segunda-feira, 1 de junho de 2015

ÊXODO: DEUSES E REIS


                                                                                                                          

                                                               ÊXODO: DEUSES E REIS


                                                             (EXODUS: GODS AND KINGS)
 
                                                 Exodus é uma adaptação da história bíblica do Êxodo, segundo livro do Antigo Testamento. O filme narra a vida do profeta Moisés (Christian Bale), nascido entre os hebreus na época em que o faraó ordenava que todos os homens hebreus fossem afogados. Moisés é resgatado pela irmã do faraó e criado na família real. quando se torna adulto, Moisés recebe ordens de Deus para ir ao Egito, na intenção de liberar os hebreus da opressão. No caminho, ele deve enfrentar a travessia do deserto e passar pelo Mar Vermelho. Filme dirigido por Ridley Scott, o mesmo do filme Gladiador, produzido em 2014, com a participação de atores renomados como Sigourney Weaver, Ben Kingsley, John Turturro, dentre outros. Começando o meu comentário, menciono o excelente ator britânico Christian Bale, ganhador de inúmeros prêmios ao longo de sua carreira, mais uma vez dito aproveitado equivocadamente nessa superprodução a meu ver simplesmente razoável, pois Êxodo, tem um roteiro que não consegue abordar com eficácia os embates da dupla formada por Christian Bale e Joel Edgerton (Ramsés). A abordagem de Moisés está mais para um guerrilheiro "à la Che Guevara", do que para uma conhecida figura mística. Christian Bale cria um personagem em constante dúvida sobre Deus e seu papel no desfecho. Em sua defesa, relato que o ator faz o que pode a partir do script apático e lamentável. Como resultado, digo que é um filme mal resolvido e indeciso entre os aspectos épico, bélico, bíblico, político e aventuresco que a narrativa possibilitava. Sem saber para onde correr, Êxodo: Deuses e Reis não emociona os cristãos nem empolga o público comum, algo que fica claro na anticlimática cena da travessia do mar vermelho. Finalizando, não chega a ser um filme ruim, tampouco ser ótimo, analisado como um todo, não empolga, nem decepciona, não entedia, nem emociona. É apenas mais um filme a ser visto, para quem gosta desse tipo de película, com a prerrogativa de apenas entreter, sem ficar na memória por muito tempo. Acredito, falando friamente, que talvez o desafio fosse grande demais para uma história tão repetida no cinema, seria um desafio maior que a competência indiscutível de Ridley Scott e Christian Bale, porém, apenas valeu a tentativa.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

SALVANDO O CASAMENTO


                                                                                                                         

                                        SALVANDO O CASAMENTO


                                                                  (MY MAN IS A LOSER)
 
                                  Também este filme trata-se de uma comédia dramática produzida em 2014, com direção e roteiro de Mike Young, que assisti esse final de semana, e sua história trata de Paul (Bryan Callen) e Marty (Michael Rapaport) que são dois bons amigos e sócios no trabalho, e ambos casados, mas os seus relacionamentos com suas respectivas esposas já perderam a paixão e caíram no tédio. Eles pedem ajuda a Mike (John Stamos), um grande amigo solteiro, que sai com várias garotas ao mesmo tempo, mas nunca namora nenhuma delas. Logo, Paul e Marty aprendem a ser mais sedutores, porém talvez, esse novo comportamento seja ainda pior do que o anterior. Meu comentário sobre este filme, é que não gostei, película medíocre, história inverossímil, simplesmente descartável. Este filme marca a estréia do comediante Mike Young na direção de longas-metragens, mas fica o meu comentário a partir deste filme inicial, que  acho que ele deveria continuar somente nas comédias e não se aventurar por esse caminho, pois começou muito mal. Um pena também ter visto a atriz Sean Young, outrora linda e com corpo escultural,par de Harrison Ford em  Blade Runner (1982)de Ridley Scott, agora envelhecida e "bastante gordinha", apenas em uma rápida ponta completamente descartável. A idade chega para todos nós, inclusive os famosos e famosas de Hollywood. Não recomendo essa película a ninguém, guardem seu precioso tempo em uma diversão que valha a pena gastar. Tenham uma ótima semana meus amigos e amigas.
 

