quarta-feira, 1 de julho de 2015

GOLPE DUPLO


                                                                                                               

      

                                                             GOLPE DUPLO


                                                                         (FOCUS)


                                                     Filme americano de 2014, com direção de Glenn Ficarra e John Requa, é uma mistura de romance, comédia e suspense cuja história de Nicky (Will Smith) um trapaceiro profissional, que é escolhido como vítima, por uma iniciante na profissão, Jess (Margot Robbie). Ele se deixa levar pelo golpe, para desmascará-la no momento certo. Decepcionada, Jess insiste para que Nicky lhe ensine seu método de trabalho e a aceite na equipe. Após uma certa relutância, Nicky não apenas concorda, como se envolve romanticamente com ela, indo contra uma de suas principais regras. Começo meu comentário, dizendo que este filme é o novo trabalho do ator brasileiro Rodrigo Santoro em Hollywood, este longa é recheado de clichês que fala basicamente sobre o mundo da malandragem. Com exceção da linda atriz australiana  Margot Robbie no elenco, esse filme não acrescenta nada  e praticamente replica ideias de filmes anteriores do gênero. O que mais incomoda nesse chatinho trabalho é que nenhuma nova ideia, algum elemento diferente, é arriscado pelas mãos que assinam o roteiro. Voltando a falar do nosso ator Rodrigo Santoro, ele participa do filme no papel do vilão Garriga,  de fala complicada que aparece quase no fim da história e não acrescenta muita coisa, e muito menos nesse papel ridículo, ele não mostra o seu potencial interpretativo, uma lástima, pois qualquer ator poderia ter feito esse personagem. Rodrigo Santoro merece um papel de maior destaque em um próximo trabalho na terra do Tio Sam. Resumindo, não sobra muito mais do que um considerável potencial de atores, desperdiçado em uma trama frágil, sem ritmo e nada convincente, que se agarra a soluções fáceis e mal trabalhadas pelos diretores, para tentar fechá-la de maneira minimamente coesa, o que não ocorre. Finalizando, essa película não marcou nem como um romance, nem como uma comédia e muito menos como suspense, em suma, marcou como um triste filme que não precisava existir, e eu perdi meu tempo assistindo, pois utilizando uma expressão mais popular, esse filme "não fede e  nem cheira". Não recomendo amigos cinéfilos.


                                                          

A PONTA DE UM CRIME


                                                                                                                        

                                               A PONTA DE UM CRIME


                                                                           (BRICK)


                                     Filme americano de 2005, escrito e dirigido por Rian Johnson,  trata-se de um drama com a história de que Brendan Frye (Joseph Gordon-Levitt) é um jovem solitário e inteligentíssimo. Quando Emily (Emilie de Ravin), a menina por quem é apaixonado, aparece morta, é hora de ele entrar de cabeça numa investigação, para descobrir o que aconteceu. A seu favor, somente Brain (Matt O'Leary), seu fiel escudeiro, e as pistas que tem: misteriosas palavras ditas num telefonema. Esta película achei que poderia ter mais violência, pelo enredo apresentado, pegou leve, ou seja maneirou na violência, na linguagem, no extremismo, na bizarrice e se tornou um filme quase adolescente. O ator principal Joseph Gordon-Levitt, sua interpretação é convincente, mas grande parte do elenco coadjuvante, não posso dizer o mesmo, pois há muita forçada de barra na história, com personagens caricatos demais. Mas, com todos esses contratempos, ainda assim o filme é razoável, prende a atenção e tem um roteiro até amarradinho, porém a meu ver o próprio desfecho poderia ser melhor, faltando mais coragem e uma abordagem mais extrema e suja, por causa da história. "A Ponta de um Crime" ao invés de um drama, acabou virando um thriller investigativo com pitadas de suspense, cheio de incongruências e a sua história um tanto ou quanto inverossimil. Finalizando meu comentário, tenho a dizer amigos, com muitas ressalvas, que este filme, poderá ser visto, apenas como distração, para matar o tempo, sem maiores exigências e obviamente, relevando todos esses itens relacionados por mim. Apenas à título de curiosidade, Joseph Gordon-Levitt e o diretor Rian Johnson já trabalharam juntos no filme "Looper: Assassinos do Futuro" (2012), e este longa venceu nove prêmios, incluindo o Prêmio Especial do Júri no Festival de Sundance em 2006. Acredito que a safra de filmes à época estava muito ruim, pois esse filme ganhou nove prêmios, além de um especial. Coisas dos críticos!!!!!! 

