terça-feira, 3 de novembro de 2015

SORTE DO VITICULTOR



                                                        
                                                       



                                        
                              



                                  SORTE DO VITICULTOR
                             (THE VINTNER'S LUCK)

                                 Filme de produção da Nova Zelândia e França, de drama romântico e fantasia lançado em 2009, com direção de Niki Caro , a mesma diretora do filme  a  "Encantadora de Baleias", conta a história do conto apaixonado de Sobran Jodeau (Jérémie Renier), um enólogo camponês ambicioso e os três amores de sua vida- sua bela esposa Celeste(Keisha Castle-Hughes), a baronesa intelectual orgulhosa, Aurora de Valday(Vera Farmiga) e Xas (Gaspard Ulliel), um anjo que parece até uma improvável amizade duradoura, mas que beira o erotismo com ele. Sob sua orientação, Sobran é forçado a compreender a natureza do amor e crença no processo de luta com o sensual, o sagrado e o profano- em busca da safra perfeita. Começo o meu comentário, dizendo que é difícil acreditar que a mesma diretora que fez a "Encantadora de Baleias" esse sim belíssimo, tenha executado esse incrível trabalho cheio de bobagens. Trata-se de um melodrama, cujo enredo gira em torno da aparição regular de um anjo, cuja narrativa é tão confusa que não temos ideia de que século nem o país  que o filme se passa, especialmente tendo em vista o fato de que metade dos atores têm um sotaque francês e a outra metade britânico. O personagem principal vai para guerra, onde ele quase congela até a morte, mas não temos ideia de quem ele está lutando a favor ou contra. Graças a vários pedaços de diálogos jogados fora  gradualmente, nós espectadores, conseguimos juntar e descobrir se tratar do início do século 19, na França. Lamentavelmente amigos perdi o meu tempo e paciência assistindo-o, pois acreditava nele, afinal tinha uma diretora competente, triste engano!!!!!! Esse eu não recomendo definitivamente.

BEASTS OF NO NATION






                                               
                                     

                     BEASTS OF NO NATION

                   Filme americano de drama e guerra produzido em 2015, com direção de Cary Joji Fukunaga, trata da história passada em  uma cidade africana, Agu(Abraham Attah) é uma criança que atingida pela guerra, é transformada em soldado. Após a morte de seu pai, por militantes, ele é obrigado a abandonar sua família, para lutar na guerra civil da África do Sul, instruído por um grande comandante (Idris Elba), que o ensinará os caminhos de um conflito. Começo meu comentário falando que ele não é apenas um filme tecnicamente impecável e com interpretações antológicas. é uma obra tão atual e relevante que ninguém fica imune após ter assistido. O diretor consegue dar vida ao horror  e ao preço pago pela humanidade, por causa da guerra, fazendo com que isso e o drama do protagonista sejam vividos pelo espectador, como se fossem seus. Este filme não é um filme comercial, nem digestivo, nem mesmo bonitinho, pois, por vezes é cruel, porém sempre realista, e sem alívios cômicos, por essa razões também deve ser visto. Amigos cinéfilos, achei uma película ousada e ambiciosa, o filme de 136 minutos foi filmado em locações em Gana, com a clara intenção de entregar uma épica acusação formal sobre esse mal que assola a África subsaariana, em particular. Filme apresentando um dos muitos horrores do mundo moderno, o de crianças-soldados coagidas a violentas funções de combate por senhores da guerra africanos, é dramatizado de maneira envolvente e convincente por Cary Joji fukunaga. é uma história de medo, degradação e disfunção abusiva- um pesadelo violento e desorientador com o eco arrepiante de "Apocalypse Now", de Coppola. O ator Idris Elba tem uma excelente atuação como um sinistro e carismático senhor da guerra. Este filme me lembrou da história da perda da inocência no filme Cidade de Deus, porém Agu, também formidavelmente interpretado por Attah, não é Zé Pequeno, e mesmo depois de ver e sofrer toda sorte de violência inerente à guerra, ele se mantém com espírito resiliente. Filme adaptado do romance de mesmo nome, escrito pelo autor nigeriano-americano Uzodinma Iweala em 2005. Ele estreou na competição na 72ª Edição do Festival de Veneza, onde ganhou o prêmio Marcello Mastroianni. Também foi selecionado para ser exibido na Sessão "Apresentações Especiais" da 40ª Edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Amigos cinéfilos,é um filme forte, denso, tenso, para pessoas fortes, porém achei um filmaço, grandes atuações, porém, principalmente uma história bem atual no nosso cotidiano. Vale uma conferida.

