segunda-feira, 29 de agosto de 2016

APENAS DUAS NOITES




                                           

                                     APENAS DUAS NOITES
                             (TWO NIGHT STAND)

                  Fim de semana estava nostálgico, e decidi assistir filmes leves e românticos, comecei por esse filme americano, produzido em 2014, porém, lançado em maio de 2016, para DVD, com direção de Max Nichols, gênero comédia romântica, conta a história desde que Megan(Analeigh Tipton), terminou o seu noivado, ela passa a maior parte do seu tempo em casa, entediada. Um dia, seus amigos a convencem a sair um pouco, e encontrar alguém na internet para uma noite de sexo sem compromisso. Assim ela encontra Alec (Miles Teller), com quem passa uma noite desastrosa. No entanto, na hora de ir embora, uma grande nevasca bloqueia a porta, forçando os dois a permanecerem juntos, e a se conhecerem melhor. Começo meu comentário, dizendo que achei esse filme uma mistura de vários filmes em um só, nada de inovador. A única parte interessante desta película, é que a história contada sobre como os dois dividem experiências sexuais e falam abertamente sobre determinados contextos que um casal comum não costuma conversar de forma tão direta, achei legal. A proposta do enredo do filme, como comédia foi até boa, mas dificilmente você vai rir em alguma cena. Sua história narra a vida de duas pessoas frustradas e desesperadas, mas em busca da mesma ambição: Sexo casual. Achei a história batida, chata, sem ação. A coisa mais excitante nesse filme, foi quando o vaso do banheiro da casa do Alec entupiu. Finalizo, dizendo que essa produção não merece o seu tempo, embora eu tenha visto o filme do início ao fim, para poder comentar sobre ele. Até mais!!!!!! 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

CAÇA AOS GÂNGSTERES


                                                             

                              
                              CAÇA AOS GÂNGSTERES
                           (GANGSTER SQUAD)

                              Filme americano produzido em 2012 com direção de Ruben Fleischer, gênero ação mesclando com suspense e drama, conta a história passada em Los Angeles no final da década de 1940, em que Mickey Cohen (Sean Penn) é um dos líderes da máfia do Brooklyn, usando a violência para conquistar espaço e respeito no meio. Quando ele decide expandir suas atividades pelo oeste dos Estados Unidos, um grupo especial da polícia é criado para capturá-lo. O encarregado por sua organização é John O'Mara (Josh Brolin), um policial incorruptível que escolhe a dedo os integrantes de sua equipe. Juntos eles precisam agir à margem da polícia, já que Mickey possui contatos dentro da corporação, que permitem que saiba todos os movimentos antes mesmo que eles aconteçam. Começo meu comentário, que embora goste deste tipo de filme, esse não me convenceu, pois seu diretor Ruben , apostou numa bela direção de arte e num elenco recheado de bons atores, como Sean Penn, o canadense  Ryan Gosling (Sgt. Jerry Wooters), Robert Patrick, Giovanni Ribisi, e a gracinha da Emma Stone, como o interesse amoroso de Gosling e professora de etiqueta do personagem de Penn, para afinal, esbarrar em uma série de clichês que impedem a história de decolar. Chega a ser triste quando vemos tanta gente boa junta e um resultado medíocre, vazio. E não é por falta de boa vontade, o diretor até quis fazer um trabalho grandioso, que honrasse os filmes de gângster da Warner, como os estrelados por James Cagney e Edward G. Robinson, principalmente os mais violentos, antes que o Código Hayes proibisse a carga de violência que esses filmes carregavam. Embora Mickey Cohen seja uma figura real, que trabalhou com o irmão de Al Capone em Chicago, e fez um "estágio" por Las Vegas, antes de fincar raízes em Los Angeles, o filme apenas se inspira em sua história e as lendas que o circulam- como, por exemplo, a de que nunca repetia um terno mais do que uma vez. A tal unidade secreta de Caça aos Gângsteres idealizada pelo chefe Bill Parker (Nick Nolte), se existiu realmente, era o segredo mais bem guardado da cidade, que mais vive das fofocas e celebridades. Segundo dados oficiais, Cohen passou várias temporadas na cadeia, mas seu principal problema não foi com os policiais e assassinatos, mas sim com o Imposto de Renda. Finalizo amigos, em resumo, trata-se da velha história do bem contra o mal, mas sem tons de cinza. Nada contra, mas o filme de Fleischer não tem estilo nem charme, por esses motivos eu não o recomendo, pois há filmes deste gênero muito superiores, e sem  elenco de grandes atores como esse. Até a próxima.  

