segunda-feira, 8 de agosto de 2016
PAIS E FILHAS
PAIS E FILHAS
(FATHERS AND DAUGHTERS)
Filme italiano e americano lançado aqui no Brasil em 2016, gênero drama, com direção do italiano Gabriele Muccino (o mesmo de "A Procura da Felicidade" em 2006 e "Sete Vidas" em 2008, ambos com o ator Will Smith), quero deixar registrado que mais uma vez o meu sobrinho Paulo Roberto, também amante de bons filmes, me indicou e o assisti nesse fim de semana, tendo mais uma grata satisfação. Sua história se passa em Nova York em 1989, um novelista mentalmente instável (Russell Crowe) tenta criar sozinho a filha de cinco anos Katie (Kylie Rogers), após a morte da esposa. Vinte anos depois, a garota, já adulta (Amanda Seyfried), cuida de crianças com problemas psicológicos e ainda tenta entender sua complicada infância. Roteiro escrito pelo estreante Brad Desch conta duas histórias que correm em paralelo. Na primeira delas, que tem início em 1989, vemos o bem sucedido escritor Jake Davis perder a esposa em um acidente de carro, etc.. e a segunda corre no presente vinte anos depois.Trata-se de uma história de superação pessoal e amor familiar, com passagens entre passado e o presente, e o diretor usa com muita propriedade suas ferramentas emotivas. É uma visão sincera que defende, sobre a influência que os pais podem ter no futuro de seus filhos. Interessante a história escrita por Desch porque mostra como o amor de um pai por sua filha não impede que ela tenha problemas na vida adulta, pois, por mais atenções, preocupações e lutas que ele tivesse por ela, os obstáculos que surgem ao longo da vida, alterarão como a jovem se relacionará com as outras pessoas. Para mim, os grandes destaques deste filme são as atuações excepcionais dos atores, porém quero destacar alguns, começando pela atriz americana mirim Kylie Rogers, interpretando a Katie na infância, simplesmente fantástica sua atuação. Outra atuação brilhante foi da Amanda Seyfried como Katie adulta , ambas foram fundamentais para o sucesso da parte dramática da película. Apesar de ser um ótimo ator Russell Crowe, em algumas produções, não alcança todo o seu potencial. O que não ocorreu neste filme. No papel de pai da Katie , Russell pôde exercer toda a sua versatilidade como ator. Existem cenas nas quais ele consegue ir da raiva à ternura de forma coerente e precisa. Destaques ainda para a atriz mirim Quvenzhané Wallis no papel de Lucy, Aaron Paul no papel de Cameron, Octavia Spencer como Dra. Corman e Diane Kruger como Elizabeth. Brilhante também a trilha sonora composta pelo também italiano Paolo Buonvino, experiente compositor de trilhas sonoras, criou músicas que abraçam as cenas com muita sintonia. Finalizando amigos cinéfilos, contar uma história é uma arte muito difícil, mas, ao mesmo tempo, muito bonita quando se acerta o como fazer. "Pais e Filhas" deixa claro que quando uma equipe de cinema está afinada, o filme pode ser um lindo modo de emocionar as pessoas e justificar a existência dessa forma de arte. Em suma amigos cinéfilos, não deixem de assistir esta grande película, ela está disponível na internet. Valeu meu sobrinho Paulo Roberto por mais essa boa dica. Até a próxima.
