segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
JOHN DOE: VIGILANTE
JOHN DOE:VIGILANTE
Filme australiano de gênero policial e suspense,produção de 2014 e direção do australiano Kelly Dolen, tem o enredo de um homem comum que passa a combater a violência, pois decide fazer justiça com as próprias mãos. Frustrado com o sistema falho da justiça, pois continua permitindo que criminosos violentos permaneçam livres, John Doe começa a exigir justiça do único jeito que ele sabe- matando cada criminoso, um por um. Logo ele se torna sensação na mídia e inspira um grupo de vigilantes imitadores. Começo meu comentário dizendo que embora não seja um tema original, ele foi dirigido de forma interessante, pois trata-se de tema atual e extremamente relevante. Seu enredo, não sendo original, pois já vimos algumas histórias parecidas anteriormente e o melhor exemplo de algo deste tipo é o filme V de Vingança. Porém, mesmo seguindo uma receita de bolo, John Doe: Vigilante consegue nos prender muito bem, não seguindo uma narrativa linear, mas sim algo que vai do passado ao presente e muitas vezes mesclando os tempos. Basicamente dois atores carregam o filme de forma competente, o britânico Jamie Bamber no papel principal, cria o personagem mais carismático do filme, com dilemas morais e racionais, não só para os outros do filme, mas também para nós que estamos assistindo. Destaco também o ator Lachy Hulme no papel do jornalista Ken Rutherford, competente. Ainda merecem destaque os atores Sam Parsonson como Murray Wills e Gary Abrahams como Sam Foley. Amigos cinéfilos, fora alguns deslizes de produção, umas cenas um tanto exageradas,esse filme vale a pena ser visto, pela discussão que seu tema provoca, ficando a dúvida no ar, vilão ou herói, mas é exatamente nesse ponto que o filme se apoia com tudo. Assistam, reflitam e tirem as suas próprias conclusões sobre o que é certo ou errado.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
SEM PERDÃO
SEM PERDÃO
(DEAD MAN DOWN)
Filme americano de gênero suspense e ação com produção de 2012, e direção do dinamarquês Niels Arden Oplev, tem a história de Victor (Colin Farrell) que trabalha como o braço direito de um grande criminoso em Nova York. Um dia, ele encontra Beatrice (Noomi Rapace), vítima de um crime, que considera Victor, o homem perfeito para ajudá-la em sua vingança. Para convencê-lo a cooperar, ela o chantageia com provas de um assassinato que Victor cometeu. Começo meu comentário, dizendo que o diretor escolheu o elenco certo, é o segundo trabalho dele com a atriz sueca Noomi Rapace, o anterior foi "Os Homens que não amavam as mulheres" de 2009, e também trouxe o ator irlandês Colin Farrell que na verdade, quando é bem dirigido, consegue entregar belas performances, como foi em Tigerland- A Caminho da Guerra de 2000 e Por um Fio de 2002. Esse casal é a alma do filme, mas ainda há a presença dos sempre competentes Terrence Howard, Dominic Cooper e uma ponta de F. Murray Abraham. O enredo é relativamente simples e não faz mistério do que está acontecendo (já nos primeiros minutos, o espectador é colocado a par da maior parte dos fatos), de modo que o que importa, é o desenrolar deles, e nisso o diretor Niels é brilhante. O diretor desenvolveu um drama interessante, centrado nos personagens, repleto de bons diálogos e sacadas de roteiro, que se passa em apenas alguns poucos dias. E ao mesmo tempo, cria um violento filme de vingança, que oferece alguns questionamentos ao espectador sobre a validade de tudo aquilo, mas o deixa tirar suas próprias conclusões. Comento também, que a atriz Noomi Rapace ainda não alcançou o patamar que pode atingir como atriz dramática, mas ela está caminhando a passos largos para isso. Ela é espontânea e nem um pouco deslumbrada com o glamour de Hollywood, ela faz um par perfeito com o bad boy irlandês Farrell nesta película. Amigos cinéfilos, fica aí, portanto, uma boa dica para um filme que passou relativamente despercebido, mas que provavelmente agradará aos fãs do gênero, assim como me agradou. Até o próximo comentário.