VIRANDO A PÁGINA


                                                                                                                   

 

                                                       VIRANDO A PÁGINA


                                                                      (THE REWRITE)
                                                Este final de semana estava "light" e decidi  assistir filmes tranquilos, leves, sem violência, só de amor, sendo assim, primeiramente fui ver esse Virando a Página,que trata-se de uma comédia dramática de produção de 2014, com direção e roteiro de Marc Lawrence, e estrelado pelo ator Hugh Grant no papel de Keith Michaels, um ex-roteirista de cinema de sucesso, vencedor do Oscar, mas décadas mais tarde, sua fama desapareceu e ele enfrenta graves problemas financeiros. Por isso, este homem amargo e machista aceita dar aulas de roteiro em uma Universidade, embora despreze a profissão de professor, e durante o curso, ele deve lidar com a sua fama, com a falta de prática no ensino e com a atração pela mãe solteira Holly Carpenter (Marisa Tomei), que decide assistir as suas aulas. Filme a meu ver, mediano, servindo apenas como um passatempo naquelas tardes chuvosas de domingo, sem nada para fazer, história já bem batida, cheia de clichês, tipo love story, água com açúcar, eu acredito que agradará somente ao público feminino fã do astro, e aqueles cinéfilos não muito exigentes quanto a elaboração de uma história bem estruturada e com uma direção competente. Eu não fui pego de surpresa, já que eu tinha escolhido assistir película desse tipo de conteúdo.Somente a título de curiosidade, este cineasta Marc Lawrence tem em sua carreira apenas quatro filmes sob a sua direção, e curiosamente todos com a interpretação de Hugh Grant; Amor à Segunda Vista(2002), Letra e Música (2007), Cadê os Morgan? (2009) e Virando a página (2014). Filme leve, comercial, sem maiores pretensões do que entreter, quem quiser, assista sem olhar crítico, apenas com a finalidade de divertimento por alguns minutos.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

NOITE SEM FIM


                                                                                                                              

                                                                   NOITE SEM FIM


                                                                      (RUN ALL NIGHT)
 
                                                           Filme americano lançado em 2015, de ação, dirigido pelo espanhol Jaume Collet-Serra e estrelado pelo já conhecido, por este tipo de película Liam Neeson. A história conta que Jimmy Conlon (Liam Neeson) é um atirador da máfia, que sempre foi leal a Shawn Maguire (Ed Harris), que conhece há décadas. Seu passado fez com que se afastasse do filho, Michael (Joel Kinnaman), que vive ao lado de esposa e filhas. Michael tentou ser lutador de boxe profissional, mas não teve sucesso no esporte e hoje trabalha como motorista de limousine. Um dia, ao realizar um trabalho, ele leva dois traficantes a casa de Danny Maguire (Boyd Holbrook), o filho de Shawn. Danny mata ambos e, após perceber que Michael viu uma das mortes, passa a persegui-lo. Jimmy consegue matá-lo antes, o que desperta a fúria de Shawn, que agora quer que Michael morra para que o seu antigo parceiro sinta o mesmo que ele. Em relação ao filme, tenho a comentar que o protagonista (Liam Neeson) repete a parceria com este mesmo diretor, com que fez Desconhecido(2011) e Sem Escalas (2014), e também neste, não gostei, pois foi mais um filme em que Liam Neeson é um ex alguma coisa (policial, detetive, assassino de aluguel) amargurado pelo passado. A maior parte do tempo, o espectador acompanha já tão repetidas sequências de perseguições de carro, fugas dentro do metrô, batidos e desgastados conflitos entre pais e filhos, além de interpretar um protagonista difícil de acreditar, mostra um Liam Neeson batendo e atirando em pessoas, enquanto mantém um olhar bastante estranho, como se estivesse de ressaca. Finalizando, digo que é uma pena que um excelente intérprete, possuidor de um enorme talento, cada vez mais, tem enveredado pelo gênero de ação e suspense, quero deixar bem claro que não tenho nada contra este tipo de filme, apenas contra histórias fracas, sem enredo, enfim sem um bom desenvolvimento e que  após o sucesso do filme Busca Implacável, só tem realizado películas assim, deixando de lado seu potencial dramático. Este filme é mais uma prova que o que falei  anteriormente, fica bastante explícito. Amigos cinéfilos não recomendo este entretenimento, poupem seu tempo e dinheiro para um filme melhor e que valha a pena. Até o próximo comentário.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

GAROTA EXEMPLAR


                                                                                                                         

                                                    GAROTA EXEMPLAR


                                                                    (GONE GIRL)
 
