terça-feira, 31 de março de 2015

SANGUE E HONRA


                                                                                                            

                                                                              SANGUE E HONRA  

                                                               (IRONCLAD)



                                           Este filme lançado em 2011, de ação e aventura, dirigido e escrito por Jonathan English e Erick Kastel, trata da Primeira Guerra dos Barões que ocorreu entre os anos de 1215 a 1217, na Inglaterra. Os barões rebeldes forçaram o Rei John a aprovar a Magna Carta, um documento que controla os poderes da monarquia. Entretanto, o Rei não cumpre a sua palavra e resolve forçar seus súditos à submissão. Buscando fazer justiça, um grupo de Cavaleiros da Ordem dos Templários, decide começar uma batalha contra o Monarca e em defesa do Castelo de Rochester. Essa batalha levou a um dos momentos mais violentos e cruciais da Inglaterra no século XIII. Apesar de ser o tipo de filme que não tenho o costume de assistir, porém, em tempos ruins de qualidade cinematográfica, tomei coragem e vi, e para surpresa minha, testemunhei algo digno. Um ponto negativo do filme foi sua fotografia, pois em vários momentos, temos paisagens belíssimas, mas a tonalidade foi mal trabalhada, parecendo aquelas típicas fotografias de produções feitas diretamente em vídeo. Esse filme tem muita ação e é bastante violento, então gostaria de alertá-los que quem tem estômago sensível, não o veja, apresenta realmente cenas chocantes de luta da era medieval. Gostaria de salientar algumas boas atuações; a do Templário Thomas Marshall papel do ator James Purefoy, do Rei John, papel do ator Paul Giamatti, do Barão William d'Aubigny papel do ator Brian Cox. Acredito que este filme não tenha tido um grande orçamento, porém seu diretor soube contornar isso com maestria, por isso eu o recomendo aos amantes desse tipo de película. Bom divertimento!                                               


sábado, 28 de março de 2015

TE AMAREI PARA SEMPRE


                                                                                                                        

                                                              TE AMAREI PARA SEMPRE


                                                         (THE TIME TRAVELER'S WIFE)

                                                    
                                                             Filme lançado em 2009 com direção de Robert Schwentke, baseado em livro de Audrey Niffnegger,e como curiosidade tem a  produção executiva do ator Brad Pitt, conta a  história do bibliotecário Henry DeTamble (Eric Bana), um sujeito que desde cedo descobriu-se portador de um raro fenômeno: uma disfunção genética que o permite viajar no tempo- tanto passado como futuro- de forma involuntária e sem controle. Ele conheceu Clare Abshire (Rachel McAdams) quando tinha apenas 6 anos, em um campo perto da casa de seus pais. Logo se tornaram grandes amigos, avançando para confidentes e depois amantes. Apesar de não ser muito a minha praia esse tipo de filme, me agradou bastante, por ser contada a meu ver de maneira sutil e sem apelar para momentos melodramáticos rotineiros nessas películas, ou uma melosa trilha sonora para "adocicar" os momentos do casal. Assisti, pois a história de viagem no tempo, me prendeu a atenção, fiquei impressionado com a trama bem dirigida, a boa atuação do elenco, a ótima química entre os atores centrais (para mim foi o ponto forte desse drama), além da Rachel McAdams muito linda, enfim, vários fatores conseguiram manter-me atento até o final. Esse filme como romance, apresenta os elementos que costumam conquistar as platéias de casais, ou seja, uma sólida história de amor, daquelas que estendem pela vida toda e que, qualquer pessoa certamente gostaria de vivenciar. Quanto ao fato dele viajar no tempo, o filme não explicou satisfatoriamente, porém isso não comprometeu seu conjunto e ainda assim recomendo aos amantes desse tipo de história. Bom entretenimento amigos cinéfilos. Gostaria que ao assistirem os filmes que comento, por favor digam  seus comentários no meu Blog. Até o próximo.   

segunda-feira, 23 de março de 2015

O ABUTRE



                            
                                                                                    