INVASÃO A LONDRES
INVASÃO A LONDRES
(LONDON HAS FALLEN)
Filme de parceria americana, reino unido e búlgaro, gênero ação produzido em 2015, com direção do iraniano Babak Najafi, conta a história de com a morte misteriosa do primeiro-ministro britânico, a presença dos líderes mundiais no seu funeral é indispensável, tornando o evento uma ótima oportunidade para destruir grandes monumentos e assassinar os governantes mundiais.É o que acontece, mas, com sorte e a ajuda de Mike Banning (Gerard Butler), o presidente dos EUA Benjamin Asher (Aaron Eckhart) consegue escapar. Responsável pelo ataque, um dos terroristas mais procurados do mundo, não se dá por vencido e, enquanto Benjamin luta pela sobrevivência, o vice-presidente Trumbull (Morgan Freeman) se esforça para derrotar o criminoso. Começo meu comentário, dizendo que embora seu roteiro tenha sido escrito a 4 mãos, achei simplista, e também igual ao primeiro filme "Invasão a Casa Branca", este apresenta um bom elenco e algumas boas cenas de ação somente. Apresenta inúmeros clichês, uma película fraca, pois só oferece a oportunidade de desligar o cérebro e curtir boas cenas de ação. Roteiro preguiçoso, montado por puro desejo de lucrar em cima de mais uma franquia, que não tinha necessidade de acontecer. Este fracassou escandalosamente mais, ao pretender oferecer mais "espetáculo" que o filme que o precedeu, com explosões mais destruidoras, combates de corpo a corpo mais dramáticos, terroristas mais demoníacos, mais sangue e cadáveres. Finalizo, dizendo que este se tornará um filme a ser lembrado única e exclusivamente porque é infinitamente pior que o seu anterior, além do tom patriótico estar ainda mais exacerbado nessa película, pois somente os americanos podem impedir o ataque, mesmo que em solo britânico. Um verdadeiro desperdício de astros talentosos como Gerard Butler, Aaron Eckhart , Morgan Freeman e Melissa Leo. Amigos, passem longe deste filme, mesmo para os admiradores deste tipo de filme se decepcionarão.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
JASON BOURNE

JASON BOURNE
Filme americano lançado aqui no Rio de Janeiro em 28 de julho de 2016, esse final de semana fui assistir, é o quinto da série iniciado com A Identidade Bourne(2002),A Supremacia Bourne(2004), O Ultimato Bourne(2007),O Legado Bourne(2012). Filme de ação e espionagem dirigido por Paul Greengrass, que também coescreveu o roteiro, ao lado de Matt Damon e Christopher Rouse.Este filme da série "Bourne" é sequência do filme de 2007, "O Ultimato Bourne".Sua história conta que Jason Bourne(Matt Damon)está fora do radar da CIA, como lutador de rua, é surpreendido por Nicky Parsons(Julia Stiles), que o procura oferecendo novas informações sobre seu passado. Inicialmente resistente, ele acaba voltando aos Estados Unidos, para continuar a investigação e entra na mira do ex-chefe Robert Dewey (Tommy Lee Jones), que teme mais um vazamento de dados.Dentro da CIA, no entanto, a novata Heather Lee( Alicia Vikander), acredita que tentar recrutar Bourne para a agência, seja a melhor solução.Começo meu comentário, dizendo que tecnicamente o filme é impressionante, especialmente em duas cenas de perseguições, que a câmera do diretor funciona sempre eficientemente. Como transcorreram nove anos desde o terceiro longa metragem, dá-se uma pincelada(de leve) em acontecimentos do passado.Nessa montagem frenética e na direção agitada de Paul Greengrass, há uma sensação de déjà vu e um jeito de driblar um roteiro confuso com sequências de ação. Apesar de "Jason Bourne" possuir todos os elementos para o sucesso, a mistura é ruim e o que deveria ser um filme baseado em uma fórmula vitoriosa, acabou sendo um filme formulaico. Ele se esforça para combinar tudo o que funcionou nos filmes anteriores, e o resultado é uma bagunça. Outra crítica é a participação mínima feminina, isso mostra que o caminho ainda é comprido para se pensar nas moças. São duas horas de adrenalina ininterruptas, para os fãs deste tipo, porém, também existem momentos enfadonhos por ser justamente este ritmo o maior atrativo da película. Finalizo comentando que se a trilogia Bourne original era uma pérola em meio aos blockbusters hollywoodianos, e o quarto capítulo- totalmente ignorado desta vez, é bom ressaltar- ao menos não fazia feio diante dos seus predecessores, este aqui não deixa dúvida sobre as suas reais intenções: lucro rápido e resultado facilmente esquecível. Amigos cinéfilos, vale somente para quem quer ver ação despretenciosa e sem maiores exigências, e obviamente aos fãs do ator, de resto, não vá gastar seu tempo e dinheiro. Até a próxima!!!!!!