                                                     Filme lançado em 2014, baseado no livro "Garota Exemplar"de Gillian Flynn,  que também assina o roteiro desta película, trata-se de um drama com direção de David Fincher. Sua história conta que, Amy Dunne (Rosamund Pike) desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick (Ben Affleck) em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea Margo (Carrie Coon), Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy. Amigos tive a grata surpresa de assisti-lo, um dia após ter visto a porcaria do Insurgente, graças ao meu bom Deus, começo a relatar sobre esse filme que fui ver com ressalvas, pois não aprecio muito o gênero de suspense, mas mandou todos os meus conceitos por água a baixo. Filme com uma direção no domínio total do ambiente em que sua história se insere, com uma trama elaborada sob medida para suas ambições e defendida com garra e entrega por um elenco incrivelmente perfeito. Os diálogos são extremamente irônicos e inteligentes, somados as ótimas atuações de Ben Affleck e Rosamund Pike. Nem percebi que o espetáculo tem 149 minutos, pois este thriller psicológico é tenso, mas expansivo e representa uma combinação perfeita entre a direção e seu material de origem. A história trabalha com um mistério gradativo, a direção invade o íntimo dos personagens, do mais relevante ao passante, para jogar um olhar, acima de tudo, para a nova vida americana, enfeitada demais por fora e caótica por dentro, pois ninguém conhece verdadeiramente ninguém. O casamento, a relação humana, são apenas a ponta do iceberg nesse filme, em que faz um retrato cândido da nossa sociedade, governada pelas imagens- aquela que criamos para nós, aquela que criam de nós- e pelos jogos de poder- do qual sempre sai vitorioso quem tem mais dinheiro. Recomendo muito, todos assistirem a esse espetáculo, que mostra como se faz um bom filme e entretenimento e também apresenta boas interpretações.

SÉRIE DIVERGENTE: INSURGENTE


                                                                                                                  

                                                 INSURGENTE


                                                                (INSURGENT)
 
                                                           Filme lançado em 2015, é o segundo filme da Trilogia, dirigido por Robert Schwentke, que para meu desespero, porém quis conferir, pois algumas continuações, superam as precedentes, logicamente que aqui não ocorreu, mas primeiramente, deixa eu descrever a história:Tris (Shailene Woodley) e Quatro (Theo James) agora são fugitivos e procurados por Jeanine Matthews (Kate Winslet), lider da facção Erudição. Em busca de respostas e assombrados por prévias escolhas, o casal enfrentará inimagináveis desafios, enquanto tentam descobrir a verdade sobre o mundo em que vivem. Amigos cinéfilos, começo relatando que como a história se desenrolou, pulando de um grupo para o outro, tive uma certa dificuldade em acompanhar, os efeitos especiais achei muito ruins, seu roteiro achei sem sentido, seus personagens com atitudes ilógicas e com motivações incipientes, que transformam a frágil história escrita por Veronica Roth, em um filme perfeitamente dispensável. Em resumo, película fraca, trama vazia, história pouco inteligente e de mensagem infantil. Leva o espectador a uma ideia sobre a importância da diversidade, da pluralidade, da boa convivência. Porém, apresenta esta ideia de forma boba, fantasiosa, fora da nossa realidade. Pelo que infelizmente,  tive a coragem e a ousadia de ver essa continuação, no final da sessão, tive a plena certeza de que nem precisa ter, nem muito menos, assistir a 3ª e última película dessa fraca trilogia. As atuações são as mesmas, ou seja, continua sem química entre os intérpretes, desperdício da boa atriz Kate Winslet, etc.. Amigos, sem chance de recomendar essa porcaria para vocês, só fiz perder meu sagrado tempo, meu dinheiro, e principalmente a minha paciência. Como última informação, só digo que não perderei tudo isso acima dito, assistindo o término dessa trilogia (Convergente), sendo assim, não tecerei comentários sobre o último filme da série.

CLUBE DE COMPRAS DALLAS


                                                                                                                       

                                  CLUBE DE COMPRAS DALLAS


                                                     (DALLAS BUYERS CLUB)
 
                                     Filme lançado em 2014, é um drama dirigido pelo canadense Jean-Marc Vallée, inspirado em personagens reais, conta a história em 1986, do eletricista texano Ron Woodroof (Matthew McConaughey), que é diagnosticado com AIDS e logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica. Procurando tratamentos alternativos, ele passa a contrabandear drogas ilegais do México. Filme conquistou 3 Oscars nas categorias melhor ator Matthew McConaughey, melhor ator coadjuvante Jared Leto com o papel de Raymond "Rayon", e de melhor maquiagem. Gostei deste filme, pois trata de temas como preconceito, homofobia e os negócios nebulosos e multimilionários da indústria farmacêutica com coragem. Porém, a grande atração mesma, são as atuações irrepreensíveis da dupla Matthew McConaughey e Jared Leto, além de uma bela  narrativa pois apresenta uma determinação e o pragmatismo que move alguém com os seus dias contados. Foi também fascinante acompanhar a transição de contrabandista, a ativista vivido por um homem que, acostumado a pensar apenas em si mesmo, é movido pela proximidade da morte, a considerar também as necessidades dos outros, e isso Matthew McConaughey foi habilidoso ao suavizar seu personagem aos poucos, permitindo que acompanhássemos  cada etapa de seu amadurecimento como ser humano. Destaco também a atuação da atriz  Jennifer Garner como a Dra. Eve Saks. Recomendo essa película para quem gosta desse gênero de filme.