                                     
  
           
                               

terça-feira, 30 de junho de 2015

O QUARTO AZUL


                                                                                                                     

                                                            O QUARTO AZUL


                                                                 (LA HABITACIÓN AZUL)
  
                                                       
                                                       Filme mexicano de 2002 com roteiro e direção de Walter Doehner, tem a seguinte história: Antonio (Juan Manuel Bernal) e sua esposa  Ana (Elena Anaya) decidem retornar à sua cidade depois de uma pequena estada na Cidade do México. Mas, o casamento começa a ter problemas depois que Antonio reencontra Andréa (Patricia Llaca), sua ex-noiva, que também está casada. Antonio e Andréa se conhecem desde a infância, e com o reencontro, a paixão aflora. Começam a ter um caso, cheio de segredos e fugas furtivas. Eles se encontram no único hotel da cidade, que pertence ao seu irmão Roberto (José Maria Yazpik). Ali vivem as mais diversas fantasias sexuais. Logo a paixão se transformará em tragédia, pois toda a comunidade fica sabendo da relação e decide impedi-la. Os mais interessados em terminar com a relação são as solteironas da cidade, o carteiro, o comandante de polícia, uma empregada, mas sobretudo uma psicopata. Baseado no livro "The Blue Room", de George Simenon, este drama, acima de tudo é uma história bem erótica,  que trata de um relacionamento extra-conjugal e suas possíveis consequências, quanto ao meu comentário, gostei, não é nada excepcional, porém é um tipo de filme diferente dos "tradicionais enlatados americanos", só gostaria de relatar que os amigos pudicos, não o assistam, pois tanto a atriz Patricia Llaca, com um corpo belíssimo, quanto o ator Juan Manuel Bernal aparecem inúmeras vezes em nú frontal, e em cenas de amor, sendo assim, estão devidamente avisados. Filme que serviu para um passatempo, enredo e atuações convincentes, história simples, porém bem atual nos nossos dias, e que também deixa uma mensagem para todos. Em 2002, o filme recebeu o Precolumbian Círculo de Prata no Festival de Cinema de Bogotá, na Categoria de Melhor Filme e foi indicado no mesmo ano para receber o Golden Spike no Valladolid International Film Festival. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

SEGUNDA CHANCE


                                                                                                                 

                                                              Segunda Chance



                                                                (EN  CHANCE TIL)

                                                Este filme dinamarquês produzido em  2014, trata-se de um drama com direção de Susanne Bier, ganhadora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011 com Haevnen(Vingança), e sua história é que o policial Andreas (Nikolaj Coster-Waldu) leva uma vida tranquila com a esposa. Um dia, é acionado para intervir junto ao seu colega Simon (Ulrich Thomsen), em uma briga doméstica comum, de um casal que tem um histórico de violência e de uso de drogas. Na casa do casal, ele descobre um bebê preso no closet, Andreas fica indignado com o tratamento dado à criança, mas as leis não permitem que a família perca a guarda do filho. Cada vez mais obcecado pelo caso, ele decide sequestrar o bebê por conta própria, levando-o para a sua casa. Começam então as investigações sobre o paradeiro do pequeno desaparecido.  Este filme nos leva para além dos questionamentos éticos e sociais encenados, que são característicos dos filmes da cineasta, pois instiga o espectador a imaginar como reagiria diante dessas situações. Gostei muito das interpretações deste elenco nórdico, principalmente do protagonista Andreas, pois a história transporta o espectador para dentro do contexto vivido por ele, e desperta o questionamento sobre seus atos. "Segunda Chance" é um filme forte, cabisbaixo, trágico, que apresenta um aspecto sombrio como prioridade, tanto no argumento, quanto na estrutura do filme. Em relação a este filme, gostei, e o recomendo, para quem gosta de um drama vigoroso, tenso, interpretações convincentes, com uma premissa e uma reviravolta final que consegue de certa maneira ser inteligente e levemente grosseira ao mesmo tempo, porém tudo interpretado com absoluta convicção. A título de curiosidade, este filme foi selecionado no Festival Internacional de Toronto em 2014, além de ter sido o primeiro papel da modelo Lykke May Andersen com o personagem da Sanne. 

                                                

sexta-feira, 26 de junho de 2015

CORAÇÕES DE FERRO


                                                                                                                     

                                                   CORAÇÕES DE FERRO


                                                                          (FURY)
 
                                            Filme de ação e guerra, produzido em 2014, dirigido e roteiro por David Ayer, o mesmo diretor dos filmes Os Reis da Rua e Marcados para Morrer, que conta a história de no final da Segunda Guerra Mundial, um grupo de cinco soldados americanos, é encarregado de atacar os nazistas dentro da própria Alemanha. Apesar de estarem em número menor e  terem poucas armas, eles são liderados pelo enfurecido Wardaddy (Brad Pitt), um sargento que pretende levá-los à vitória, enquanto ensina o novato Norman (Logan Lerman) a lutar. Começo meus comentários a respeito dessa película, que dentre os inúmeros filmes de guerra já vistos por mim, este pouco acrescenta ao gênero, pois, parece nos enviar constantemente aos diversos filmes que a meu ver lhe serviram de inspiração. Ele não mostra nada realmente novo sobre a guerra e nos deixa um sentimento de que já vimos tudo aquilo antes. A meu ver, o ponto alto deste filme, foi que estamos sempre acostumados a assistir que os americanos são sempre os bonzinhos, os guardiões do humanismo e da humanidade, e neste filme manteve afastado essa constante nos filmes deles, pois a barbárie deixou de ser característica exclusiva dos nazistas. Tal película mostra, ainda que instigue o espectador na identificação com o quinteto protagonista, o filme desglamouriza a coragem e o heroísmo dos personagens, mostrando também as brutalidades cometidas pelos"mocinhos"- especialmente pelo militar encarnado pelo astro  Brad Pitt. Finalizando minha opinião sobre este filme, "Corações de Ferro" é um filme sobre a Segunda Guerra Mundial, razoável, nada mais e nada menos, bastante violento e com uma história suficientemente incomum para realmente atrair e prender a atenção.  Ele mescla bons e maus momentos, por isso é insuficiente para se tornar um filme de guerra notável, nem mesmo bom, porque filme de guerra não é apenas ação.  Quem quiser conferir, logo o esquecerá e ponto.