AMOR E TURBULÊNCIA
AMOR E TURBULÊNCIA
(AMOUR & TURBULENCES)
Filme francês de gênero romance e comédia, produzido em 2013, com direção de Alexandre Castagnetti, tem a história de Antoine (Nicolas Bedos), um advogado que mora em Nova York. No caminho de volta para a sua casa, vindo da França, onde foi realizar uma entrevista de emprego, Antoine senta-se bem ao lado de Julie (Ludivine Sagnier), sua ex-namorada. Com um voo de sete horas de duração, os dois acabam falando um com o outro. Há três anos, os dois tiveram um caso que quase terminou em casamento, o que não aconteceu por causa das traições de Antoine, mulherengo ao extremo. Durante a viagem, os dois discutem a antiga relação e relembram os principais momentos do relacionamento. Nas poltronas ao lado, outros passageiros escutam a conversa dos dois e torcem para eles reatarem o namoro. Clichê dos mais cafonas e antigos. Como meu comentário, o filme no geral é muito fraco, tanto como comédia quanto romance. O ator principal Nicolas Bedos lembra aqueles galãs bregas dos filmes dos "Trapalhões". Tem cara de bobo e nenhuma graça. Não dá para entender como Ludivine Sagnier, dos ótimos "Dublê do Diabo" e "Swimming Pool", este último de François Ozon, embarcou nessa canoa furada. Se há algo para elogiar no filme é a trilha sonora, incluindo "The More I See You", com Chris Montez, e "What a diff'rence a day makes", com Dinah Washington.Esse eu não paguei no cinema, graças a Deus, foi 0800 na Internet, mas mesmo assim meus amigos, não recomendo, tem filmes de comédias românticas bem superiores a esse. Até a próxima.
O CHEIRO DA GENTE
O CHEIRO DA GENTE
(THE SMELL OF US)
Filme francês de gênero drama erótico, lançado por aqui em dezembro de 2015, dirigido pelo polêmico diretor americano Larry Clark, que tem em seu currículo, filmes como Kids de 1995, indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1995, Bully de 2001, Ken Park de 2002, Impaled de 2006, e Marfa Girl de 2012, dentre outros. Sua história se passa em Paris, em que um grupo de jovens se reúnem diariamente para andar de skate, fumar maconha e se divertir em meio aos pontos turísticos, sem se importar com os milhares de visitantes que a cidade recebe diariamente. Entediados, ricos, mimados e sempre conectados, vivem uma rotina desregrada e sem objetivos. Mas, aos poucos, a realidade cairá sobre eles e despedaçará a vivência poética. Começo meu comentário, dizendo que estou com muita raiva de ter gasto o meu dinheiro e tempo para assistir , a meu ver, esta porcaria de película no cinema. Achei um filme disforme, repetitivo, me pareceu um barco perdido, sem comandante a bordo, Larry Clark se desnuda de maneira desnecessária, mais irritante do que corajosa, e que soa falsa, como o próprio filme, na maior parte do tempo. Película sem energia, sem alegria, pois a primeira vista, parece apenas uma desculpa para exibição de adolescentes nus e/ou em atividade sexual, e nem essas cenas são merecedoras de algum crédito, que cheguei a conclusão de que uma leitura mais densa , deve confirmar que, na verdade, seus filmes não vão além disso mesmo. Estou impressionado que a Revista Francesa especializada em críticas cinematográficas "Cahiers du Cinéma",elegeu esse "filme" como o quarto melhor filme de 2015, não sei como, e nem em que, eles se basearam para dar essa colocação à essa porcaria. Esse filme foi exibido no Festival de Veneza do ano passado(2014), e foi um dos destaques dos 45 filmes do INDIE, Festival dedicado ao Cinema Independente Mundial, que teve sua apresentação aqui no Brasil começando em 16/09/15 no CineSesc em São Paulo. Amigos esse eu recomendo passar à quilômetros de distância da sua tela. Não perca seu dinheiro nem muito menos o seu precioso tempo. Muito ruim!!!!!!
