quinta-feira, 8 de outubro de 2015
NOS PALCOS DA VIDA
NOS PALCOS DA VIDA
(BIGGER THAN THE SKY)
Filme americano mesclando romance, comédia e drama do ano de 2005, com direção de Al Corley, trata da história de Peter (Marcus Thomas) ao ser dispensado pela namorada, percebe o quanto é solitário e infeliz. Para superar esse sofrimento, ele faz algo inesperado: faz um teste para uma peça do teatro comunitário da cidade. Apesar de nunca ter tido nenhum contato anterior com a atuação, ele acaba conseguindo o papel principal, mesmo sem ter certeza se vai ser capaz de fazê-lo. Mas essa experiência vai mudar sua vida para sempre. Começo o meu comentário, dizendo que gostei desse filme, pois achei muito interessante a forma como a história foi desenvolvida pelos atores e também apreciei o rumo tomado pelo diretor, na trama, simples, porém bem estruturada, o personagem insatisfeito com o rumo da sua vida pessoal e profissional, toma uma atitude inusitada, que é se inscrever para uma audição numa peça de teatro interpretando o Cyrano de Bergerac. Ele, por inexperiência, foi visto por todos como um péssimo ator, porém, a Diretora da peça, viu um potencial nele e acreditou na sua capacidade de superação. Só que ele não conseguia acreditar e a trama se desenvolve no conflito de um homem comum que precisa fazer escolhas e aprender a arriscar, a seguir seus sonhos. De uma forma linda e sensível, o filme vai nos guiando na trajetória desse homem, que buscava se encontrar e expressar sua entrega, seu amor à vida, assim como o personagem Cyrano, requeria de qualquer ator que fosse interpretá-lo. Somos levados a rever nossos valores, escolhas e a reconhecer o quanto medo temos, ao seguir nossos sonhos e o quanto muitas vezes, podemos paralisar frente à grandes oportunidades transformadoras da vida. Ressalto algumas atuações convincentes, dentre eles, John Corbett (Michael Degan), Clare Higgins (Edwina Winters) e Allan Corduner (Kippy Newberg). Amigos cinéfilos, essa película eu recomendo para os apreciadores de um filme que mostra que devemos procurar e lutar pelos nossos ideais. Vale uma conferida. Fica aí mais uma dica e bom entretenimento.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
UM SENHOR ESTAGIÁRIO
UM SENHOR ESTAGIÁRIO
(THE INTERN)
Filme de gênero comédia, lançado em 2015, com roteiro e direção da ótima cineasta americana Nancy Meyers (Filmes como Simplesmente Complicado-2009, O Amor não tira Férias-2006, Alguém tem que ceder-2003 e Do que as mulheres gostam-2000), tem a sua história de Jules Ostin (Anne Hathaway), uma criadora de um bem-sucedido site de vendas de roupas que, apesar de ter apenas 18 meses, já tem mais de duas centenas de funcionários. Ela leva uma vida bastante atarefada, devido às exigências do cargo e ao fato de gostar de manter contato com o público. Quando sua empresa inicia um projeto de contratar idosos como estagiários, em uma tentativa de colocá-los de volta à ativa, cabe a ela trabalhar com o viúvo Ben Whittaker (Robert De Niro). Aos 70 anos, Ben leva uma vida monótona e vê o estágio como uma oportunidade de se reinventar. Por mais que enfrente o inevitável choque de gerações, logo ele conquista os colegas de trabalho e se aproxima cada vez mais de Jules, que passa a vê-lo como um amigo. Começo o meu comentário, dizendo que esse filme mostra o oposto do filme anteriormente comentado por mim, de que atores de nome, quando a história é boa e tem uma boa direção e roteiro, as interpretações aparecem e fazem a diferença. É o caso dessa comédia, gostosa, leve, despretensiosa, porém cativante, pois Nancy Meyers apresenta uma amistosa interação entre pessoas de gerações diferentes e seus respectivos costumes, proporcionando ao espectador a oportunidade de rir. Robert De Niro parece muito à vontade como Ben, o mesmo vale para Anne Hathaway, que depois de contracenar com a gigante Meryl Streep em "O Diabo veste Prada", demonstra muita maturidade e a medida certa de química no bate-bola com um veterano do porte de Robert De Niro. Gostei desse filme também pois quando ele fica mais sério, produz alguns momentos tocantes entre os dois protagonistas, conforme Ben ajuda Jules a encontrar o equilíbrio em sua vida, enquanto a aconselha a não sacrificar seu papel como empresária, por seu papel como esposa e mãe. Amigos, assisti, gostei e recomendo a quem gosta deste estilo de entretenimento, podem ir ao cinema, pois o meu dinheiro foi bem empregado nele.