PAIS E FILHAS



       
                                                   PAIS E FILHAS 
                        (FATHERS AND DAUGHTERS)    


                   Filme italiano e americano lançado aqui no Brasil em 2016, gênero drama, com direção do italiano Gabriele Muccino (o mesmo de "A Procura da Felicidade"  em 2006 e "Sete Vidas" em 2008, ambos com o ator Will Smith), quero deixar registrado que mais uma vez o meu sobrinho Paulo Roberto, também amante de bons filmes, me indicou e o assisti nesse fim de semana, tendo mais uma grata satisfação. Sua história se passa em Nova York em 1989, um novelista mentalmente instável (Russell Crowe) tenta criar sozinho a filha de cinco anos Katie (Kylie Rogers), após a morte da esposa. Vinte anos depois, a garota, já adulta (Amanda Seyfried), cuida de crianças com problemas psicológicos e ainda tenta entender sua complicada infância. Roteiro escrito pelo estreante Brad Desch conta duas histórias que correm em paralelo. Na primeira delas, que tem início em 1989, vemos o bem sucedido escritor Jake Davis perder a esposa em um acidente de carro, etc.. e a segunda corre no presente vinte anos depois.Trata-se de uma história de superação pessoal e amor familiar, com passagens entre passado e o presente, e o diretor usa com muita propriedade suas ferramentas emotivas. É uma visão sincera que defende, sobre a influência que os pais podem ter no futuro de seus filhos. Interessante a história escrita por Desch porque mostra como o amor de um pai por sua filha não impede que ela tenha problemas na vida adulta, pois, por mais atenções, preocupações e lutas que ele tivesse por ela, os obstáculos que surgem ao longo da vida, alterarão como a jovem se relacionará com as outras pessoas. Para mim, os grandes destaques deste filme são as atuações excepcionais dos atores, porém quero destacar alguns, começando pela atriz americana mirim Kylie Rogers, interpretando a Katie na infância, simplesmente fantástica sua atuação. Outra atuação brilhante foi da Amanda Seyfried como Katie adulta , ambas foram fundamentais para  o sucesso da parte dramática da película. Apesar de ser um ótimo ator Russell Crowe, em algumas produções, não alcança todo o seu potencial. O que não ocorreu neste filme. No papel de pai da Katie , Russell pôde exercer toda a sua versatilidade como ator. Existem cenas nas quais ele consegue ir da raiva à ternura de forma coerente e precisa. Destaques ainda para a atriz mirim Quvenzhané Wallis no papel de Lucy, Aaron Paul no papel de Cameron, Octavia Spencer como  Dra. Corman e Diane Kruger  como Elizabeth. Brilhante também a trilha sonora composta pelo também italiano Paolo Buonvino, experiente compositor de trilhas sonoras, criou músicas que abraçam as cenas com muita sintonia. Finalizando amigos cinéfilos, contar uma história é uma arte muito difícil, mas, ao mesmo tempo, muito bonita quando se acerta o como fazer. "Pais e Filhas" deixa claro que quando uma equipe de cinema está afinada, o filme pode ser um lindo modo de emocionar as pessoas e justificar a existência dessa forma de arte. Em suma amigos cinéfilos, não deixem  de assistir esta grande película, ela está disponível na internet. Valeu meu sobrinho Paulo Roberto por mais essa boa dica. Até a próxima.                      

INVASÃO A LONDRES



                                                   

                                               
                                         INVASÃO A LONDRES
                         (LONDON HAS FALLEN)

                                         Filme de parceria americana, reino unido e búlgaro, gênero  ação produzido em 2015, com direção do iraniano Babak Najafi, conta a história de  com a morte misteriosa do primeiro-ministro britânico, a presença dos líderes mundiais no seu funeral é indispensável, tornando o evento uma ótima oportunidade para destruir grandes monumentos e assassinar os governantes mundiais.É o que acontece, mas, com sorte e a ajuda de Mike Banning (Gerard Butler), o presidente dos EUA Benjamin Asher (Aaron Eckhart) consegue escapar. Responsável pelo ataque, um dos terroristas mais procurados do mundo, não se dá por vencido e, enquanto Benjamin luta pela sobrevivência, o vice-presidente Trumbull (Morgan Freeman) se esforça para derrotar o criminoso. Começo meu comentário, dizendo que embora seu roteiro tenha sido escrito a 4 mãos, achei simplista, e também igual ao primeiro filme "Invasão a Casa Branca", este apresenta um bom elenco e algumas boas cenas de ação somente. Apresenta inúmeros clichês, uma película fraca, pois só oferece a oportunidade de desligar o cérebro e curtir boas cenas de ação. Roteiro preguiçoso, montado por puro desejo de lucrar em cima de mais uma franquia, que não tinha necessidade de acontecer. Este fracassou escandalosamente mais, ao pretender oferecer mais "espetáculo" que o filme que o precedeu, com explosões mais destruidoras, combates de corpo a corpo mais dramáticos, terroristas mais demoníacos, mais sangue e cadáveres. Finalizo, dizendo que este se tornará um filme a ser lembrado única e exclusivamente porque é infinitamente pior que o seu anterior, além do tom patriótico estar ainda mais exacerbado nessa película, pois somente os americanos podem impedir o ataque, mesmo que em solo britânico. Um verdadeiro desperdício de astros talentosos como Gerard Butler, Aaron Eckhart , Morgan Freeman e Melissa Leo. Amigos, passem longe deste filme, mesmo para os admiradores deste tipo de filme se decepcionarão. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

