mayle. O jovem Max Skinner passa as suas férias no vinhedo do seu tio Henry (Albert Finney), no sudeste da França, aprendendo sobre a vida. Vinte e cinco anos se passaram e agora no presente, Skinner é um atirado investidor de negócios, extremamente radical, cuja ética ficou para trás há tempos. Recebe então uma correspondência vinda da França, informando sobre a morte do seu tio e- na falta de descendentes- sua vontade de que Max herdasse a propriedade francesa. 
       Um bom ano, é um exercício de relaxamento, em que o diretor parece ter ligado no piloto automático. Fato que gera um filme que, mesmo se perdendo entre não saber se é comédia romântica ou drama edificante, consegue prender a atenção da platéia, seja pela história simples ou pela belíssima fotografia de Philippe Le Sourd, que registra as plantações de uva e a área provençal da   França, da forma mais deslumbrante em dados momentos ou delicada quando possível. Para reforçar, o retorno à parceria com um Russell Crowe totalmente descontraído (algo que não se via desde a comédia romântica Amor em Chamas, de 1997) é uma ótima amostra de como o ator sabe diversificar seus papéis, mesmo que aqui demore um pouco para encontrar o tom e conquistar a simpatia da platéia. Talvez tenha sido intencional, já que a primeira metade do filme trata de mostrar o Max de Crowe como um crápula sem coração (ou com o músculo gelado demais), para que depois o personagem desabroche. Algo que Crowe consegue fazer sem muito esforço. 
      Um bom ano tem também a participação das estonteantes Marion Cotillard e Abbie Cornish em atuações interessantes. Gostaria de dizer, longe de ser um grande filme, mas ainda mais distante de ser o péssimo longa que muitos adoram detratar, Um Bom Ano, entretém, é bobinho e não tem compromisso com ares mais profundos ou questões filosóficas.
       Curiosa atuação na época do jovem ator britânico Freddie Highmore, interpretando o Max Skinner jovem, hoje podemos ver esse ator no seriado The Good Doctor, no papel do médico autista Dr. Shaun Murphy. Quem procura um filme leve, despretencioso e apenas com intuito de se distrair, eu recomendo, sem dúvida nenhuma.  


terça-feira, 11 de outubro de 2016

A LENDA DE TARZAN



                                                     
  A LENDA DE TARZAN
(THE LEGEND OF TARZAN)


                                    Filme americano lançado em 2016, gênero ação e aventura, com direção de David Yates,  trata de um personagem que consegue se desconectar de uma única obra, se tornando universal, e desde que este herói foi criado em 1912 por Edgar Rice Burroughs, ganhou dezenas de livros, diversos quadrinhos e desde 1918, é adaptado para o cinema. Tarzan é com certeza um mito dos tempos modernos. Trata-se de uma releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan(Alexander Skarsgärd, o vampiro de True Blood), aclimatado à vida em Londres, em conjunto com sua esposa Jane(a bela atriz Margot Robbie, do filme Esquadrão Suicida), é chamado para retornar à selva, onde passou a maior parte da sua vida, onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico.  Interessante este filme, porque foca num momento posterior ao que costuma ser retratado, o longa acompanha o retorno do Lorde Greystoke as suas origens primatas, conta o retorno de John Clayton III à figura de Tarzan, um homem que foi civilizado, que assume suas obrigações sociais, mas o chamado, em forma de emboscada num primeiro momento, faz com que volte a ser herói, volte a lenda. É assim que A Lenda de Tarzan consegue tratar de temas como esta dimensão mítica do personagem  e o momento histórico que Tarzan se insere sem esquecer de que não deixa de ser uma grande aventura. Ótimas atuações para Samuel L. Jackson (Os Oito Odiados) no papel de George Washington Williams, excepcional como sempre a atuação de Christoph Waltz (Django Livre, Bastardos Inglórios) no papel do vilão Leon Rom, e também eficaz a performance de Alexander Skarsgärd e da linda Margot Robbie.  Verdade seja dita, A Lenda de Tarzan não é um filme perfeito, pois se nem em todo aspecto ele consegue ser original, é bastante interessante ver um projeto que assume o risco de dar uma nova abordagem a um mito tão conhecido. O longa consegue ser uma grande aventura, sem deixar de ser consciente, apostando num realismo, sem deixar de ser imaginativo. Amigos cinéfilos, acima de tudo e apesar dos senãos, essa película faz jus ao mito de Tarzan e por tais motivos acima descritos , eu recomendo assistí-lo, por se tratar de  um agradável entretenimento.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

JADOTVILLE




                                                






JADOTVILLE
(THE SIEGE OF JADOTVILLE)