LOVE
LOVE
(LOVE)
Filme de gênero erótico e drama, lançado em setembro de 2015, com direção do polêmico cineasta francês Gaspar Noé (7 dias em Havana e Irreversível), nenhum outro filme do Festival de Cannes de 2015, teve filas tão grandes quanto este, porém ele não concorreu no Festival. Em parte, pela fama transgressora do diretor, graças especialmente a Irreversível, mas também porque Gaspar Noé, prometera mostrar (muito ) sexo explícito nesse novo trabalho. Promessa cumprida. Sua história fala sobre Murphy (Karl Glusman) que está frustrado com a vida que leva, ao lado da mulher (Klara Kristin) e do filho. Um dia, ele recebe um telefonema da mãe de sua ex-namorada, Electra (Aomi Muyock), perguntando se ele sabe onde ela está, já que está desaparecida há meses. Mesmo sem a encontrar há anos, a ligação desencadeia uma forte onda saudosista em Murphy, que começa a relembrar fatos marcantes do relacionamento que tiveram. Começo o meu comentário, dizendo que fui ao cinema assisti-lo, pela propaganda na época do Festival de Cannes, e esse tem a insistência em retratar a angústia e a sua filosofia superficial e estudantil, somadas ao clima opressivo, tornam esta experiência mais claustrofóbica do que interessante ou excitante. As sequências de sexo são longas, na medida para escancarar o constrangimento que o tema costuma provocar, porém a história em si, em compensação é pobre demais, seus diálogos são sofríveis, para dar a "Love" o status de "cult". Gaspar Noé, realizador de outro filme de escândalo sex-exploitation (mesmo que não explícito como esse, "Irreversível", o diretor nunca tem muito a dizer, mas gasta muito tempo(mais de duas horas neste "Love") para não dizer nada, a meu ver. Sobre esse filme amigos cinéfilos, uma coisa boa nele, é que foi integralmente filmado na sempre linda e charmosa Paris, França, nem as cenas de sexo explícito foram bastante eróticas, filmes anteriores desse gênero, tiveram cenas não tão longas, porém muito mais envolventes e excitantes, como por exemplo cenas do Filme 9 Canções de 2004 com a atriz Margo Stilley e Hotel Desire de 2011 com a atriz Saralisa Volm, ambos muito melhores. Finalizo, dizendo para não gastarem seu dinheiro indo assistir, pois não valeu a pena. Foi confirmado nessa película , o antigo slogan que diz que "a propaganda é a alma do negócio".
SEIS ANOS
SEIS ANOS
(6 YEARS)
Filme do gênero de drama com produção de 2015, escrito e dirigido pela americana Hannah Fidell, conta a história de um jovem casal, Dan (Ben Rosenfield) e Mel (Taissa Farmiga), se conhecem desde a infância e estão namorando há 6 anos. A princípio, eles parecem ter um amor ideal, mas a notícia de uma oportunidade de emprego para Dan, pode abalar o romance e mudar o rumo das coisas, dependendo da escolha que ele fizer. Talvez o futuro que eles tinham imaginados juntos, não se torne mais uma realidade.Começo meu comentário, relatando que apesar, a meu ver, de ser um filme simples, ele é delicado e extremamente realista, retratando bem um relacionamento, às vezes lindo, intenso, envolvente,às vezes angustiante, e também às vezes dá certo, outras não. Acredito que qualquer pessoa pode se identificar com essa coisa de tentar fazer o seu primeiro amor durar, de trazer esse relacionamento da adolescência para a vida adulta, aí vem a questão do desgaste, da intensidade juvenil, e do rumo que as coisas vão tomando. É um filme que retrata bem a realidade de muitos relacionamentos hoje em dia, a dependência e até mesmo costume de ter aquela pessoa ao lado, mesmo que as coisas já não estejam mais indo bem. Gostei também, pois ele foge bastante dos clichês românticos e dramas atuais. Achei a atuação da atriz Taissa Farmiga bem bacana e convincente, e a fotografia do filme é muito linda. Finalizo meu comentário, dizendo que essa película é perfeita para demonstrar que não adianta persistir em algo que te sufoca. Vai além de uma interpretação tão crua como relacionamento. Você se acostuma tanto com alguma coisa, que não consegue se imaginar sem e não consegue desapegar. Você cria um hábito tão forte com algo, que apesar de se empolgar com novidades, não consegue seguir sem aquilo que depositou tanta energia. Amigos, quem quer ver um filme realmente maduro, mostrando a realidade sem flores, um bom drama, eu o recomendo. Só a título de curiosidade esse longa concorreu ao Grande Prêmio do Júri do Festival SXSW 2015, dedicado ao cinema independente.