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
007 CONTRA SPECTRE
007 CONTRA SPECTRE
(SPECTRE)
Filme britânico de ação e espionagem de produção de 2015, com direção de Sam Mendes, é o vigésimo quarto da franquia cinematográfica de James Bond, o agente secreto 007, e o quarto interpretado pelo ator inglês Daniel Craig. O filme marca o retorno do Sindicato do Crime SPECTRE, presente nos primeiros filmes da série com Sean Connery e George Lazenby. Sua história começa com James Bond(Daniel Craig) indo à cidade do México, com a tarefa de eliminar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), sem que seu chefe M (Ralph Fiennes), tenha conhecimento. Isto faz com que Bond seja suspenso temporariamente de suas atividades e que Q (Ben Whishaw), instale em seu sangue, um localizador, que permite que o governo britânico saiba sempre em que parte do planeta ele esteja. Apesar disso, Bond conta com a ajuda de seus colegas na Organização, para que possa prosseguir em sua investigação pessoal, sobre a misteriosa organização chamada Spectre. Começo meu comentário, dizendo que achei esse, menos refinado que o seu anterior Skyfall, e que Daniel Craig soa um pouco desgastado no papel do agente, além da exceção da empolgante sequência inicial, o restante, a meu ver não há qualquer momento de ação verdadeiramente inesquecível. Não achei o filme ruim, porém, faltou dar um melhor texto para os protagonistas, ação ele tem, orçamento generoso também, belas locações exóticas, só que o conjunto não vingou, o que se esperava. Nesse Spectre, achei claro a perda de energia ao longo dos minutos, produção bem aquém do alto nível cinematográfico de 007-Operação Skyfall, que mais parece um filme de ação genérico, além de revelar o mal-estar coletivo do diretor e do elenco. Vale ressaltar a curta participação da bela e competente atriz italiana Monica Bellucci no papel de Lucia Sciarra, infelizmente não aproveitada como deveria. Finalizo, que essa produção básica, não viveu à altura dos melhores filmes da série, mostrou somente o "arroz com feijão" esperado pelos amantes da série, porém sem criar nenhum grande momento verdadeiramente, sem falar que a canção-tema "Writing's on the Wall", de Sam Smith, a meu ver é bem pouco expressiva, também ela não fazendo jus aos filmes dessa série. Amigos cinéfilos, eu gosto desse tipo de filme, porém esse especificamente, não recomendo, pois achei muito inferior aos anteriores em que ele (Daniel Craig) atuou. Até a próxima.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
ALEMÃO
ALEMÃO
Filme nacional de gênero policial e ação com produção do ano de 2013, dirigido por José Eduardo Belmonte, escrito por Gabriel Martins , foi lançado no circuito de cinema em março de 2014, tem como história passada em novembro de 2010, cinco policiais trabalham infiltrados no Complexo do Alemão, uma área que reúne diversas favelas e é considerada um dos locais mais perigosos do Rio de Janeiro. Desmascarados pelos traficantes, eles agora estão presos e aguardam que sejam executados ou resgatados pelas forças policiais, o que significaria na divulgação de uma missão clandestina realizada pela polícia militar. Começo o meu comentário dizendo que o cinema nacional vem crescendo em qualidade, exemplo disso é este filme, e sem dúvida nenhuma um dos grandes méritos dele está no elenco, porém o filme tem outros destaques, como roteiro, fotografia, direção e a trilha sonora. Da leva de produções "favela-movie", Alemão traz à tona um novo olhar sobre o tema. Mais do que um longa-metragem policial, ele fala de esperança, superação e por que não? - de amor. Esse filme é distante de ação vertiginosa, não tem loucas perseguições nas vielas das favelas, tiros ao extremo e também não tem música funk, pois ele está mais para o thriller, para a angústia do confinamento, ele prioriza a psicologia e de modo complementar, o desenvolvimento da personalidade de cada personagem. Contando com um elenco experiente e competente, em que se destaca também Antonio Fagundes como o Delegado Valadares. Como ponto negativo do filme, só achei infeliz ter chamado o ator a meu ver sem talento, Cauã Reymond para o papel do vilão Playboy, este personagem merecia ser um outro ator com competência igual à dos outros atores do filme. Finalizo meu comentário, excluindo, este ponto negativo descrito acima, mas mesmo assim, vale uma conferida na película. A história apresentada no filme acontece poucos dias antes da invasão do Complexo do Alemão pela polícia militar, ocorrida em 26 de novembro de 2010, e também foi o primeiro filme de ficção rodado dentro do Complexo do Alemão. Eu recomendo amigos cinéfilos.
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