ALIANÇA DO CRIME



                                                                              




                                        

                                     ALIANÇA DO  CRIME        
                                                                  (BLACK MASS)
                                
                                 Filme americano lançado em 2015 de gênero policial e suspense, com direção de Scott Cooper, trata da história de Whitey Bulger (Johnny Depp), irmão de um Senador dos Estados Unidos, Billy Bulger (Benedict Cumberbatch), e que foi um dos criminosos mais famosos da história do sul de Boston. Ele começou a trabalhar como informante do FBI para derrubar uma família de mafiosos, mas foi traído pela agência, tornando-se um dos homens mais procurados do país. Baseado em uma história real. Os Estados Unidos têm uma relação de amor e ódio com os seus grandes gângsteres. Aí está a história de Al Capone que não nos deixa mentir, e por causa dessa fascinação dos norte-americanos, vire e mexe sempre aparece uma história sobre um gângster. O longa Aliança do Crime é sobre um destes, despontando no sul da cidade de Boston, em meados da década de 1970. Esta parte da cidade estava sob o domínio do irlandês-americano James "Whitey" Bulger (Johnny Depp), enquanto a zona norte da cidade estava dominada pelos ítalo-americanos sob a chefia de Gennaro Angiulo. Uma brilhante adaptação de Mark Mallouk (primeiro trabalho como roteirista) e Jez Butterworth do livro "Whitey: The Life of America's Most Notorius Mob Boss" dos escritores Dick Lehr e Gerard O"Neill mostra uma promíscua relação entre um agente da lei que deveria zelar pelo combate ao crime e um criminoso menor que por causa desta ligação amplia o seu poder fazendo, para isto, qualquer coisa que fosse necessária. Apesar da pouca experiência como diretor, Scott consegue levar o filme de uma forma suave e precisa.Consegue construir esta história perfeitamente de uma maneira que os espectadores vão saboreando-a lentamente e entrando no mundo do personagem de Depp aos poucos. Legal ver Johnny Depp em um papel diferente do que está acostumado a fazer, e a meu ver está muito bem no papel de um inescrupuloso criminoso que não sabe o que é remorso. O ator australiano Joel Edgerton faz no tom certo, o papel de agente duplo do FBI. Ele convence como um descendente de irlandês que quando criança foi protegido pelo personagem de Johnny Depp, e agora, anos depois, demonstra fascínio e lealdade, mesmo estando do lado oposto da lei. Merecem ser lembrados, também, os atores Corey Stoll (papel de Fred Wyshak), Kevin Bacon (papel de Charles McGuire), Peter Sarsgaard (papel de Brian Halloran) e Dakota Johnson(papel de Lindsey  Cyr). Finalizo dizendo que as interpretações de Johnny Depp e principalmente de Joel Edgerton valem a ida ao cinema, e só vem corroborar porque Depp ainda é considerado um dos melhores atores em atividade, e quem é fascinado por histórias de gângsteres deve  assistir também, ainda mais que o filme é baseado em fatos reais. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SUBURRA


                                                  SUBURRA

                    Filme italiano de produção de 2015, de gênero suspense e crime, com direção de Stefano Sollima que tem sua história de conhecido como Samurai (Claudio Amendola), um gângster deseja transformar a orla de uma pequena cidade perto de Roma em uma nova Atlantic City, repleta de Cassinos. Um político corrupto Filippo Malgradi (Pierfrancesco Favino) apaixonado por prostitutas e cocaína, está protegendo o criminoso com a ajuda de um poderoso Cardeal. Os chefes da máfia local concordam com o projeto e trabalham para esse objetivo em comum, porém, uma guerra entre as gangues parece acabar com os futuros sonhos de Samurai. Esse longa metragem, precede, ou seja, inicia a Saga de uma série original italiana homônima da Netflix. O Netflix, juntamente com o canal italiano RAI, irá produzir 10 episódios de "Suburra", sua primeira produção feita na Itália. A série dará continuidade à história do filme de mesmo nome, lançado ontem 16/10/15 no catálogo do Netflix Brasil. Esse filme é baseado no romance Suburra de GianCarlo De Cataldo e Carlo Bonini. A história envolve uma miscelânea de temas, como a criminalidade, a máfia, o Vaticano, lavagem de dinheiro, prostituição e tráfico de drogas, numa disputa entre grupos por uma área que pretendem transformar em um "paraíso de jogos". Suburra é um vale localizado em Roma, na Itália, e é atravessado pelas modernas Via Cavour e Via do Estatuto. Na antiguidade, a Suburra era um bairro de classe baixa, frequentado por prostitutas e vendedores ambulantes. Dizem que Júlio César viveu em Suburra, em um "domus", residência das famílias abastadas. Amigos cinéfilos, eu gostei desta película, tem muita ação, drama, violência, a história é bem contada, interpretada e atores convincentes em seus papéis. Destaque para as atrizes Greta Scarano no papel de Viola e Giulia Gorietti no papel de Sabrina, além dos intérpretes Pierfrancesco Favino, Claudio Amendola e Alessandro Borghi no papel de Número 8. Quem aprecia esse tipo de filme, acho que é uma boa pedida, vale a pena conferir!!!!!