LIGADOS PELO AMOR
LIGADOS PELO AMOR
(STUCK IN LOVE)
Filme americano de 2012, uma comédia dramática, escrito e dirigido pelo estreante nesse gênero de longa metragem Josh Boone, ele foi selecionado no Festival de Toronto (Canadá) em 2012, trata-se da história de um escritor de sucesso Bill Borgens (Greg Kinnear), que se torna cada vez mais obcecado por sua ex-esposa Erica (Jennifer Connelly), a ponto de criar problemas em sua nova família. Começo meu comentário, dizendo se tratar de uma película delicada e sensível, com sutileza dramática que nos prende em uma teia simples e cheia de pequenas reflexões sobre a influência dos pais em nossas vidas. Tem um bom roteiro, película bem feita,uma trilha sonora bastante integrada à história, o filme aborda temas familiares como traição, divórcio, adolescência, raiva e amor. Ele trata de uma forma singela e ao mesmo tempo direta sobre aquilo que é (ou que julgamos ser) realmente importante em nossas vidas. A passagem de um ano na vida dos personagens, faz com que, neste período de tempo, eles analisem, reflitam sobre o que se passa e ao mesmo tempo, tentem seguir em frente. Cada um à sua maneira e pagando pelas próprias atitudes. Quero destacar as boas atuações de Greg Kinnear, indicado ao Oscar, Jennifer Connelly, vencedora do mesmo prêmio, além dos ótimos Logan Lerman(Louis)e Lilly Collins (Samantha),juntamente com a direção sensível de Josh Boone, essa película faz valer muito a pena, cada minuto da hora e meia de duração. Quem gosta deste tipo de entretenimento, eu recomendo amigos cinéfilos.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
3096 DIAS
3096 DIAS
(3096 TAGE)
Filme alemão de 2013, gênero drama e policial, com direção da americana Sherry Hormann, foi baseado no livro "3096 Dias de Cativeiro" de 2010, escrito pela própria Natascha, trata-se da história real de Natascha Kampusch, que foi raptada e mantida em cativeiro entre os anos de 1998 e 2006. Capturada em uma rua de Viena aos dez anos, o longa narra sua vida ainda em liberdade, passando pelo período de isolamento completo do mundo exterior, onde sofreu abusos físicos e psicológicos, até o momento de sua fuga e readaptação a vida em sociedade. O longa é bastante fiel aos relatos da menina, que escreveu diversas anotações em pedaços de papel, durante o seu confinamento. Ao longo dos seus 111 minutos, podemos ver todo o tipo de sofrimento pelo qual Natascha passou durante todos os anos em que esteve presa: humilhações físicas, como espancamento, exploração de serviços de limpeza e de trabalho braçal, e também abusos psicológicos e sexuais.É interessante destacar que, no livro, a autora não relatou os estupros aos quais foi submetida, mas apenas falou sobre isso publicamente um pouco antes do lançamento do filme e autorizou a diretora a acrescentar essas cenas no longa. Como a história é conhecida internacionalmente, o filme não pode ser considerado muito surpreendente pelo fato de já sabermos qual será o desfecho da situação. De qualquer forma, a diretora, junto com a roteirista alemã Ruth Toma, fez um bom trabalho na construção da narrativa. A diretora utilizou a dose certa de suspense e tensão e nos deixa o tempo todo angustiado e presos à história, mesmo que ela já carregue por si só essa carga de sentimentos angustiantes. Outro ponto positivo é a fotografia e a direção de arte. Agora a meu ver amigos, realmente,o ponto forte do filme são as atuações, principalmente a da atriz irlandesa Antonia Campbell-Hughes, que vive a protagonista após a puberdade. É impressionante como a atriz de 31 anos se entregou de corpo e alma ao papel, chegando a pesar praticamente o mesmo peso de Natascha durante o sequestro (47 Kg com 1,57 cm). Os ossos protuberantes de Antonia e seu olhar desesperado nos envolvem ainda mais com a história. Não posso deixar de comentar também sobre a atriz britânica Amelia Pidgeon, que deu vida a Natascha na infância. Com seu rosto doce e personalidade forte, ela representou muito bem a inocência e também o amadurecimento da personagem ao longo