terça-feira, 16 de junho de 2015

WILDLIKE


                                                                                                                         

  

                                                                      WILDLIKE


                                                                               (WILDLIKE)
 
                                          Filme  produzido em 2014, com roteiro e direção de Frank Hall Green, trata-se de um drama, com história da Mackenzie (Ella Purnell), uma jovem de 14 anos que chega, "despachada" de Seattle pela mãe, para ficar um tempo na casa do seu tio (Brian Geraghty). Bem, o tio começa a molestar sexualmente a menina. A menina após um tempo, resolve fugir dos abusos sexuais do seu tio, e na fuga, meio sem noção e sem dinheiro, ela  conhece um viajante solitário Rene Bartlett (Bruce Greenwood), um mochileiro mais velho que está em uma jornada espiritual. Sem formar um casal, ambos acabam  compartilhando a trilha que Rene se propôs a fazer após a morte da esposa. Mackenzie acaba aprendendo algumas regras básicas da arte de mochilar, como se proteger de um urso. Apesar de a história não ter nada de fantástica, e às vezes é até chata, vale a pena assistir por toda a natureza maravilhosa que é mostrada, e também existem cenas emocionantes sobre toda a metáfora sobre pipas e a vida usada pelo japonês que a dupla encontra no meio do caminho. Dos filmes vistos no fim de semana, esse foi o menos ruim, pois trata-se de um enredo interessante, interpretação convincente de Ella Purnell e de Bruce Greenwood, com belas paisagens do Estado do Alasca, a começar pela cidade de Juneau (capital do estado ), esta película certamente não mudará a sua vida, mas talvez te deixe com vontade de conhecer esse estado norte-americano, que mais parece um país. Sem maiores exigências, vale uma conferida sem muita expectativa, só o de entreter, tendo em vista que os dois anteriores vistos por mim, já comentados, Deus me livre o guarde.                   

MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA


                                                                                                                   

                                       MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA


                                                              (MAD MAX: FURY ROAD)
 
                               Filme produzido em 2015, com direção de George Miller, que conta a história de Max Rockatansky (Tom Hardy), perseguido pelo seu turbulento passado, ele acredita que a melhor forma de sobreviver é não depender de mais ninguém, além de si próprio. Ainda assim, acaba por se juntar a um grupo de rebeldes que atravessa a wasteland, numa máquina de guerra, conduzida por uma Imperatriz de elite, Furiosa (Charlize Theron). Este bando está em fuga de uma cidadela tiranizada por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), a quem algo insubstituível foi roubado. Desesperado com a sua perda, o Senhor da Guerra reúne o seu exército e inicia uma impiedosa perseguição aos rebeldes e a mais implacável guerra na estrada de sempre. É o quarto filme da franquia Mad Max, que começou em 1979 com Mad Max, protagonizado por Mel Gibson e seguido por Mad Max 2 (1981), Mad Max além da cúpula do trovão (1985). Conta com Tom Hardy como  "Mad" Max Rockatansky , fazendo de Estrada da Fúria, o primeiro que não tem Mel Gibson no papel principal. Como meu comentário, não gostei desta película, pois quem viu principalmente o 1º e o 2º da série, com atuação competente do grande astro Mel Gibson, e agora assiste a este , que decepção!  Tom Hardy, é um ator sem carisma, sem apelo, para mim um canastrão, pois não é fraco só interpretando, é ruim brigando também. Não é nada heróico, além da sua trama não chega a caracterizar um roteiro completo, para mim é uma sequência de perseguições no deserto. Imaginem um faroeste em que a diligência é perseguida pelos índios o tempo todo, este filme é exatamente isto. Uma pena também, a linda e brilhante atriz sul africana Charlize Theron atuar nesse filme, a meu ver medíocre, sem aproveitar o seu potencial interpretativo, porém, mesmo com cabelo raspado é um colírio aos nossos olhos. Finalizando meu comentário, acho que o problema é que a obsessão pela forma é tão grande que os novos espectadores da saga de Max Rockatansky ficam a ver navios, pois, ou se concentram e olham as peripécias das perseguições ou então boiam completamente na trama superficial do filme. Não recomendo amigos.