                                                                                          O ABUTRE


                                                                                           (NIGHT CRAWLER)
                                                                     Este filme lançado em 2014, escrito e dirigido por Dan Gilroy, conta a história do jovem Louis Bloom (Jake Gyllenhaal), que apresentando dificuldades para conseguir um emprego formal, decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal independente de Los Angeles. A fórmula é correr atrás de crimes e acidentes chocantes, registrar tudo e vender a história para veículos jornalísticos interessados. Trata-se de um thriller, aqui muito bem conduzido por Dan Gilroy, em sua estréia no comando de um longa-metragem (até então, ele era mais conhecido como roteirista, responsável pelos textos de filmes como Tudo por dinheiro e O Legado Bourne). É um grande filme, gostei muito, por isso estou recomendando a vocês amigos, amantes de um bom filme. Ele retrata uma pessoa que passa por cima de tudo e de todos os valores, para conseguir seus objetivos profissionais. Por isso seu tema está bem em moda na atualidade. É um filme sobre como sociopatas passam por cima de todo mundo, e é o retrato de um ser solitário, perturbado e marginal. O diretor demonstra muita segurança em seus planos, criando tensão quando necessário e fazendo- absurdamente- você gostar do Louis, mesmo sabendo que muitas de suas ações são extremamente questionáveis. O filme é uma agressão ao espectador, possui uma frieza absurda para mostrar os fatos que levam o público à perplexidade instantânea. Tenso e angustiante como o mundo que retrata, "O Abutre" é um estudo de personagem notável- mas acima de tudo, é uma condenação eficaz de um tipo de jornalismo que, mesmo longe de representar novidade, persiste em apelar para o lado mais animalesco de seus consumidores. Destaco também as boas atuações de Rene Russo como Nina Romina, Riz Ahmed como Rick e Bill Paxton como Joe Loder. Como curiosidades, Jake Gyllenhaal empenhou-se tanto na cena em que fala com si mesmo no espelho, que o ator deu um soco no espelho, quebrando-o, e como cortou a sua mão, teve que ir a um hospital e levar pontos, retornando ao set logo após ser dispensado do hospital. Jake Gyllenhaal perdeu cerca de 10 quilos para seu papel. a idéia foi do próprio, já que ele visualizava Lou como um coiote com fome. A atuação de Jake Gyllenhaal merece destaque à parte. O ator está praticamente irreconhecível e distante da imagem de galã Hollywoodiano e consegue carregar o filme nas costas, fazendo com que o espectador perca o ar em cenas mais quentes que os próprios acidentes das telas. Recomendo este filme aos amigos que gostam de um bom drama, tenso, forte e os convido à uma reflexão sobre a sua mensagem. Bom divertimento.

5 DIAS DE GUERRA


                                                                                                               

                                                                     CINCO DIAS DE GUERRA

                                                                                         (5 DAYS OF WAR)
 
                                                       Baseado em fatos reais, este filme conta a história de um jornalista americano Thomas Anders((Rupert Friend), seu cinegrafista Sebastian Ganz (Richard Coyle) e uma garota da Geórgia chamada Tatia (Emmanuelle Chriqui),que acabam presos atrás das linhas inimigas, quando a Rússia invade o território, em agosto de 2008. Eles conseguem registrar terríveis crimes de guerra e vivem momentos importantes da história daquela região. Entre a verdade e a justiça, a guerra se alastra e transforma a tudo e a todos. Este filme com direção do finlandês Renny Harlin, trata-se a meu ver, mais de um drama de guerra na região de Ossétia do Sul na Geórgia, embora não seja muito a minha preferência, este me surpreendeu positivamente. A trama muito bem escrita por Mikko Alanne,  acompanha três pessoas que se veem  em um fogo cruzado entre os georgianos e os russos, no conflito de 2008, concentrado na capital separatista da Geórgia, a Ossétia do Sul. A profissão de repórter de guerra, aqui foi muito bem retratada, podemos ver a difícil realidade desses repórteres em seu dia a dia. Este filme mostrou a chacina que a Rússia fez em 5 dias contra um país que somente queria a democracia. Mostrou também como a mídia mundial naquela época estava desinteressada, apenas preferia cobrir os jogos olímpicos que ocorria  em Pequim. Sendo assim o grupo lutava para enviar as imagens das atrocidades, uma busca que podia lhes custar a vida. Quero deixar registrado as participações secundárias de atores de ponta, como Andy Garcia no papel do Presidente da Geórgia, Heather Graham como Miriam, Val Kilmer como Dutchman, contribuindo também para um brilho a mais na película. Para finalizar meu comentário sobre este brilhante filme, ele mostra a situação atual em que vive a nossa mídia secular, onde entendemos que as mesmas são manipuladas e tem interesses por trás de suas reportagens, onde só revelam aquilo que lhes interessam, e naquele momento, os jogos olímpicos estavam dando mais audiência para as emissoras. Recomendo este filme a todos vocês amigos cinéfilos, e façam uma análise crítica do seu conteúdo e da sua  mensagem. Ótimo entretenimento.