dos dias de sofrimento. Outra atuação digna de destaque foi a do ator dinamarquês Thure Lindhardt, que deu vida ao estranho e maníaco Wolfgang Priklopil. O ator representou com maestria um personagem bastante complexo: um homem conservador,solitário, mimado pela mãe e com ideias extremamente radicais. Suas expressões frias e serenas, mesmo sabendo ser o responsável pelo sequestro e tortura de uma criança, são impressionantes. Por fim amigos cinéfilos, deixo meu parecer que este filme como adaptação de um caso extremamente comovente, cumpriu muito bem o seu papel, embora ele não mostre detalhes do reencontro dela com sua família e nem da sua história após a fuga. Sabe-se que Natascha teve uma vida bastante complicada, não só pelos traumas do ocorrido, mas, principalmente pelo assédio da imprensa, se tornando praticamente uma celebridade em seu país e no mundo. Eu recomendo aos amantes de um filme com drama forte, pesado e com uma história envolvente e muito bem executada, e também esta película só reforça a nossa indignação e nos deixa incrédulos de ver até onde a mente perversa do ser humano pode chegar.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
REDE DE MENTIRAS
REDE DE MENTIRAS
(BODY OF LIES)
Filme americano, de ação mesclado com suspense e espionagem, do ano de 2008, com direção do cineasta indicado três vezes ao Oscar Ridley Scott, conta a história de Roger Ferris (Leonardo DiCaprio), que trabalha para o Serviço Secreto dos Estados Unidos, realizando serviços em locais perigosos ao redor do planeta. Seu principal contato na CIA é o veterano Ed Hoffman (Russell Crowe), que costuma realizar seu serviço usando o laptop e o telefone.Hoffman está agora no encalço de um líder terrorista, que planejou a explosão de uma série de bombas. Para desmascará-lo Ferris precisará se embrenhar em um mundo pouco conhecido, onde percebe cada vez mais que a confiança é, ao mesmo tempo, perigosa e o único meio de sair vivo da situação. Baseado no romance homônimo de David Ignatius, jornalista que cobriu a CIA e as ações no Oriente Médio durante dez anos para o Wall Street Journal, e com roteiro de William Monahan, vencedor do Oscar por Os Infiltrados(2006), em seu segundo trabalho com Scott, após o frustrado Cruzada (2005), trata-se de um longa marcado pela sua habitual competência e por um enredo engenhoso, que combina um tema de grande relevância política, em perfeita sintonia com a temática atual, com efeitos técnicos impressionantes e uma edição ágil e envolvente. Créditos suficientes para atrair dois dos maiores astros do momento: Leonardo DiCaprio e Russell Crowe. Este uma presença frequente nos trabalhos do diretor, sendo esta a quarta parceria entre os dois(após o oscarizado Gladiador(2000),o discreto Um Bom Ano (2006), e o elogiado O Gângster(2007). Como já é de praxe na atual conjuntura editorial, o livro chegou às mãos do cineasta antes mesmo de estar impresso e nas estantes das lojas.Scott conseguiu extrair dali uma trama envolvente de dois homens lutando contra um mesmo alvo, mas com visões bem diferentes de como alcançar seu objetivo e, por isso, em rota de iminente colisão. Há também no filme,toda a desculpa perfeita para se explorar a tecnologia que a inteligência americana pode comprar, trabalhando contra os modos mais arcaicos- mas ainda bastante eficazes- de se mandar mensagens utilizadas pelos inimigos. Uma das melhores cenas do filme, aliás, mostra como nem toda a tecnologia do mundo é capaz de driblar a inteligência de um bom plano. Finalizo, dizendo que Rede de Mentiras é um filme eletrizante e tecnicamente irretocável, e vai custar alguns milímetros de unhas aos espectadores mais afoitos. Porém, a meu ver,lhe falta algo mais, que o leve para o rol das películas imperdíveis, isso só veio corroborar que mesmo com toda a tecnologia cinematográfica e financeira hollywoodiana este filme não conseguiu tal intento. Apesar dessas pequenas observações, assim mesmo recomendo, por ser um bom entretenimento.Vale a pena assistír caros amigos.Até a próxima!!!!!!!
