segunda-feira, 9 de maio de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
NA TERRA DE AMOR E ÓDIO
NA TERRA DE AMOR E ÓDIO
(IN THE LAND OF BLOOD AND HONEY)
Filme americano lançado em 2012, de gênero drama,romance e guerra, com direção pela primeira vez de um longa metragem, de Angelina Jolie Pitt, conta a história de Ajla (Zana Marjanovic) e Danijel( Goran Kostic) se conheceram em uma boate. Logo eles começam a flertar um com o outro, mas a explosão de uma bomba, acaba com qualquer clima existente entre eles. Era o início da Guerra da Iugoslávia, que colocaria sérvios e bósnios como inimigos mortais. Logo Ajla, que é bósnia, é capturada pelo exército sérvio. Em meio a ameaças de estupro, ela é salva por Danijel, que ocupa uma posição de destaque na tropa.A partir de então, ela se torna a protegida de Danijel, que ordena que ninguém toque nela. É o início de um estranho relacionamento, onde ele tenta protegê-la e também tê-la sob seu controle, enquanto ela segue suas ordens com medo de que algo pior lhe aconteça. Começo meu comentário dizendo que esta guerra ocorrida entre 1992 e 1995, foi a maior e mais sangrenta ocorrida na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, segundo relatos ocorreram abusos sexuais de meninas e mulheres que mais tarde seriam conhecidos como fenômenos de estupros em massa.Entre 20000 a 44000 mulheres foram sistematicamente violentadas pelas forças sérvias. Porém há outros relatos em menor escala que em outras localizações também realizaram esta prática criminosa, sendo estipulado que mais ou menos 50000 mulheres sofreram estupros sistemáticos pelas tropas sérvias durante a guerra. Tais fatos não foram julgados pelo tribunal, por serem considerados de forma isolada. No entanto, após este conflito, a violação foi reconhecida pela primeira vez, como arma de guerra, utilizada como uma ferramenta de limpeza étnica e genocídio. Filme pesado, tenso, violento, longe de ser um filme-ONG, como muitos críticos tacharam antes de vê-lo, esse longa consegue a meu ver realizar uma imersão bastante convincente na Guerra da Bósnia, e isso através de um conflitado relacionamento amoroso. Achei o filme comovente e envolvente, apesar da Angelina Jolie criar uma atmosfera tão opressora, e desenvolver os eventos de uma maneira bem realista. A abordagem reflexiva e potente dado pela escritora e diretora colocou a película em uma linha tênue entre o realismo da guerra e os filmes didáticos de denúncia. As imagens estão repletas de medo, de armas, humilhações e sofrimento. Achei o elenco, a língua, tudo em sintonia, além de não ter no filme um rosto famoso de Hollywood, nem uma palavra de inglês na trilha sonora. Aliás o único rosto conhecido nesse filme é o veterano Rade Serbedzija (X-Men:Primeira Classe e 24 horas), que é nascido na Croácia e de etnia sérvia, que faz o papel do General sérvio pai do protagonista. Amigos cinéfilos, apesar de não ser muito fã de filmes de guerra, assisti e gostei, por isso indico, mas somente para quem gosta de histórias fortes, densas, e violentas, porém reais., e poder fazer uma análise da conduta do ser humano, se é que pode essas pessoas serem consideradas humanas, tenho dúvidas. Até a próxima!!!segunda-feira, 2 de maio de 2016
SAVANNAH
SAVANNAH
Filme americano de 2013, gênero drama e histórico, com direção de Annette-Haywood Carter, conta a história de Ward Allen (Jim Caviezel), que apesar de ser o herdeiro de uma grande plantação, nunca se conformou com uma vida de privilégios. Em pleno começo do século XX, ele prefere abandonar todas as suas posses e percorrer as estradas junto de seu maior amigo, o escravo liberto Christmas Moultrie (Chiwetel Ejiofor). Os dois lutam por justiça e liberdade contra os habitantes ricos da região. Em seu caminho, Allen se apaixona por uma mulher da alta sociedade (Jaimie Alexander), disposta a enfrentar seu poderoso pai para se casar com o homem que ama. Começo o meu comentário, dizendo que a mensagem do filme é muito boa. A meu ver não é uma super produção, mas deve ser apreciada. O filme tem uma belíssima fotografia e reconstituição de época, além da boa atuação de Jim Caviezel, que acredito não ser bem aproveitado pelos grandes estúdios, a atriz Jaimie Alexander, muito linda por sinal, também convence na interpretação. Em uma fala, ela transmite uma das ideias da diretora: "Você não tem nada a provar com armas e arrogância. Experimente uma arma diferente" "O mundo pegou um caminho e eu peguei outro". Como curiosidade, embora seja uma roteirista experiente, Annette-Haywood Carter realiza com Savannah apenas o seu segundo longa-metragem, feito para o cinema na função de diretora, após Rebeldes em 1996. Finalizo meu comentário, dizendo que achei o filme interessante, mas nada de excepcional, que apesar de algumas ressalvas, acredito que agradará aos amantes deste tipo de película, que passará mais ou menos 1 hora e 40 minutos de entretenimento descompromissado. Até a próxima amigos cinéfilos.