 

 

                                                       

KATYN


                                                      KATYN

                    Filme polonês de drama e guerra do ano de 2007, dirigido pelo excelente diretor polonês Andrzej Wajda, tem sua história passada em setembro de 1939, após a invasão da Polônia pelos nazistas, tropas soviéticas ocupam o leste do país. milhares de oficiais poloneses são mantidos prisioneiros e enviados a campos de concentração. Anna (Maja Ostaszewska) aguarda na companhia da filha, o retorno do marido, Andrej (Artur Zmijewski). Quando várias covas coletivas são encontradas, os soviéticos informam que os poloneses foram assassinados pelos nazistas na floresta de Katyn. Anna, no entanto, encontra o diário do marido e descobre que a verdade é outra. Esse diretor aos 81 anos de idade, 50 anos depois do belo e chocante Kanal, realiza outra grande obra de arte, outro belo e chocante filme. Ele imprime extraordinário vigor narrativo a Katyn, para mostrar como ocorreu a execução, numa floresta russa, de oficiais militares e de cidadãos poloneses, num total aproximado de 22 mil pessoas, ordenada por autoridades soviéticas, após a invasão da Polônia em 1939. com base no livro Post Mortem-The Story of Katyn, de Andrzej Mularczyk, Wajda pinta na verdade, um grande painel sobre as atrocidades sofridas por seu povo, sob o domínio, a partir de setembro daquele ano, primeiro, dos nazistas e, em seguida, dos comunistas, que o sufocaram até 1989, quando, afinal, a Polônia recuperou sua soberania. Wajda, em Katyn, confiou os papéis femininos, que sustentam a narrativa, a atrizes de muita têmpera dramática. A primeira delas, é Maja Komorouska, mãe de Andrzej, que tem atuação discreta, mas exemplar. Maja Ostaszewska representa o papel de Anna, mostrando que muitas vezes, um ato psicológico exige ações físicas precisas para se expressar. É nisso que ela baseia sua estupenda atuação, e Danuta Stenka, na interpretação do papel de viúva do General (Jan Englert), demonstra que, além de ser uma mulher elegante e bonita, é uma atriz de apurada técnica teatral. O elenco masculino também não poderia ser melhor, integrado por atores da categoria de Artur Zmijewski, Jan Englert e Wladyslaw Kowalski. Mas o papel de maior destaque, a meu ver, dada a complexidade do personagem, é inegavelmente o de Andrzej Chyra- um dos intérpretes mais requisitados atualmente do cinema polonês- , brilhante como Jerzy, que, embora tenha sobrevivido ao massacre, não consegue viver da mentira, isto é, em conivência com os assassinos. Finalizo amigos cinéfilos, que embora não seja um admirador de filmes sobre guerras, esse me surpreendeu maravilhosamente bem, porém trata-se de uma película forte, poderosa, densa, um verdadeiro libelo violento contra as duas ditaduras, a nazista e a comunista, que trouxeram à Polônia aquela quantidade imensa de tragédia.  Um filme extraordinário, bem realizado, tendo sido indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2008, recebeu 12 prêmios e cinco outras indicações. Mas ele não é, de forma alguma, um filme fácil. Para quem não é polonês, não conhece um pouquinho que seja a história do país durante e logo após a Segunda Guerra, é difícil acompanhar e compreender as situações, e nem de longe o cineasta pretendeu dar ou procurar alguma explicação para as causas do massacre absurdo, insensato e insano, dos milhares de oficiais poloneses, a mando de Stálin. O pai do diretor Andrzej Wajda, Jakub Wajda, foi uma das vítimas deste massacre, e na época Andrzej Wajda tinha treze anos. Podem assistir, mesmo quem não gosta desse tipo de filme, pois se trata de um filmaço!!!!!                                   