JASON BOURNE



                                 
                                                                  
                                             
                                                  JASON BOURNE
                     
                                                 Filme americano lançado aqui no Rio de Janeiro em 28 de julho de 2016, esse final  de semana fui assistir, é o quinto da série iniciado com A Identidade Bourne(2002),A Supremacia Bourne(2004), O Ultimato Bourne(2007),O Legado Bourne(2012). Filme de ação e espionagem dirigido por Paul Greengrass, que também coescreveu o roteiro, ao lado de Matt Damon e Christopher Rouse.Este filme da série "Bourne" é sequência do filme de 2007, "O Ultimato Bourne".Sua história conta que Jason Bourne(Matt Damon)está fora do radar da CIA, como lutador de rua, é surpreendido por Nicky Parsons(Julia Stiles), que o procura oferecendo novas informações sobre seu passado. Inicialmente resistente, ele acaba voltando aos Estados Unidos, para continuar a investigação e entra na mira do ex-chefe Robert Dewey (Tommy Lee Jones), que teme mais um vazamento de dados.Dentro da CIA, no entanto, a novata Heather Lee( Alicia Vikander), acredita que tentar recrutar Bourne para a agência, seja a melhor solução.Começo meu comentário, dizendo que tecnicamente o filme é impressionante, especialmente em duas cenas de perseguições, que a câmera do diretor funciona  sempre eficientemente. Como transcorreram nove anos desde o terceiro longa metragem, dá-se uma pincelada(de leve) em acontecimentos do passado.Nessa montagem frenética e na direção agitada de Paul Greengrass, há uma sensação de déjà vu e um jeito de driblar um roteiro confuso com sequências de ação. Apesar de "Jason Bourne" possuir todos os elementos para o sucesso, a mistura é ruim e o que deveria ser um filme baseado em uma fórmula vitoriosa, acabou sendo um filme formulaico. Ele se esforça para combinar tudo o que funcionou nos filmes anteriores, e o resultado é uma bagunça. Outra crítica é a participação mínima feminina, isso mostra que o caminho ainda é comprido para se pensar nas moças. São duas horas de adrenalina ininterruptas, para os fãs deste tipo, porém, também existem momentos enfadonhos por ser justamente este ritmo o maior atrativo da película. Finalizo comentando que se a trilogia Bourne original era uma pérola em meio aos blockbusters hollywoodianos, e o quarto capítulo- totalmente ignorado desta vez, é bom ressaltar- ao menos não fazia feio diante dos seus predecessores, este aqui não deixa dúvida sobre as suas reais intenções: lucro rápido e resultado facilmente esquecível. Amigos cinéfilos, vale somente para quem quer ver ação despretenciosa e sem maiores exigências, e obviamente aos fãs do ator, de resto, não vá gastar seu tempo e dinheiro. Até a próxima!!!!!!

                    

LIGADOS PELO AMOR





                                                          