NÃO OLHE PARA TRÁS
NÃO OLHE PARA TRÁS
(DANNY COLLINS)
Olá Amigos!!!!!! Após um tempo, afastado, sem assistir filmes, tanto no cinema, quanto na televisão ou em vídeo,esse final de semana pós-entrega do leão faminto, voltei a ter tempo de assistir. Recomeço falando deste filme americano lançado em 2015 de gênero comédia dramática, com direção de Dan Fogelman, conta a história de Danny Collins, um músico muito popular, que vive há mais de 30 anos sem compor uma música sequer, apenas reprisando os seus maiores sucessos. Cansado da rotina de drogas e excessos, ele descobre uma carta que John Lennon escreveu para ele há décadas, mas que nunca tinha chegado às suas mãos. Inspirado pelas palavras do músico, Danny decide interromper a carreira e tentar reatar com o filho já adulto, que ele nunca conheceu. Começo o meu comentário, logo elogiando este enorme ator Al Pacino, ganhador de Oscar, e não é a toa, pois esse filme muito se deve à sua brilhante interpretação, ele esbanja carisma com naturalidade, o diretor acertou em cheio com a escolha do seu elenco, a Annette Bening como sempre deslumbrante, e também atuações secundárias ótimas de Jennifer Garner, Christopher Plummer e de Bobby Cannavale. Esse filme, um mistura de comédia e drama, apresenta como comédia,atraente, bem divertida, com diálogos inteligentes, e também com uma carga ousada de melodrama, diálogos igualmente afiados, fechando com um elenco excelente, e ancorado por uma atuação principal de Al Pacino em adorável versão marota.Amigos cinéfilos, quem quiser passar quase 2 horas, a meu ver, de um excelente entretenimento, leve, descontraído e com qualidade de montagem e execução, esse eu recomendo, sem sombra de dúvidas.
quinta-feira, 3 de março de 2016
O REGRESSO
O REGRESSO
(THE REVENANT)
Este fim de semana fui assistir esse filme no cinema, americano, produzido em 2015, de gênero faroeste e aventura, com direção do competente mexicano Alejandro González Iñárritu, sua história se passa em 1822, em que Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald( Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança. Antes de mais nada, começo meu comentário dizendo que a safra cinematográfica deve estar no fundo do poço, pois para ele (DiCaprio) ganhar o Oscar de melhor ator, por essa atuação, é que a coisa tá feia mesmo. Começo dizendo ser uma pena, que o brilhante cineasta mexicano, outrora conhecido pelos filme corais ("Amores Brutos" e "Babel"), não tenha mão firme para explorar a dor humana ( vide o mais recente e maravilhoso filme "Biutiful"). Se ele tivesse uma direção menos teatral, menos caricata, talvez esse filme pudesse ser melhor realizado. Acontece que a questão é que o talento absurdo de Iñárritu é maior que a história que ele conta.Esse filme tem uma experiência visual intensa, mas o conteúdo dele é de uma banalidade desnorteante. Apesar da absoluta dedicação de DiCaprio, ele não tem a responsabilidade de fazer nada além de grunhir,gritar, babar e fazer cara de dor e Hardy por sua vez, parece ser alérgico a falar com clareza diante das câmeras, entrega mais uma de suas atuações murmurantes e lunáticas. O filme "O Regresso" para mim, foi amigos, cheio de som e fúria que só toca marginalmente e com casuísmo em questões da formação da identidade americana, tem sim na megalomania formal seu começo e o seu fim. Finalizo meu comentário, dizendo que na impossibilidade de representar a verdadeira selvageria que o cineasta empaca: o urso digital (que dilacera DiCaprio com cuidado), parece extremamente artificial e patético. Este efeito que faz rir dita, infelizmente, o tom do filme inteiro. Apesar da dor, tanto literal quanto figurada, que o filme utiliza para convencer os espectadores de sua própria importância, "O Regresso" não consegue escapar das garras incapacitantes da própria pretensão. Nos filmes, assim como na vida,às vezes você caça o urso e às vezes o urso caça você. Dei a minha opinião, então amigos, vão assistir e tirem as suas próprias conclusões. Até a próxima!!!!!!!!!