quinta-feira, 12 de março de 2015

TERRORISMO EM NOVA YORK

 

                                                                                                                      

                                                                     TERRORISMO EM NOVA YORK

                                                                                   (FIVE MINARETS IN NEW YORK)
 
                                                       Após longo período sem exercer meu delicioso Hobby, por completa falta de tempo, retornei assistindo a esse filme, de dupla nacionalidade, turca e americana, do ano de 2010, e para minha completa surpresa, gostei muito e vou relatar um pouco sobre ele. Confesso que quando li sobre sua história, não me agradou, pois achava que seria mais uma película "de enlatado e propaganda americana", para surpresa minha, nada disso se constatou. Sua história trata de dois agentes da divisão Anti-Terror turca, que são enviados à Nova York com a missão de encontrar e levar de volta o perigoso terrorista islâmico apelidado "Dajjal", por acreditarem que se encontra escondido lá. Trabalhando junto ao FBI e a polícia de Nova York, os agentes orquestram a detenção de Hadji Gumus, um respeitado acadêmico líder religioso de origem muçulmana, que anos antes fugira para os Estados Unidos, após ser libertado de uma prisão turca, onde cumpriu pena por assassinato. Esse filme apresenta magnífica história de intolerância, preconceito, ignorância e briga entre famílias. Seu roteiro é muito bem escrito e sem falhas, usando diálogos contundentes, como por exemplo, a conversa entre Becker e Acar, quando são apresentados um ao outro no escritório de Becker. Mais ainda, este filme usa pouco clichê e sua trama é bastante imprevisível, muito bem estruturado, onde o ódio e a intolerância é muito bem expressa. Acrescento ainda, que este conto de amor, paz, amizade e preconceito, nos leva em uma viagem que busca responder à questão de saber, se a inocência ou culpa, importa mesmo para alguém que anseia por vingança. Destaco a brilhante direção e roteiro de Mahsun Kirmizigül, que também atua no filme com o papel do agente turco Firat, belas atuações de Haluk Bilginer no papel de Hadji Gumus, Gina Gershon como Maria, e de Mustafa Sandal como agente Acar. Finalizando meu comentário, quero deixar registrado, que após ver esse filme, meus amigos cinéfilos, façam uma reflexão sobre a vida  e seus valores, além de oferecer a nós espectadores uma nova visão sobre o povo muçulmano, que sempre foi associado ao terrorismo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

BUSCA IMPLACÁVEL 3


                                                                                                                              



                                                                     BUSCA IMPLACÁVEL 3

                                                                                                    (TAKEN 3)
 
