segunda-feira, 23 de março de 2015

5 DIAS DE GUERRA


                                                                                                               

                                                                     CINCO DIAS DE GUERRA

                                                                                         (5 DAYS OF WAR)
 
                                                       Baseado em fatos reais, este filme conta a história de um jornalista americano Thomas Anders((Rupert Friend), seu cinegrafista Sebastian Ganz (Richard Coyle) e uma garota da Geórgia chamada Tatia (Emmanuelle Chriqui),que acabam presos atrás das linhas inimigas, quando a Rússia invade o território, em agosto de 2008. Eles conseguem registrar terríveis crimes de guerra e vivem momentos importantes da história daquela região. Entre a verdade e a justiça, a guerra se alastra e transforma a tudo e a todos. Este filme com direção do finlandês Renny Harlin, trata-se a meu ver, mais de um drama de guerra na região de Ossétia do Sul na Geórgia, embora não seja muito a minha preferência, este me surpreendeu positivamente. A trama muito bem escrita por Mikko Alanne,  acompanha três pessoas que se veem  em um fogo cruzado entre os georgianos e os russos, no conflito de 2008, concentrado na capital separatista da Geórgia, a Ossétia do Sul. A profissão de repórter de guerra, aqui foi muito bem retratada, podemos ver a difícil realidade desses repórteres em seu dia a dia. Este filme mostrou a chacina que a Rússia fez em 5 dias contra um país que somente queria a democracia. Mostrou também como a mídia mundial naquela época estava desinteressada, apenas preferia cobrir os jogos olímpicos que ocorria  em Pequim. Sendo assim o grupo lutava para enviar as imagens das atrocidades, uma busca que podia lhes custar a vida. Quero deixar registrado as participações secundárias de atores de ponta, como Andy Garcia no papel do Presidente da Geórgia, Heather Graham como Miriam, Val Kilmer como Dutchman, contribuindo também para um brilho a mais na película. Para finalizar meu comentário sobre este brilhante filme, ele mostra a situação atual em que vive a nossa mídia secular, onde entendemos que as mesmas são manipuladas e tem interesses por trás de suas reportagens, onde só revelam aquilo que lhes interessam, e naquele momento, os jogos olímpicos estavam dando mais audiência para as emissoras. Recomendo este filme a todos vocês amigos cinéfilos, e façam uma análise crítica do seu conteúdo e da sua  mensagem. Ótimo entretenimento.

quinta-feira, 12 de março de 2015

TERRORISMO EM NOVA YORK

 

                                                                                                                      

                                                                     TERRORISMO EM NOVA YORK

                                                                                   (FIVE MINARETS IN NEW YORK)
 
                                                       Após longo período sem exercer meu delicioso Hobby, por completa falta de tempo, retornei assistindo a esse filme, de dupla nacionalidade, turca e americana, do ano de 2010, e para minha completa surpresa, gostei muito e vou relatar um pouco sobre ele. Confesso que quando li sobre sua história, não me agradou, pois achava que seria mais uma película "de enlatado e propaganda americana", para surpresa minha, nada disso se constatou. Sua história trata de dois agentes da divisão Anti-Terror turca, que são enviados à Nova York com a missão de encontrar e levar de volta o perigoso terrorista islâmico apelidado "Dajjal", por acreditarem que se encontra escondido lá. Trabalhando junto ao FBI e a polícia de Nova York, os agentes orquestram a detenção de Hadji Gumus, um respeitado acadêmico líder religioso de origem muçulmana, que anos antes fugira para os Estados Unidos, após ser libertado de uma prisão turca, onde cumpriu pena por assassinato. Esse filme apresenta magnífica história de intolerância, preconceito, ignorância e briga entre famílias. Seu roteiro é muito bem escrito e sem falhas, usando diálogos contundentes, como por exemplo, a conversa entre Becker e Acar, quando são apresentados um ao outro no escritório de Becker. Mais ainda, este filme usa pouco clichê e sua trama é bastante imprevisível, muito bem estruturado, onde o ódio e a intolerância é muito bem expressa. Acrescento ainda, que este conto de amor, paz, amizade e preconceito, nos leva em uma viagem que busca responder à questão de saber, se a inocência ou culpa, importa mesmo para alguém que anseia por vingança. Destaco a brilhante direção e roteiro de Mahsun Kirmizigül, que também atua no filme com o papel do agente turco Firat, belas atuações de Haluk Bilginer no papel de Hadji Gumus, Gina Gershon como Maria, e de Mustafa Sandal como agente Acar. Finalizando meu comentário, quero deixar registrado, que após ver esse filme, meus amigos cinéfilos, façam uma reflexão sobre a vida  e seus valores, além de oferecer a nós espectadores uma nova visão sobre o povo muçulmano, que sempre foi associado ao terrorismo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

BUSCA IMPLACÁVEL 3


                                                                                                                              



                                                                     BUSCA IMPLACÁVEL 3

                                                                                                    (TAKEN 3)
 