                   Filme de gênero drama de guerra histórico, lançado em outubro de 2016 pela Netflix, com direção do estreante nas telas Richie Smyth, mais conhecido no mundo de videoclipes e comerciais do U2, Bon Jovi, The Verve. Kevin Brodbin (filme Constantine) assina o roteiro. Este filme foi rodado na Irlanda e África do Sul. Sua história é baseada no cerco de Jadotville, ocorrido em setembro de 1961, durante a intervenção das Nações Unidas no Congo, quando um pequeno batalhão de soldados irlandeses(150 homens), em missão de paz na África, resistiu aos ataques de 3000 congoleses e mercenários que trabalhavam para corporações de minerações, por 6 dias. Começo meu comentário, dizendo que apesar de não apreciar muito filmes de guerra, esse eu gostei, as convincentes atuações dos atores irlandês Jamie Dornan(Cinquenta Tons de Cinza) como comandante do batalhão,  a do francês Guillaume Canet( Na Próxima, Acerto o Coração) como Falques, Mark Strong(Kingsman: Serviço Secreto) como Dr. Conor Cruise O'Brian,  e Jason O'Mara (Terra Nova) como o Sgt. Jack Prendergast, deram autenticidade ao entretenimento. Por se tratar de uma história verídica, ao assistir ao filme, ficamos perplexos com o desenrolar das ações tomadas à época, por isso não vou falar mais, a fim de não estragar o seu divertimento. Gostei do filme, boa história, bem realista as cenas de guerra, o senão foi a curta aparição da sempre bela atriz francesa Emmanuelle Seigner no papel de  Madame Lafontaigne. Filme bem montado, com o figurino fiel à época, boa trilha sonora, enfim amigos cinéfilos, como uma análise global desta película, eu gostei muito e por esse motivo eu recomendo aos fãs do gênero e como eu também, recomendo para quem não é fanático por filmes de guerra.Vale a pena conferir. Até a próxima.









segunda-feira, 29 de agosto de 2016

UM DIA




                                                              
                                                             UM DIA
                                                                (ONE DAY) 



        Filme americano, gênero drama e romance, lançado em 2011, com direção da dinamarquesa Lone Scherfig (Filme Educação,2009), é uma adaptação ao cinema do best seller de mesmo nome, do escritor David Nicholls, conta a história de Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess) se conheceram na faculdade, em 15 de julho. Esta data serve de base para acompanhar a vida deles ao longo de 20 anos. Neste período Emma enfrenta dificuldades para ser bem sucedida na carreira, enquanto Dexter consegue sucesso fácil, tanto no trabalho quanto com as mulheres.            A vida de ambos passa por várias outras pessoas, mas sempre está, de alguma forma, interligada. Começo meu comentário, falando que a  vida costuma pregar peças. Situações inesperadas fazem com que aquilo que surge como certo se desestruture por completo, outras que aparentam ser ao acaso, se mostram cruciais. Uns chamam de destino, outros de imprevisível. Independente da opção, fato é que a vida jamais deixa de surpreender, ao menos para quem se dispõe a encará-la de frente. A grande sacada de David Nicholls, autor do livro "Um Dia", foi contar a história de um casal a partir de um único dia por ano, ao longo de duas décadas. Por vezes os protagonistas nem mesmo se encontram neste dia, mas o momento de suas vidas retrata bem o contexto geral do que estava reservado para ambos. No fundo é uma história de amor típica, que apenas se aproveita de um truque esperto de narrativa. No cinema, onde palavras precisam se transformar em imagens, a passagem dos anos é apresentada de forma criativa e leve, muitas vezes inserida no próprio contexto da cena. O ritmo da "vida em um dia" funciona, provocando lacunas intencionais que não deixam dúvidas ao espectador sobre o que aconteceu no período. Tudo para facilitar o bom entendimento da trama. O maior problema de Um Dia, em um romance é a falta de paixão, pois tirando a reta final, onde um flashback com as emoções à flor da pele arrebata o espectador, o filme é um pouco frio. Mesmo com Emma repetindo a paixão quase obsessiva que nutre por Dexter, raríssimos são os momentos em que uma faísca de magia surge entre os personagens. Em parte graças à atuação apática de Jim Sturgess, impulsionada pela personalidade de Dexter. É na esperança de Emma e em sua crença no amor que sente, que o filme se sustenta, auxiliado pela boa atuação de Anne Hathaway. Irregular, mas ainda assim bastante interessante, Um Dia, chama a atenção pelo todo. O quanto alguém conhecido ao acaso se torna importante em sua vida e a forma como esta pessoa muda ao longo dos anos, não apenas pelo contexto que a cerca, mas principalmente pelo lado emocional. 
        Mas não se engane, Um Dia não é um filme de amor idealizado, repleto de flores. Os espinhos estão presentes, por vezes dolorosos, assim como também é a vida em certos momentos. Amigos cinéfilos apesar de certos percalços na trama,  gostei desse filme e o recomendo para quem gosta deste tipo de película.  