REDE DE MENTIRAS
(BODY OF LIES)
Filme americano, de ação mesclado com suspense e espionagem, do ano de 2008, com direção do cineasta indicado três vezes ao Oscar Ridley Scott, conta a história de Roger Ferris (Leonardo DiCaprio), que trabalha para o Serviço Secreto dos Estados Unidos, realizando serviços em locais perigosos ao redor do planeta. Seu principal contato na CIA é o veterano Ed Hoffman (Russell Crowe), que costuma realizar seu serviço usando o laptop e o telefone.Hoffman está agora no encalço de um líder terrorista, que planejou a explosão de uma série de bombas. Para desmascará-lo Ferris precisará se embrenhar em um mundo pouco conhecido, onde percebe cada vez mais que a confiança é, ao mesmo tempo, perigosa e o único meio de sair vivo da situação. Baseado no romance homônimo de David Ignatius, jornalista que cobriu a CIA e as ações no Oriente Médio durante dez anos para o Wall Street Journal, e com roteiro de William Monahan, vencedor do Oscar por Os Infiltrados(2006), em seu segundo trabalho com Scott, após o frustrado Cruzada (2005), trata-se de um longa marcado pela sua habitual competência e por um enredo engenhoso, que combina um tema de grande relevância política, em perfeita sintonia com a temática atual, com efeitos técnicos impressionantes e uma edição ágil e envolvente. Créditos suficientes para atrair dois dos maiores astros do momento: Leonardo DiCaprio e Russell Crowe. Este uma presença frequente nos trabalhos do diretor, sendo esta a quarta parceria entre os dois(após o oscarizado Gladiador(2000),o discreto Um Bom Ano (2006), e o elogiado O Gângster(2007). Como já é de praxe na atual conjuntura editorial, o livro chegou às mãos do cineasta antes mesmo de estar impresso e nas estantes das lojas.Scott conseguiu extrair dali uma trama envolvente de dois homens lutando contra um mesmo alvo, mas com visões bem diferentes de como alcançar seu objetivo e, por isso, em rota de iminente colisão. Há também no filme,toda a desculpa perfeita para se explorar a tecnologia que a inteligência americana pode comprar, trabalhando contra os modos mais arcaicos- mas ainda bastante eficazes- de se mandar mensagens utilizadas pelos inimigos. Uma das melhores cenas do filme, aliás, mostra como nem toda a tecnologia do mundo é capaz de driblar a inteligência de um bom plano. Finalizo, dizendo que Rede de Mentiras é um filme eletrizante e tecnicamente irretocável, e vai custar alguns milímetros de unhas aos espectadores mais afoitos. Porém, a meu ver,lhe falta algo mais, que o leve para o rol das películas imperdíveis, isso só veio corroborar que mesmo com toda a tecnologia cinematográfica e financeira hollywoodiana este filme não conseguiu tal intento. Apesar dessas pequenas observações, assim mesmo recomendo, por ser um bom entretenimento.Vale a pena assistír caros amigos.Até a próxima!!!!!!!
QUESTÃO DE TEMPO
QUESTÃO DE TEMPO
(ABOUT TIME)
Filme britânico do ano de 2013, gênero romance com direção e roteiro de Richard Curtis, o mesmo diretor de Simplesmente Amor(2003), e roteirista de Quatro Casamentos e um Funeral, Um Lugar Chamado Nothing Hill e O Diário de Bridget Jones, surge com mais uma deliciosa comédia romântica. Sua história conta que ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu, pode provocar consequências inesperadas. Esse diretor provou mais uma vez que sabe escrever um bom e criativo romance. Como nos filmes anteriores, Curtis também insere o drama como elemento para a condução de uma narrativa cômica, o que dá ao longa uma autenticidade impressionante. O fato de não estarmos diante de um galã, também colabora para isso. Gleeson é um sujeito comum,é qualquer um de nós.Com isso, entramos de cabeça em sua tentativa de conquistar uma linda garota.Quando conhece Mary(Rachel McAdams), a naturalidade dos dois protagonistas faz com que o espectador torça por Tim e se apaixone por Mary. O elenco de apoio também ajuda, com boas presenças de Lindsay Duncan(como a mãe do Tim), Vanessa Kirby (como Joanna), e a belíssima atriz Margot Robbie (como a Charlotte).Assim como nos seus trabalhos anteriores, este também apresenta uma bela trilha sonora, e apesar dos seus 123 minutos de duração, eu não os senti. Tenho também que elogiar a brilhante interpretação de Bill Nighy como o pai do Tim. Achei um mérito da produção, abraçar a noção de viagem do tempo de forma criativa e natural, sem fazer disso algo extraordinário. É apenas a realidade dos homens daquela família e não algo que surge de uma experiência científica ou uma picada de aranha. a força da imaginação é o combustível para essa história.Finalizo amigos cinéfilos, dizendo que se Questão de Tempo não chega para alguns a atingir o nível das produções acima citadas, ao menos ela diverte e encanta o seu espectador, por isso eu recomendo.
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