FOGO CONTRA FOGO
FOGO CONTRA FOGO
(FIRE WITH FIRE)
Filme de ação do ano de 2012, com direção de David Barett conta a história de Jeremy Coleman (Josh Duhamel) um bombeiro solitário, que considera seus colegas como sua verdadeira família. Um dia, ao entrar numa loja, ele presencia o assassinato do dono do local e de seu filho. Como única testemunha, ele é convencido pelo detetive Mike Cella (Bruce Willis) a depor contra o autor dos disparos, o sociopata Neil Hagan (Vincent D'Onofrio). Cella tem motivos pessoais para capturar Hagan, já que no passado matou seu parceiro e a esposa dele. À espera do julgamento, Jeremy entra no programa de proteção à testemunha e, com isso, se muda para Nova Orleans. Só que Hagan está em seu encalço, para evitar que seja condenado e preso. Como comentário, começo dizendo que este filme nada tem de novo ou surpreendente, é uma típica película de que ter grandes nomes no seu elenco, não é sinal de boas atuações. Os diversos furos do roteiro, também não ajudam, como por exemplo, personagens fazendo ligações para celulares jogados fora há poucas cenas atrás. A meu ver, não há nada de especial na trama ou nas atuações que traga qualquer empolgação, em suma, achei uma combinação de erros que começou no roteiro e teve seu ápice na desastrosa performance de um elenco recheado de atores conhecidos. Infelizmente, amigos amantes de um bom entretenimento, apesar de gostar desse tipo de filme de ação, eu não o recomendo.
A SELEÇÃO
A SELEÇÃO
(ADMISSION)
Filme de gênero comédia com direção de Paul Weitz de 2013, conta a história de Portia Nathan(Tina Fey) que trabalha no escritório de candidaturas da prestigiosa Universidade de Princeton, onde está prestes a conseguir uma grande promoção. Um dia, o velho amigo John Pressman(Paul Rudd) convida-a a visitar a escola colegial onde trabalha, no intuito de conhecer Jeremiah(Nat Woldd), um candidato em potencial à Universidade. Chegando no local, John revela sua real intenção com o convite: ele suspeita que o garoto seja o filho que Portia entregou à adoção. Intrigada com essa possibilidade, ela põe sua carreira em perigo para se aproximar de Jeremiah e reatar com o seu passado. Meu comentário sobre este filme, é que eu gostei pois trata de assuntos relevantes e importantes, prendeu a minha atenção o tempo todo, apresentou boas atuações e um enredo que dá a Paul Rudd e Tina Fey condições de mostrarem além da comédia, suas atuações em cenas dramáticas, a meu ver, o senão foi um final com gosto duvidoso, mas nada que desanime de assistir, ele não me decepcionou, e apesar de alguns deslizes eu recomendo cinéfilos, para quem quer ver uma película despretensiosa e leve.
A SAGA VIKING
A SAGA VIKING
(NORTHMEN: A VIKING SAGA)
Filme de ação e aventura do ano de 2014, com direção do suiço Claudio Fäh, conta a história passada no século IX de um grupo de guerreiros vikings que foram expulsos da sua tribo por ter recusado submeter-se à tirania do Rei Harald Schönhaar, rei de todos os nórdicos. Sob o comando do destemido Asbjöran (Tom Hopper), seguem viagem num navio junto à costa escocesa, com a intenção de saquear os ricos mosteiros de Lindisfarne e, dessa forma, comprar a sua liberdade. Mas uma terrível tempestade arrasta-os para uma região hostil. Com a ajuda de Conall (Ryan Kwanten), um enigmático monge, estes homens tentam cruzar o território inimigo e alcançar a segurança de uma fortaleza viking. Começo o meu comentário, dizendo que o filme é viking, mas o melhor guerreiro é um monge, que surge do nada, como um mago, e a justificativa para ele estar na floresta é surreal!! Sem contar que ele é ninja. Mentiras escabrosas, como exemplos temos uma luta na lama do mocinho contra o vilão. O cara mau e é muito forte, tão forte que após ter uma faca enfiada no pescoço, eis que surge do nada, após morrer, como se fosse um filme de terror, e finalmente leva uma machadada no peito e morre na lama.Outro exemplo é um super-homem viking, pois sobrevive a uma queda de um penhasco; e descobrimos isso no final, quando do nada ele aparece para lutar!!!!!!! Finalizo dizendo amigos cinéfilos, se você está muito deprimido/a e não tem nada para fazer, e quer realmente assistir um filme cheio de cascata, valendo somente pelos seus cenários e não esquentar a sua cabeça, porque história também está muito longe de ser boa, então, após todas essas considerações se tiver coragem, assista e tire as suas conclusões.
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