                                                             

10 ANOS DE PURA AMIZADE




                                                      


                   10 ANOS DE PURA AMIZADE
                             (TEN YEARS)


                        Filme americano lançado em maio de 2013 para DVD, com direção na estréia de Jamie Linden, roteirista de We Are Marshall(2006) e Querido John(2010), gênero também comédia romântica, conta a história de um grupo de amigos se reunem dez anos após a formatura e percebe que, em alguns aspectos, o tempo não passou. Jake (Channing Tatum) está prestes a ficar noivo, mas balança ao reencontrar a antiga namorada, Mary (Rosario Dawson). O valentão Cully (Chris Pratt) pretendia pedir desculpas àqueles que sofreram com suas "brincadeiras", mas perde a linha após beber além da conta. Marty (Justin Long) e A.J. (Max Minghella) continuam tentando impressionar Anna(Lynn Collins), enquanto Reeves(Oscar Isaac), agora um astro do rock, ainda não encontra coragem para falar com Elise (Kate Mara).  Começo meu comentário, falando que é um filme pintado de amizade, amor, com atores da nova geração do cinema e lembrando uma importante e inesquecível fase da nossa vida. Mais uma vez, nesse como em Magic Mike (2013), Channing Tatum se destaca, e também está bem acompanhado por um ótimo roteiro e por um elenco de grande potencial. Channing Tatum, está ótimo, em um papel de um homem que está a um passo de tomar uma grande decisão, ele consegue transpor sua emoção, sua dúvida e sua expectativa diante daquele momento que vivencia. Atualmente ele é um dos melhores atores dessa nova geração. 10 anos mostra o que acontece muito mundo afora com amigos que estudaram juntos no ensino médio, que viveram muitas experiências e um dia se reencontram depois de 10 anos. O resultado é um reencontro que provoca mudanças e descobertas, com temas que engloba amor, amizade e expectativas. Filme interessante que vale a pena ser visto, ele resulta em uma reflexão alimentada especialmente pelo destino final dado aos personagens: por mais que a gente queira guiar a vida, é a vida que nos guia, seguindo da maneira que tem que ser, e não da maneira que queremos que ela seja.Recomendo!!!!!     

JUNTOS PELO ACASO



                                                         


                                 JUNTOS PELO ACASO
                          (LIFE AS WE KNOW IT)




                                     Continuando a minha saga em assistir  filmes românticos no fim de semana, esse segundo também americano, lançado em 2010, com direção de Greg Berlanti, conta a história de Holly Berenson (Katherine Heigl) e Eric Messer (Josh Duhamel) se conhecem, mas o primeiro encontro deles é um verdadeiro desastre. a única coisa que eles têm em comum é a paixão pela afilhada Sophie (Alexis Clagett/ Brynn Clagett). Só que um acidente fatal deixou a menina órfã dos pais e a dupla foi designada para cuidar da pequenina. Obrigados a permanecerem juntos para cuidar dela, eles enfrentam as dificuldades típicas de quem passa a ser pai e mãe de uma hora para outra e começam a se entender melhor.Começo meu comentário, dizendo que a ordem natural das coisas é conhecer uma pessoa, se apaixonar, casar e ter filhos.Menos em comédias românticas deste ano. Coincidentemente, no mesmo ano em que tivemos Plano B, também recebemos Juntos pelo Acaso, quando no primeiro a solteirona Zoe(Jennifer Lopez), com medo de ficar para titia, resolve ser mãe solteira, segundos antes de cruzar seu príncipe encantado, vemos agora o caso de uma igualmente bem sucedida empresária, holly(Katherine Heigl), ganhando uma filha sem ter alguém do seu lado. Filme bem parecido com outros já exibidos, as "situações cômicas" passam pelas óbvias situações de peixe fora d'água, e o bom do filme são a participação das trigêmeas Alexis, Brynn e Brooke Clagett, que fazem a Sophie, elas são fofas a ponto de fazer bandido de faroeste se emocionar ao ouvir a pequena menina falando "mamãe" pela primeira vez ou dando os seus primeiros passos. As obviedades passam também pela atuação. Ainda não é dessa vez, por exemplo, que Duhamel consegue provar se pode ou não atuar, ou é só mais um rostinho bonitinho para agradar as mulheres incandescentes. Eu diria o mesmo da Katherine, está tão artificial em cena, não rolando a química entre eles, e também nesse, está faltando mostrar seu talento como atriz e não somente aparecendo como mais um rostinho bonito de  Hollywood. Em resumo, amigos, esse também não recomendo, existem outros muito melhores.