                                    LIGADOS PELO AMOR
                            (STUCK IN LOVE)
                  Filme americano de 2012, uma comédia dramática, escrito e  dirigido pelo estreante nesse gênero de longa metragem Josh Boone, ele foi selecionado no Festival de Toronto (Canadá) em 2012, trata-se da história de um escritor de sucesso Bill Borgens (Greg Kinnear), que se torna cada vez mais obcecado por sua ex-esposa Erica (Jennifer Connelly), a ponto de criar problemas em sua nova família. Começo meu comentário, dizendo se tratar de uma película delicada e sensível, com sutileza dramática que nos prende em uma teia simples e cheia de pequenas reflexões sobre a influência dos pais em nossas vidas. Tem um bom roteiro, película bem feita,uma trilha sonora bastante integrada à história, o filme aborda temas familiares como traição, divórcio, adolescência, raiva e amor. Ele trata de uma forma singela e ao mesmo tempo direta sobre aquilo que é (ou que julgamos ser) realmente importante em nossas vidas. A passagem de um ano na vida dos personagens, faz com que, neste período de tempo, eles analisem, reflitam sobre o que se passa e ao mesmo tempo, tentem seguir em frente. Cada um à sua maneira e pagando pelas próprias atitudes. Quero destacar as boas atuações de Greg Kinnear, indicado ao Oscar, Jennifer Connelly, vencedora do mesmo prêmio, além dos ótimos Logan Lerman(Louis)e Lilly Collins (Samantha),juntamente com a direção sensível de Josh Boone, essa película faz valer muito a pena, cada minuto da hora e meia  de duração. Quem gosta deste tipo de entretenimento, eu recomendo amigos cinéfilos. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

3096 DIAS






                                                            3096 DIAS 
                               (3096 TAGE)

                                    Filme alemão de 2013, gênero drama e policial, com direção da americana Sherry Hormann,  foi baseado no livro "3096 Dias de Cativeiro" de 2010, escrito pela própria Natascha, trata-se da história real de Natascha Kampusch, que foi raptada e mantida em cativeiro entre os anos de 1998 e 2006. Capturada em uma rua de Viena aos dez anos, o longa narra sua vida ainda em liberdade, passando pelo período de isolamento completo do mundo exterior, onde sofreu abusos físicos e psicológicos, até o momento de sua fuga e readaptação a vida em sociedade.  O longa é bastante fiel aos relatos da menina, que escreveu diversas anotações em pedaços de papel, durante o seu confinamento. Ao longo dos seus 111 minutos, podemos ver todo o tipo de sofrimento pelo qual Natascha passou durante todos os anos em que esteve presa: humilhações físicas, como espancamento, exploração de serviços de limpeza e de trabalho braçal, e também abusos psicológicos e sexuais.É interessante destacar que, no livro, a autora não relatou os estupros aos quais foi submetida, mas apenas falou sobre isso publicamente um pouco antes do lançamento do filme e autorizou a diretora a acrescentar essas cenas no longa. Como a história é conhecida internacionalmente, o filme não pode ser considerado muito surpreendente pelo fato de já sabermos qual será o desfecho da situação. De qualquer forma, a diretora, junto com a roteirista alemã Ruth Toma, fez um bom trabalho na construção da narrativa. A diretora utilizou a dose certa de suspense e tensão e nos deixa o tempo todo angustiado e presos à história, mesmo que ela já carregue por si só essa carga de sentimentos angustiantes. Outro ponto positivo é a fotografia e a direção de arte. Agora a meu ver amigos, realmente,o ponto forte do filme são as atuações, principalmente a da atriz irlandesa Antonia Campbell-Hughes, que vive a protagonista após a puberdade. É impressionante como a atriz de 31 anos se entregou de corpo e alma ao papel, chegando a pesar praticamente o mesmo peso de Natascha durante o sequestro (47 Kg com 1,57 cm). Os ossos protuberantes de Antonia e seu olhar desesperado nos envolvem ainda mais com a história. Não posso deixar de comentar também sobre a atriz britânica Amelia Pidgeon, que deu vida a Natascha na infância. Com seu rosto doce e personalidade forte, ela representou muito bem a inocência e também o amadurecimento da personagem ao longo dos dias de sofrimento. Outra atuação digna de destaque foi a do ator dinamarquês Thure Lindhardt, que deu vida ao estranho e maníaco Wolfgang Priklopil. O ator representou com maestria um personagem bastante complexo: um homem conservador,solitário, mimado pela mãe e com ideias extremamente radicais. Suas expressões frias e serenas, mesmo sabendo ser o responsável pelo sequestro e tortura de uma criança, são impressionantes. Por fim amigos cinéfilos, deixo meu parecer que este filme como adaptação de um caso extremamente comovente, cumpriu muito bem o seu papel, embora ele não mostre detalhes do reencontro dela com sua família e nem da sua história após a fuga. Sabe-se que Natascha teve uma vida bastante complicada, não só pelos traumas do ocorrido, mas, principalmente pelo assédio da imprensa, se tornando praticamente uma celebridade em seu país e no mundo. Eu recomendo aos amantes de um filme com drama forte, pesado e com uma história envolvente e muito bem executada, e também esta película só reforça a nossa indignação e nos deixa incrédulos de ver até onde a mente perversa do ser humano pode chegar.