O CÓDIGO
O CÓDIGO
(SAFE)
Filme americano de gênero ação e suspense, produzido em 2012, lançado no Brasil diretamente em Home Vídeo, com direção do americano Boaz Yakin, conta a história de Luke(Jason Statham), um ex-policial durão que salvou uma menina oriental (Catherine Chan) das mãos de bandidos dentro de um trem do metrô. O único problema é que ele não fazia ideia de que ela era portadora de uma informação extremamente importante, capaz de mobilizar a máfia russa, chinesa e ainda policiais corruptos. Agora, ele também tem o que todos querem e vai defender com a própria vida, para que a justiça seja feita, nem que para isso seja necessário começar uma guerra urbana. Começo falando amigos, que mais uma vez, sempre fico na expectativa de que esse britânico, faça mudar minha crítica para com ele, porém, mais uma vez foi em vão. Achei um filme fraco, enredo repetitivo, muito tiro a troco de nada,entre mortos e feridos para mim só se salvou a menina Catherine Chan. Esperava algo melhor, o roteiro não me convenceu, e olha que tem até algumas cenas legais de ação, mas conteúdo que é bom nada. Finalizo meu comentário amigos cinéfilos, que segundo dizem as mulheres, todo homem é igual, só muda o endereço, mas se tratando de Jason Statham, todo papel que faz é igual, só muda o contexto, o que não é uma crítica se a história for boa, porém este O Código, não foge a regra, pois não é boa também a sua história, sendo assim, não percam seu valioso tempo em assistir. Até a próxima!!!!!
JOGOS DE INTERESSES
JOGOS DE INTERESSES
(KNIFE FIGHT)
Filme americano de gênero drama, lançado em 2013, diretamente para TV, com direção de Bill Guttentag, tem sua história sobre como o trabalho é complexo de um conselheiro político, que deve lidar com as necessidades dos seus clientes, uma assistente especialista em criar polêmicas, uma jornalista ambiciosa, que quer dormir com ele, para descobrir informações confidenciais....... . Este diretor é na verdade um especialista em documentários, ele já foi indicado a 5 Oscars nesta categoria, e venceu duas vezes, por You Don't Have to die (1988) e Twin Towers (2003). Começo meu comentário, dizendo que achei o enredo banal, sobre histórias sobre política, inúmeras vezes contadas no cinema, sempre com melhor resultado. Achei sim, um veículo de propaganda para levantar a carreira de Rob Lowe, o que não é conseguido, o mesmo não passa o mínimo de autenticidade. Para dizer que nada valeu nesse filme, a atuação mediana de Jamie Chung, auxiliar do personagem de Rob Lowe, se salva, no mais é uma empulhação, até a atriz Carrie-Anne Moss da saga Matrix está uma decepção também. Finalizo meu comentário, dizendo que este vitorioso diretor de documentários, deveria continuar a só realizar esse tipo de filmagem, e amigos não percam tempo em assistir este medíocre drama político.Fico pensando o que leva bons atores a participar de filmagens tão banais, será crise financeira?????,só lamento que Rob Lowe, bom ator, embora envolvido em um passado escândalo sexual, nunca mais após tal fato, conseguiu retornar para sua carreira de sucesso. Uma pena!!!
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