                                                       Boa tarde amigos, estive sem tempo de assistir filmes ultimamente, por motivos de trabalho, e nos últimos dias, fui ver essa continuação, trata-se como os anteriores de um filme policial, como protagonista o ex- agente Bryan Mills (Liam Neeson), que volta à ação, para provar a sua inocência no caso de um assassinato.  Esse filme, manteve basicamente a mesma equipe do anterior, os dois roteiristas e o diretor Olivier Megaton, e o que vemos é um homem de meia idade cansado, que tudo o que mais quer é aproveitar o tempo que lhe resta em paz, curtindo a família que lhe sobrou; a filha Kim (Maggie Grace) e a ex-esposa Lenore (Famke Janssen), de quem está se aproximando novamente. A meu ver o filme pecou quando desejou criar uma atmosfera de nostalgia em torno de sua família, que chamasse emocionalmente o espectador para dentro da trama, porém o fizeram de maneira artificial, que acaba não funcionando do modo como deveria. O filme também peca em um vilão que a meu ver não convenceu, pobre, previsível, faltando-lhe carisma e reais motivações consistentes. Além do mais, o script ainda busca fazer um jogo de esconde-esconde, de tentar despistar o espectador, atraindo sua atenção para outros suspeitos, quando tudo já apontava para o verdadeiro culpado. Assim, quando o véu é retirado e tudo se revela, o impacto não provoca nem de longe a surpresa e a perplexidade que os realizadores tinham intenção de provocar. Com tudo isso, ainda que mantenha a boa qualidade das cenas de ação e a boa atuação de Liam Neeson, "Busca Implacável 3" é sem dúvida o pior da trilogia. O drama não convence, o vilão é fraco e previsível e, assim, o clímax do longa não desperta qualquer tipo de emoção diferenciada. Por seu bom protagonista, continua valendo a pena dar uma conferida e assistir o final da sua história. Como obra cinematográfica, entretanto, é realmente uma pena ver tamanho potencial jogado fora.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

DE VOLTA AO JOGO


                                                                                                         

                                                                            DE VOLTA AO JOGO

                                                                                                   (JOHN WICK)
 
                                                         Este fim de semana fui assistir este filme de ação, estrelado pelo astro da saga Matrix e tantas outras películas de sucesso, Keanu Reeves, com direção de dois estreantes no cargo, David Leitch e Chad Stahelski, ambos antigos dublês, inclusive do próprio ator. Trata-se de uma história já bem batida nesse tipo de filme, que John Wick, um ex- assassino(aposentado), dos mais temidos na cidade de Nova York, que trabalhava em parceria com a máfia russa. Durante a sua aposentadoria, ele tem que lidar com a morte de sua esposa Helen (Bridget Moynahan), vítima de uma doença grave, e que deixou de presente ao marido um filhote de cachorro, para cuidar em seu período de luto. Poucos dias após o funeral, o cachorro é morto por ladrões que roubam o seu carro. Com esse enredo fraco e bem batido, John Wick parte em busca de vingança, para quem gosta de um filme puramente de ação, sem enredo consistente, história batida e unicamente isso, vale a pena assistir, sem maiores exigências e ponto. Porém a meu ver, Reeves nesse papel confirmou  seu estilo de atuação intimista e sem muita fala na história, permanecendo o filme todo com seu semblante sério e deprimido, que as vezes me pareceu chato. Para piorar na minha opinião, é triste ver atores respeitados como Willem Dafoe, Michael Nyqvist e Ian McShane em papéis medíocres, porém o mesmo não pode ser dito sobre os fraquíssimos e caricatos Alfie Allen (Game of Thrones) e Adrianne Palicki (Agents of SHIELD), o primeiro como o exagerado e mimado filho do mafioso russo e Palicki mais uma vez ganhando destaque pelas suas curvas do que pela sua atuação. Gente, acredito que Keanu Reeves precise urgentemente de um bom roteiro para voltar a fazer "bonito" no cinema, pois é um grande ator, completamente desperdiçado e dispensável nesse filme. Amigos cinéfilos, não recomendo esta película, para quem gosta de um bom espetáculo, com história, atuações, direção, enredo, e não simplesmente, pancadaria, tiros, efeitos especiais e filminho para lá de manjado, que acredito que só vai gostar, amantes deste filme fabricado na Indústria cinematográfica($$$$) de  Hollywood.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

UMA MANHÃ GLORIOSA


                                                                                                                   

                                                             UMA MANHÃ GLORIOSA

                                                                                  (MORNING GLORY)
 