                                                       Boa tarde amigos, estive sem tempo de assistir filmes ultimamente, por motivos de trabalho, e nos últimos dias, fui ver essa continuação, trata-se como os anteriores de um filme policial, como protagonista o ex- agente Bryan Mills (Liam Neeson), que volta à ação, para provar a sua inocência no caso de um assassinato.  Esse filme, manteve basicamente a mesma equipe do anterior, os dois roteiristas e o diretor Olivier Megaton, e o que vemos é um homem de meia idade cansado, que tudo o que mais quer é aproveitar o tempo que lhe resta em paz, curtindo a família que lhe sobrou; a filha Kim (Maggie Grace) e a ex-esposa Lenore (Famke Janssen), de quem está se aproximando novamente. A meu ver o filme pecou quando desejou criar uma atmosfera de nostalgia em torno de sua família, que chamasse emocionalmente o espectador para dentro da trama, porém o fizeram de maneira artificial, que acaba não funcionando do modo como deveria. O filme também peca em um vilão que a meu ver não convenceu, pobre, previsível, faltando-lhe carisma e reais motivações consistentes. Além do mais, o script ainda busca fazer um jogo de esconde-esconde, de tentar despistar o espectador, atraindo sua atenção para outros suspeitos, quando tudo já apontava para o verdadeiro culpado. Assim, quando o véu é retirado e tudo se revela, o impacto não provoca nem de longe a surpresa e a perplexidade que os realizadores tinham intenção de provocar. Com tudo isso, ainda que mantenha a boa qualidade das cenas de ação e a boa atuação de Liam Neeson, "Busca Implacável 3" é sem dúvida o pior da trilogia. O drama não convence, o vilão é fraco e previsível e, assim, o clímax do longa não desperta qualquer tipo de emoção diferenciada. Por seu bom protagonista, continua valendo a pena dar uma conferida e assistir o final da sua história. Como obra cinematográfica, entretanto, é realmente uma pena ver tamanho potencial jogado fora.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

DE VOLTA AO JOGO


                                                                                                         

                                                                            DE VOLTA AO JOGO

                                                                                                   (JOHN WICK)
 
                                                         Este fim de semana fui assistir este filme de ação, estrelado pelo astro da saga Matrix e tantas outras películas de sucesso, Keanu Reeves, com direção de dois estreantes no cargo, David Leitch e Chad Stahelski, ambos antigos dublês, inclusive do próprio ator. Trata-se de uma história já bem batida nesse tipo de filme, que John Wick, um ex- assassino(aposentado), dos mais temidos na cidade de Nova York, que trabalhava em parceria com a máfia russa. Durante a sua aposentadoria, ele tem que lidar com a morte de sua esposa Helen (Bridget Moynahan), vítima de uma doença grave, e que deixou de presente ao marido um filhote de cachorro, para cuidar em seu período de luto. Poucos dias após o funeral, o cachorro é morto por ladrões que roubam o seu carro. Com esse enredo fraco e bem batido, John Wick parte em busca de vingança, para quem gosta de um filme puramente de ação, sem enredo consistente, história batida e unicamente isso, vale a pena assistir, sem maiores exigências e ponto. Porém a meu ver, Reeves nesse papel confirmou  seu estilo de atuação intimista e sem muita fala na história, permanecendo o filme todo com seu semblante sério e deprimido, que as vezes me pareceu chato. Para piorar na minha opinião, é triste ver atores respeitados como Willem Dafoe, Michael Nyqvist e Ian McShane em papéis medíocres, porém o mesmo não pode ser dito sobre os fraquíssimos e caricatos Alfie Allen (Game of Thrones) e Adrianne Palicki (Agents of SHIELD), o primeiro como o exagerado e mimado filho do mafioso russo e Palicki mais uma vez ganhando destaque pelas suas curvas do que pela sua atuação. Gente, acredito que Keanu Reeves precise urgentemente de um bom roteiro para voltar a fazer "bonito" no cinema, pois é um grande ator, completamente desperdiçado e dispensável nesse filme. Amigos cinéfilos, não recomendo esta película, para quem gosta de um bom espetáculo, com história, atuações, direção, enredo, e não simplesmente, pancadaria, tiros, efeitos especiais e filminho para lá de manjado, que acredito que só vai gostar, amantes deste filme fabricado na Indústria cinematográfica($$$$) de  Hollywood.