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

INTOCÁVEIS



 

                                                         INTOCÁVEIS
                                (INTOUCHABLES)

                       Filme francês produzido em 2011, gênero comédia, com direção de Eric Toledano e Olivier Nakache conta a história de Philippe (François Cluzet), um aristocrata rico que, após um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático, que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss, por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a
amizade entre eles se estabelece, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro. Começo meu comentário, relatando alguns fatos sobre essa película, pois os cineastas tiveram a ideia para esse filme, após assistirem o documentário A la vie, à la mort, que revela a trajetória de um jovem do subúrbio responsável por cuidar de um homem tetraplégico. Outro fato é que o ator François Cluzet encontrou o verdadeiro Philippe Pozzo di Borgo e observou os seus movimentos, respiração e fala para desenvolver o personagem. Gostei muito desse filme amigos, achei uma produção de qualidade, gostoso de assistir, muito bem filmada, consegue ao longo de quase duas horas de filme, passar longe de clichês e acertar em cheio nas suas piadas, sejam elas políticas, seja as de raça. Filme com importância, pois ele vem justamente da despreocupação de ser encarado como um filme socialmente engajado, criando não uma "comédia dramática", mas sim um bom filme sobre a vida. Atuações excepcionais de François Cluzet e Omar Sy, esse filme francês vencedor de vários prêmios e baseado em fatos reais, é a meu ver um belíssimo drama, que edifica e ainda é capaz de provocar deliciosas gargalhadas, mesmo que a maior parte do tempo seja pautado na construção de uma amizade improvável, que se transforma no ápice desta maravilhosa e delicada história. A química dos protagonistas consiste no epicentro do imponente sucesso que fez esse filme. Com uma bela trilha sonora, diálogos inspirados que produzem espontaneamente plasticidade a beleza do confronto entre duas distintas culturas,  que se descobrem através da maestria de uma inspiradora relação. Finalizo dizendo que é um filme para se assistir com a alma e com o coração aberto, pois a meu ver, é um grande espetáculo de arte para qualquer público. Como curiosidade relato que o filme foi baseado no livro autobiográfico de Philippe Pozzo di Borgo, Le Second souffle. O filme assim como o livro são baseados em fatos reais. Foi o filme mais visto na França em 2011, e é o mais rentável filme francês da história. O dinheiro arrecadado com a venda dos direitos de autor da adaptação do livro ao cinema, cerca de US$ 650 mil, foi doado a uma Associação de ajuda a deficientes físicos. Ressalvo também as atuações brilhantes de Anne Le Ny com o personagem Yvonne e Audrey Fleurot com o personagem Magalie. Amigos, esse eu recomendo certamente, quem ainda não viu, não perca essa oportunidade em assistí-lo. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

CLEANSKIN: JOGO DE INTERESSES



                                                                                          





                                  CLEANSKIN: JOGO DE INTERESSES
                                                                                              (CLEANSKIN)



                                     Filme produzido no Reino Unido de 2012, gênero policial e ação, com direção e roteiro do britânico Hadi Hajaig, conta a história de Ewan (Sean Bean) um agente secreto da Inglaterra, que já esteve no Iraque e no Oriente Médio e tem visto coisas realmente impressionantes, e até certo ponto é alguém que, apesar de sua abordagem profissional, é um vingador, e ele está trabalhando disfarçado no submundo do crime em Londres. Sua missão é se passar por um guarda-costas de um traficante de armas e descobrir quem está vendendo Semtex (explosivo plástico semelhante ao C4), porém após uma emboscada, o material cai nas mãos de uma perigosa célula terrorista, que atua em Londres, e tem planos de detonar a cidade. Ash (Abhin Galeya) é um jovem muçulmano, envolvido nesses atentados  e disposto a dar a vida pelos seus irmãos. Ewan é enviado para encontrar e destruir a célula e o mandante por trás dos atentados, antes que a cidade vá pelos ares. Começo o meu comentário dizendo que achei um filme de ação de primeira linha, e com um elenco razoavelmente desconhecido no entanto. Dos atores a mais conhecida é a inglesa Charlotte Rampling, com quase 70 anos, ainda é uma mulher charmosa. A história é bem interessante, com inúmeros desdobramentos, trata a velha luta entre "quem tem razão", de parte a parte. De um lado, um agente do Serviço Secreto Britânico como segurança de um traficante de armas. Na evolução da história, descobre que quem o matou foram extremistas árabes, e tanto do lado dos britânicos quanto do lado dos árabes (e o principal personagem árabe é um estudante inteligente, sedutor e apaixonado por uma bonita moça britânica interpretada pela atriz Tuppence Middleton no papel de Kate), há pessoas com motivos para fazer o que fazem. Outro ponto  interessante da história é a exploração dessa dicotomia entre britânicos e muçulmanos, além do filme prender do início ao fim. Amigos cinéfilos, eu recomendo para quem é apreciador deste tipo de entretenimento.