                                     
                                                  Filme produzido em 2010 e lançado aqui no Brasil em 2011, é uma comédia dirigida por Roger Michell (o mesmo diretor de Um lugar chamado Notting Hill), e com o roteiro de Aline Brosh McKenna (a mesma de O diabo veste Prada), conta a história de Becky Fuller (Rachel McAdams), uma produtora de televisão que acaba demitida de seu programa de notícias, mas logo consegue uma vaga em uma nova emissora. O único problema é que para elevar a audiência, ela precisa fazer muitas mudanças, entre elas, convencer o premiado Mike Pomeroy (Harrison Ford), a apresentar matérias de moda e amenidades ao lado de uma ex-Miss Arizona (Diane Keaton). Com pouco tempo para atingir índices elevados de audiência, Becky terá que se virar para driblar o humor de seu elenco, ser reconhecida profissionalmente e ainda viver um novo amor. Trata-se de um filme que cumpre bem a sua proposta, que é divertir sem gerar grande expectativa, e apesar de ser uma fórmula batida, ele é muito bem feito, as atuações do excelente elenco são ótimas e a química entre os atores também é muito boa. Dito isso, eu o recomendo, para quem está à procura de um entretenimento sem maiores exigências, somente com a finalidade de distração por mais ou menos 150 minutos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A BATALHA DOS TRÊS REINOS


                                                                                                               

                                                             A BATALHA DOS TRÊS REINOS

                                                                           (THE BATTLE OF RED CLIFF)
 
                                               Uma superprodução chinesa lançada em 2008, com direção do famoso cineasta chinês John Woo, responsável por inúmeros sucessos cinematográficos, tais como, Missão Impossível 2 com Tom Cruise, O Pagamento com Ben Affleck e Códigos de Guerra com Nicholas Cage. Trata-se de um filme de guerra épico chinês, baseado na Batalha de Chibi (208-209dC) e eventos durante o final da Dinastia Han e, imediatamente antes do período dos Três Reinos, na China antiga. A China é governada pela Dinastia Han, e o ambicioso primeiro-ministro do norte, Cao Cao (Fengyi Zhang), pretende controlar todo o território chinês, e para tanto decide derrubar as duas forças rebeldes do sul. Para isso conta com um exército de quase um milhão de homens. Sun Quan (Chen Chang) e Liu Bei (Yong You), reis de suas regiões, são obrigados a unirem-se contra o poderoso ataque de Cao Cao. Desta forma os povos deixam de lado suas rivalidades e são obrigados a criar diversas estratégias para superar a esmagadora vantagem numérica do inimigo. Quem gosta de filme de guerra épico vai adorar este, porque além de uma excelente história baseada em fatos reais, mostra as estratégias de combate, grandiosas cenas de batalhas, e mesmo essa versão para o ocidente reduzida dos originais 280 minutos para 148 minutos não prejudicou em nada a sua beleza, pois o diretor teve o cuidado de fornecer uma narrativa de abertura para definir o contexto histórico nessa versão ocidental. Finalizando meu comentário, gostaria de enfatizar que se trata de um filmaço de guerra, e quem não viu, não sabe o que está perdendo, e eu recomendo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O ÚLTIMO GUARDA -COSTAS


                                                                                                                    

                                                             O ÚLTIMO GUARDA-COSTAS

                                                                                     (LONDON BOULEVARD)
 
                                               Filme lançado em 2012, com estreia na direção do roteirista William Monahan, vencedor do Oscar por Os Infiltrados (2006) e responsável também pelos roteiros de A Cruzada(2005), Rede de Mentiras(2008) e O Fim da Escuridão (2010), conta a história do gângster Mitchell (Colin Farrell) que após deixar a prisão, decide mudar de profissão e abandonar o mundo do crime. Com o novo objetivo, ele é contratado como segurança de Charlotte (Keira Knightley), uma complicada jovem atriz que tenta levar uma vida reclusa. Enquanto ela é perseguida por paparazzi, ele tenta escapar das investidas de um poderoso gângster, que quer vê-lo de volta à ativa. Em suas buscas pela liberdade, cada qual a sua maneira, os dois acabam descobrindo o amor. Com relação ao filme digo que até tem os seus momentos, mas o ritmo é lento, quase parando, o que torna a película cansativa para qualquer espectador. Os diálogos são péssimos, o roteiro é vazio, apesar de ser baseado em um livro de sucesso do escritor Ken Bruen. Filme batido e previsível, a trama não aprofunda os personagens, e no decorrer da projeção, pouco sabemos sobre o passado dos protagonistas e consequentemente não entendemos as suas motivações. O cast, apesar dos bons nomes, se encontra totalmente deslocado; um bom exemplo disso é a atuação de Keira Knightley- aqui entrega o seu pior trabalho a meu ver, totalmente perdida; Colin Farrell constrói um protagonista vazio e o tempo todo soa canastrão, uma atuação ruim  a qual não faz jus à carreira do ator. Ao contrário destes personagens, o elenco de apoio, traz alguma dignidade para a produção, como é o caso de Ray Winstone, um vilão cheio de personalidade e David Thewlis, em boa atuação com o personagem chamado Jordan, no mínimo, curioso. A meu ver só presta a trilha sonora, com várias canções "cool", de Bob Dylan a Kassabian. Este filme é tão ridículo quanto o seu título nacional. Se for para ver algum guarda-costas, fique com o do Kevin Costner, apesar de ambas as produções não terem relação nenhuma.